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Frases de Erasmo de Roterdão


Segundo a definição dos estóicos, a sabedoria consiste em ter a razão por guia; a loucura, pelo contrário, consiste em obedecer às paixões; mas para que a vida dos homens não seja triste e aborrecida Júpiter deu-lhe mais paixão que razão.

Erasmo de Roterdão

Erasmo de Roterdão, com ironia humanista, sugere que o equilíbrio entre razão e paixão é essencial para uma vida plena. A sabedoria estóica, embora nobre, precisa do tempero das emoções para evitar a tristeza.

Significado e Contexto

Esta citação de Erasmo de Roterdão apresenta uma visão crítica da filosofia estóica, que defendia a supremacia da razão sobre as paixões como caminho para a sabedoria. Erasmo reconhece o valor desta perspetiva, mas argumenta que uma vida guiada exclusivamente pela razão seria 'triste e aborrecida'. Através da referência mitológica a Júpiter, sugere que as paixões são uma dádiva divina necessária para a experiência humana completa, propondo assim um equilíbrio entre o controlo racional e a expressão emocional. A frase reflete o pensamento humanista do Renascimento, que valorizava a natureza humana em toda a sua complexidade, em contraste com ideais ascéticos extremos. Erasmo não rejeita a razão, mas questiona o puritanismo emocional, defendendo que as paixões, quando moderadas, enriquecem a existência. Esta perspetiva antecipa debates modernos sobre inteligência emocional e bem-estar psicológico.

Origem Histórica

Erasmo de Roterdão (1466-1536) foi um dos maiores humanistas do Renascimento norte-europeu. Viveu durante um período de transição entre a Idade Média e a Moderna, marcado pela redescoberta dos clássicos, pela Reforma Protestante e por críticas à rigidez escolástica. A citação provavelmente surge no contexto das suas obras satíricas ou morais, onde frequentemente abordava temas éticos com ironia fina, equilibrando erudição clássica com uma visão prática da vida.

Relevância Atual

Esta frase mantém relevância por abordar a tensão perene entre razão e emoção, central na psicologia, filosofia e desenvolvimento pessoal contemporâneos. Num mundo que valoriza tanto a produtividade racional (tecnologia, lógica) como a inteligência emocional, a reflexão de Erasmo lembra-nos que a felicidade requer equilíbrio. É citada em discussões sobre saúde mental, gestão emocional e ética, mostrando que o excesso de racionalidade pode levar à desconexão humana.

Fonte Original: A citação é atribuída a Erasmo, mas a obra exata não é especificada na referência fornecida. Poderá provir de uma das suas obras satírico-morais como 'Elogio da Loucura' (1511) ou de colóquios e ensaios onde criticava extremismos.

Citação Original: Segundo a definição dos estóicos, a sabedoria consiste em ter a razão por guia; a loucura, pelo contrário, consiste em obedecer às paixões; mas para que a vida dos homens não seja triste e aborrecida Júpiter deu-lhe mais paixão que razão.

Exemplos de Uso

  • Em coaching pessoal, para defender que objetivos racionais devem integrar motivação emocional.
  • Em debates sobre ética, para ilustrar que decisões puramente lógicas podem ignorar o impacto humano.
  • Na educação emocional, para ensinar que controlar paixões não significa suprimi-las completamente.

Variações e Sinônimos

  • A razão conduz, a paixão motiva.
  • Nem só de razão vive o homem.
  • Equilíbrio entre cabeça e coração.
  • A virtude está no meio-termo (conceito aristotélico).

Curiosidades

Erasmo de Roterdão foi um intelectual tão influente que a sua correspondência incluía reis, papas e pensadores de toda a Europa, tornando-se uma figura-chave na rede intelectual do século XVI, apelidado de 'Príncipe dos Humanistas'.

Perguntas Frequentes

Quem eram os estóicos mencionados por Erasmo?
Os estóicos foram filósofos da Grécia e Roma Antiga (como Sêneca e Marco Aurélio) que defendiam que a sabedoria vinha do controlo racional sobre as emoções, buscando a virtude através da apatheia (ausência de paixões perturbadoras).
Por que Erasmo menciona Júpiter?
Júpiter, na mitologia romana (equivalente a Zeus grego), era o rei dos deuses. Erasmo usa esta referência para dar um tom irónico e mitológico, sugerindo que o desequilíbrio entre paixão e razão é uma característica inerente e divina da condição humana.
Esta citação contradiz totalmente o estoicismo?
Não totalmente. Erasmo reconhece o valor da razão estóica, mas critica o seu radicalismo. Propõe uma adaptação humanista, onde as paixões moderadas complementam a razão, em vez de serem totalmente suprimidas.
Como aplicar esta ideia no dia a dia?
Tomando decisões que equilibrem análise lógica (razão) com intuição e emoção (paixão), por exemplo, escolhendo uma carreira que seja racionalmente viável, mas também apaixonante.

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