Frases de Platão - O que não se tem, o que não

Frases de Platão - O que não se tem, o que não ...


Frases de Platão


O que não se tem, o que não se é, aquilo de que se carece, esses são os objectos do desejo e do amor.

Platão

Esta citação de Platão revela o paradoxo fundamental do desejo humano: amamos precisamente aquilo que nos falta, transformando a ausência em motor da existência. A incompletude torna-se assim a fonte da nossa mais profunda aspiração.

Significado e Contexto

Esta afirmação platónica explora a natureza paradoxal do desejo e do amor. Segundo Platão, não desejamos o que já possuímos ou o que já somos, mas precisamente aquilo que nos falta - seja um objeto material, uma qualidade pessoal ou um estado de ser. Esta carência torna-se o motor fundamental da nossa motivação e afeto. A filosofia platónica sugere que todo o amor e desejo nascem de uma perceção de incompletude, orientando-nos para aquilo que poderíamos vir a ter ou a ser, num movimento contínuo de busca e realização.

Origem Histórica

Platão (428/427-348/347 a.C.) desenvolveu esta ideia no contexto da sua filosofia sobre o amor (eros) e o desejo, particularmente nos diálogos como 'O Banquete' e 'Fedro'. Na Atenas clássica, estas reflexões surgiam num ambiente de discussão filosófica sobre a natureza da alma, a beleza e a aspiração ao Bem. A citação reflete a conceção platónica de que o desejo é sempre dirigido para algo que se percebe como valioso mas ausente.

Relevância Atual

Esta frase mantém extrema relevância na psicologia contemporânea, nas teorias do consumo e nas reflexões sobre relações humanas. Explica porque as pessoas anseiam por aquilo que não têm (desde bens materiais até estados emocionais) e como o marketing explora esta dinâmica. Na terapia e no desenvolvimento pessoal, ajuda a compreender a insatisfação humana e a transformar o desejo em motivação positiva.

Fonte Original: A citação é geralmente atribuída aos diálogos de Platão, possivelmente com variações em 'O Banquete' ou 'Fedro', onde discute a natureza do eros (amor/desejo).

Citação Original: Em grego antigo, a ideia é expressa em conceitos como 'eros' dirigido ao que falta. Uma formulação próxima seria parte do pensamento platónico sobre o desejo.

Exemplos de Uso

  • Na publicidade, criam-se desejos por produtos que prometem preencher uma falta percebida.
  • Nas relações amorosas, muitas vezes idealizamos pessoas que possuem qualidades que sentimos faltar em nós.
  • No desenvolvimento pessoal, estabelecemos metas que representam aquilo que ainda não somos.

Variações e Sinônimos

  • O desejo nasce da falta
  • Amamos o que não temos
  • A ausência alimenta o querer
  • O coração bate por aquilo que lhe falta
  • Procuramos fora o que sentimos faltar dentro

Curiosidades

Platão via o desejo não como algo negativo, mas como uma força que poderia elevar a alma em direção ao conhecimento e ao Bem, quando devidamente orientado.

Perguntas Frequentes

Platão considerava o desejo algo positivo ou negativo?
Platão via o desejo como uma força neutra que poderia tornar-se positiva se orientada para valores elevados (como a verdade e a beleza), ou negativa se fixada em objetos materiais efémeros.
Como esta ideia se relaciona com a teoria das Formas de Platão?
O desejo dirige-se às Formas ideais (como a Beleza ou o Bem) que percebemos como faltando no mundo sensível, impelindo-nos para além do que é imediatamente acessível.
Esta citação aplica-se apenas ao amor romântico?
Não, aplica-se a todo o tipo de desejo e aspiração humana, incluindo desejo por conhecimento, por justiça, por realização pessoal ou por objetos materiais.
Como distinguir desejo saudável de obsessão segundo Platão?
Para Platão, o desejo é saudável quando nos move em direção ao verdadeiro Bem; torna-se obsessão quando se fixa em objetos parciais ou ilusórios, esquecendo o objetivo último de elevação da alma.

Podem-te interessar também


Mais frases de Platão




Mais vistos