Frases de Textos Budistas - A causa do sofrimento humano e

Frases de Textos Budistas - A causa do sofrimento humano e...


Frases de Textos Budistas


A causa do sofrimento humano encontra-se, sem dúvida, nos desejos do corpo físico e nas ilusões das paixões mundanas.

Textos Budistas

Esta citação budista revela uma profunda verdade sobre a condição humana: o sofrimento nasce da nossa ligação ao efémero e da confusão entre desejo e felicidade. Convida-nos a olhar para dentro, onde reside a verdadeira libertação.

Significado e Contexto

Esta citação sintetiza a Segunda Nobre Verdade do Budismo, que identifica a origem do sofrimento (dukkha) no desejo (tanha) e no apego. Os 'desejos do corpo físico' referem-se às necessidades e impulsos sensoriais que nos prendem ao ciclo de insatisfação, enquanto as 'ilusões das paixões mundanas' aludem aos estados mentais de aversão, cobiça e ignorância que distorcem a nossa perceção da realidade. Juntos, estes elementos criam um ciclo de dependência onde a felicidade é constantemente adiada, mantendo-nos presos ao samsara, o ciclo de renascimento e sofrimento.

Origem Histórica

A citação tem origem nos ensinamentos de Siddhartha Gautama, o Buda histórico, que viveu no século V a.C. no subcontinente indiano. Estes conceitos estão presentes em textos canónicos como o Dhammacakkappavattana Sutta (o discurso da rotação da roda do Dharma), onde Buda expõe as Quatro Nobres Verdades. Os 'Textos Budistas' referem-se genericamente ao cânone Páli (Tipitaka) e a outras escrituras que preservam os ensinamentos originais, transmitidos oralmente antes de serem registados por escrito.

Relevância Atual

Esta frase mantém uma relevância profunda na sociedade contemporânea, marcada pelo consumismo, pela busca incessante de prazeres imediatos e pela ansiedade gerada pelas redes sociais. Oferece uma lente crítica para analisar problemas modernos como o stress, a depressão e a insatisfação crónica, sugerindo que a raiz não está nas circunstâncias externas, mas na nossa relação com os desejos. Inspira movimentos de mindfulness e simplicidade voluntária, que procuram reduzir o sofrimento através do desapego.

Fonte Original: A citação é uma paráfrase ou adaptação da Segunda Nobre Verdade, presente em vários discursos (suttas) do cânone Páli, como o Dhammacakkappavattana Sutta do Samyutta Nikaya. Não é uma citação literal de um texto específico, mas resume fielmente os ensinamentos centrais.

Citação Original: A língua original dos textos budistas mais antigos é o Páli. Uma formulação próxima seria: 'Dukkhasamudayo ariyasaccam' – 'A nobre verdade da origem do sofrimento', que é explicada como o desejo (tanha) que conduz ao renascimento, acompanhado de paixão e prazer.

Exemplos de Uso

  • Na psicologia moderna, a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) utiliza conceitos semelhantes ao ensinar a desapegar-se de pensamentos e desejos que causam sofrimento.
  • No contexto da sustentabilidade, a frase alerta para como o desejo por consumo desenfreado gera sofrimento ambiental e social.
  • Na gestão do stress, a prática de meditação visa observar os desejos e ilusões sem se identificar com eles, reduzindo a ansiedade.

Variações e Sinônimos

  • A raiz do sofrimento está no apego.
  • O desejo é a causa de toda a dor.
  • As paixões cegam e escravizam o espírito.
  • Quem nada deseja, nada sofre.
  • A ilusão do eu gera sofrimento.

Curiosidades

Buda não ensinou que todos os desejos são maus; distinguia entre desejos saudáveis (como o desejo de iluminação) e desejos prejudiciais que geram apego. A palavra 'dukkha', traduzida como sofrimento, inclui também significados como insatisfação, imperfeição ou mal-estar existencial.

Perguntas Frequentes

Esta citação significa que devemos suprimir todos os desejos?
Não. O budismo ensina a compreender e transformar os desejos que causam apego, não a reprimi-los. O caminho é o desapego, não a negação total.
Como se aplica esta ideia no dia a dia?
Praticando a atenção plena (mindfulness) para observar desejos e emoções sem se deixar dominar por eles, cultivando contentamento e escolhas conscientes.
Qual a diferença entre desejo físico e ilusão passionais?
Desejos físicos referem-se a necessidades sensoriais (como fome ou prazer). Ilusões passionais são distorções mentais (como cobiça ou ódio) que amplificam o sofrimento.
Esta citação é exclusiva do budismo?
Embora central no budismo, ideias semelhantes aparecem noutras filosofias, como no estoicismo ou em tradições ascéticas, que também alertam para os perigos do apego excessivo.

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