Frases de Henri de Régnier - A solidão só é possível na...

A solidão só é possível na juventude, quando temos à nossa frente todos os sonhos, ou na velhice, com todas as recordações atrás.
Henri de Régnier
Significado e Contexto
A citação de Henri de Régnier propõe uma visão temporal da solidão, dividindo-a em dois momentos cruciais da existência humana. Na juventude, a solidão surge da antecipação: temos diante de nós um futuro repleto de possibilidades e sonhos ainda não realizados, o que pode criar um sentimento de isolamento face às expectativas. Na velhice, a solidão emerge da retrospetiva: acumulámos uma vida de experiências e memórias que, ao serem revisitadas, podem intensificar a sensação de distância do presente. Régnier sugere assim que a solidão não é apenas ausência de companhia, mas uma condição psicológica ligada à nossa relação com o tempo e as etapas da vida.
Origem Histórica
Henri de Régnier (1864-1936) foi um poeta e romancista francês associado ao movimento simbolista e à Belle Époque. A sua obra, escrita num período de transição entre os séculos XIX e XX, reflete preocupações estéticas e filosóficas sobre a passagem do tempo, a memória e a condição humana, temas comuns na literatura europeia da época.
Relevância Atual
Esta frase mantém relevância contemporânea porque aborda questões universais e atemporais sobre o envelhecimento, a solidão e a busca de significado. Na sociedade atual, onde a juventude é frequentemente idealizada e o envelhecimento pode ser marginalizado, a reflexão de Régnier oferece uma perspetiva humanista que ressoa com debates sobre saúde mental, isolamento social e a valorização de todas as fases da vida.
Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Henri de Régnier, mas a obra específica de origem não é amplamente documentada em fontes públicas. Pode ter sido extraída dos seus escritos poéticos ou ensaísticos.
Citação Original: La solitude n'est possible que dans la jeunesse, quand nous avons devant nous tous les rêves, ou dans la vieillesse, avec tous les souvenirs derrière.
Exemplos de Uso
- Num discurso sobre saúde mental em idosos, para ilustrar a solidão associada às recordações.
- Num artigo sobre a pressão social na juventude, para descrever o isolamento face aos sonhos não realizados.
- Numa reflexão literária, como exemplo da poesia filosófica de Régnier sobre o tempo.
Variações e Sinônimos
- "A solidão é companheira dos extremos da vida."
- "Na juventude, sonhamos sozinhos; na velhice, recordamos sozinhos."
- "Os sonhos futuros e as memórias passadas são os dois polos da solidão humana."
Curiosidades
Henri de Régnier foi eleito para a Academia Francesa em 1911, sucedendo ao poeta sul-africano Eugène-Melchior de Vogüé, e era casado com a poetisa Marie de Heredia, filha do famoso poeta cubano-francês José María de Heredia.


