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Frases de Napoleão Bonaparte


Nas revoluções há duas espécies de homens: os que as fazem e os que delas aproveitam.

Napoleão Bonaparte

Esta citação de Napoleão desvela uma dualidade fundamental nos processos de mudança radical: a distinção entre quem paga o preço da transformação e quem colhe os seus frutos. Revela uma visão cínica, mas perspicaz, sobre a natureza humana e a dinâmica do poder.

Significado e Contexto

A citação de Napoleão Bonaparte oferece uma análise lúcida e desencantada da dinâmica das revoluções. Distingue claramente dois grupos: os 'fazedores', que são os agentes ativos, os idealistas, os combatentes ou as massas que arriscam a vida e o conforto para provocar a mudança; e os 'aproveitadores', que são os indivíduos ou grupos que, sem necessariamente terem participado ativamente ou assumido riscos significativos, posicionam-se astutamente para beneficiar dos novos arranjos de poder, riqueza ou influência que emergem do caos revolucionário. Esta observação sugere que o resultado de uma revolução raramente pertence integralmente aos seus iniciadores, sendo frequentemente apropriado por outros mais hábeis na manipulação política ou na consolidação do poder pós-conflito.

Origem Histórica

Napoleão Bonaparte (1769-1821) foi uma figura central nas convulsões políticas e militares que marcaram o final do século XVIII e início do XIX na Europa, nomeadamente a Revolução Francesa e as Guerras Napoleónicas. A sua ascensão meteórica de oficial de artilharia a Imperador dos Franceses deu-lhe uma posição única para observar, de dentro, os mecanismos do poder e da mudança revolucionária. Viveu na primeira pessoa a transição do caos revolucionário para a estabilização autoritária, sendo ele próprio um exemplo paradigmático de alguém que 'aproveitou' o turbilhão revolucionário para construir o seu próprio império, embora também fosse, sem dúvida, um 'fazedor' de mudanças à sua maneira.

Relevância Atual

A frase mantém uma relevância impressionante na análise de movimentos sociais, golpes de Estado, mudanças de regime ou mesmo revoluções tecnológicas e empresariais. Permite-nos questionar: nas 'revoluções' dos nossos dias – sejam políticas, como a Primavera Árabe; digitais, como o advento das redes sociais; ou económicas, como a ascensão das criptomoedas – quem são os verdadeiros idealistas e agentes de base ('os que as fazem') e quem são os capitalistas de risco, os políticos oportunistas ou os grandes conglomerados que acabam por moldar o novo status quo a seu favor ('os que delas aproveitam')? É uma lente crítica para desconstruir narrativas simplistas sobre mudança e progresso.

Fonte Original: A atribuição desta citação a Napoleão é comum, mas a sua origem exata (livro, discurso, memórias) não é totalmente consensual entre os historiadores. É frequentemente citada em compilações de aforismos e pensamentos atribuídos a ele, refletindo uma ideia central da sua visão política e experiência.

Citação Original: Dans les révolutions il y a deux sortes de gens : ceux qui les font et ceux qui en profitent.

Exemplos de Uso

  • Na revolução digital, os programadores e visionários criaram a internet (fazedores), enquanto grandes empresas de tecnologia se tornaram monopólios (aproveitadores).
  • Num movimento de protesto social, os manifestantes arriscam-se nas ruas (fazedores), enquanto certos partidos políticos se reposicionam para ganhar eleições (aproveitadores).
  • Numa startup inovadora, os fundadores trabalham sem descanso (fazedores), mas por vezes são afastados por investidores que assumem o controlo (aproveitadores).

Variações e Sinônimos

  • Há os que semeiam a tempestade e os que recolhem o vento.
  • Uns fazem a guerra, outros fazem a paz (e os negócios).
  • A revolução devora os seus filhos. (atribuída a diversos autores)
  • Os loucos abrem caminho por onde passam os sensatos.

Curiosidades

Napoleão é uma das personalidades históricas mais citadas, mas muitas frases atribuídas a ele são de autoria duvidosa ou foram deturpadas ao longo do tempo. Esta citação, pela sua precisão analítica, alinha-se perfeitamente com o seu estilo de pensamento pragmático e desiludido sobre a natureza do poder.

Perguntas Frequentes

Napoleão considerava-se um 'fazedor' ou um 'aproveitador' das revoluções?
Napoleão era provavelmente ambos. Como jovem oficial, beneficiou (aproveitou) das oportunidades abertas pela Revolução Francesa. Mais tarde, como líder, foi um agente ativo (fazedor) que moldou a Europa através de guerras e reformas, criando a sua própria 'revolução' napoleónica.
Esta citação aplica-se apenas a revoluções políticas?
Não. O princípio é aplicável a qualquer mudança disruptiva: revoluções científicas, tecnológicas, industriais ou culturais, onde sempre surgem pioneiros (fazedores) e entidades que consolidam e monetizam a inovação (aproveitadores).
A citação tem uma conotação negativa?
Ela descreve um mecanismo, não necessariamente um juízo moral. Pode ser lida como uma crítica ao oportunismo, mas também como uma observação realista sobre a complexa distribuição de custos e benefícios em processos de mudança radical.
Existe uma obra específica onde Napoleão disse isto?
Não está identificada uma fonte primária incontestável (como um discurso ou livro específico). A frase circula há muito em coleções de máximas e aforismos atribuídos a ele, sendo consistente com o seu pensamento registado noutras ocasiões.

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