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Frases de Mário Soares


Não sou líder. Sou um cidadão normal, que se vê como tal e que de vez em quando dá umas opiniões. Se são erradas ou certas, os outros que digam. Eu digo apenas o que penso e posso, claro, enganar-me, como toda a gente.

Mário Soares

Esta citação revela uma humildade profunda que desafia a noção convencional de liderança. Mário Soares apresenta-se não como figura de autoridade, mas como cidadão participativo que assume a falibilidade humana.

Significado e Contexto

Esta declaração de Mário Soares representa uma postura filosófica sobre o exercício do poder numa democracia. Ao negar o título de 'líder' e assumir-se como 'cidadão normal', Soares subverte a hierarquia política tradicional, sugerindo que a verdadeira liderança emerge do diálogo coletivo e não da imposição autoritária. A frase enfatiza a importância da participação cívica, da liberdade de expressão e da aceitação da falibilidade como elementos fundamentais da vida democrática. A referência à possibilidade de se enganar 'como toda a gente' revela uma visão humanista da política, onde os políticos não se colocam acima dos cidadãos comuns. Esta postura contrasta com culturas políticas que glorificam líderes infalíveis, promovendo em vez disso um modelo de governação baseado no debate aberto, na autocritica e na responsabilidade partilhada.

Origem Histórica

Mário Soares (1924-2017) foi uma figura central na história portuguesa do século XX, participando ativamente na oposição ao Estado Novo, sendo fundador do Partido Socialista e servindo como Primeiro-Ministro e Presidente da República. Esta citação provavelmente data do período pós-25 de Abril, quando Portugal consolidava a sua democracia. Reflete o espírito do processo revolucionário que rejeitava figuras autoritárias e valorizava a participação popular.

Relevância Atual

Num contexto contemporâneo marcado por populismos e polarização política, esta citação mantém uma relevância extraordinária. Recorda-nos que os líderes devem manter ligação com a realidade dos cidadãos, aceitar críticas e reconhecer limitações. Num mundo de redes sociais onde opiniões são frequentemente apresentadas como verdades absolutas, a humildade intelectual de Soares serve como antídoto contra a arrogância política.

Fonte Original: Provavelmente de entrevista ou discurso público durante a sua carreira política pós-revolucionária. Soares era conhecido por declarações espontâneas em contextos mediáticos.

Citação Original: Não sou líder. Sou um cidadão normal, que se vê como tal e que de vez em quando dá umas opiniões. Se são erradas ou certas, os outros que digam. Eu digo apenas o que penso e posso, claro, enganar-me, como toda a gente.

Exemplos de Uso

  • Num debate sobre transparência política, um comentador pode citar Soares para defender que os governantes devem admitir erros publicamente.
  • Em formações de liderança, esta frase é usada para ilustrar a importância da humildade na gestão de equipas.
  • Em discussões sobre redes sociais, serve para lembrar que todas as opiniões, mesmo as de figuras públicas, são passíveis de erro e devem ser questionadas.

Variações e Sinônimos

  • "O poder é um serviço, não um privilégio"
  • "Um verdadeiro líder serve, não se serve"
  • "Na democracia, todos somos cidadãos primeiro"
  • "A humildade é a verdadeira sabedoria dos fortes"

Curiosidades

Mário Soares foi preso 12 vezes pela PIDE durante o Estado Novo, experiência que provavelmente moldou a sua visão despretensiosa do poder político e a sua ligação aos cidadãos comuns.

Perguntas Frequentes

Por que é que Mário Soares dizia 'não sou líder'?
Soares queria enfatizar que via a política como serviço público, não como exercício de autoridade sobre outros, promovendo uma visão horizontal da democracia.
Esta citação reflete alguma corrente filosófica específica?
Reflete influências do humanismo democrático e do socialismo democrático, com ênfase na igualdade fundamental entre governantes e governados.
Como se relaciona esta frase com a história portuguesa?
Representa uma rutura consciente com a cultura política autoritária do Estado Novo, promovendo valores democráticos após o 25 de Abril.
Esta postura é compatível com cargos de liderança?
Sim, demonstra que liderança democrática pode basear-se na humildade, diálogo e reconhecimento da falibilidade, em vez de autoritarismo.

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