Frases de John Broadus Watson - O que nós somos é o que faze

Frases de John Broadus Watson - O que nós somos é o que faze...


Frases de John Broadus Watson


O que nós somos é o que fazemos, e o que fazemos é o que o ambiente nos faz fazer.

John Broadus Watson

Esta citação revela como a nossa identidade é moldada pelas ações que realizamos, as quais, por sua vez, são influenciadas pelo ambiente que nos rodeia. Reflete uma visão determinista onde o comportamento humano é uma resposta às circunstâncias externas.

Significado e Contexto

Esta citação sintetiza o núcleo do behaviorismo, a escola psicológica fundada por John B. Watson. Ela defende que não somos definidos por uma essência interna ou livre-arbítrio inato, mas sim pelas nossas ações observáveis. Essas ações, por sua vez, não são escolhas autónomas; são respostas aprendidas e condicionadas pelo ambiente em que vivemos. O ambiente, através de estímulos, reforços e punições, 'faz-nos fazer' coisas específicas, moldando assim todo o nosso repertório comportamental e, consequentemente, a nossa identidade. Em suma, a frase nega a primazia da introspeção ou dos estados mentais, colocando o foco exclusivo na interação observável entre o indivíduo e o seu meio.

Origem Histórica

John Broadus Watson (1878-1958) foi um psicólogo americano considerado o fundador do behaviorismo. No início do século XX, ele propôs uma revolução na psicologia, rejeitando o estudo da consciência e dos processos mentais internos (dominantes na época) e defendendo que a psicologia deveria ser uma ciência objetiva do comportamento observável. Esta citação reflete o seu manifesto de 1913, 'Psychology as the Behaviorist Views It', onde argumentava que os comportamentos são respostas a estímulos ambientais, aprendidos através do condicionamento.

Relevância Atual

A frase mantém relevância em debates contemporâneos sobre natureza versus criação, educação, políticas sociais e inteligência artificial. Na educação, reforça a importância do ambiente de aprendizagem. Nas ciências sociais, influencia discussões sobre como fatores socioeconómicos moldam oportunidades. No marketing e design de UX, o princípio de moldar comportamentos através de estímulos ambientais (nudging) é amplamente aplicado. Ainda gera discussão filosófica sobre livre-arbítrio e responsabilidade pessoal.

Fonte Original: A citação é uma síntema da filosofia behaviorista de Watson, amplamente disseminada nos seus escritos e palestras. Não está atribuída a um livro ou discurso específico de forma canónica, mas encapsula perfeitamente o conteúdo do seu artigo seminal de 1913, 'Psychology as the Behaviorist Views It', publicado na 'Psychological Review'.

Citação Original: What we are is what we do, and what we do is what the environment makes us do.

Exemplos de Uso

  • Na educação, um professor que cria um ambiente de apoio e desafios positivos está, segundo esta visão, a moldar diretamente os comportamentos de sucesso dos seus alunos.
  • Nas políticas públicas, programas que alteram o ambiente urbano (como mais espaços verdes ou melhores transportes) visam influenciar comportamentos sociais e de saúde da população.
  • No marketing digital, a disposição de um website (cores, call-to-actions) é desenhada para 'fazer' o utilizador clicar e comprar, moldando o seu comportamento de consumo.

Variações e Sinônimos

  • Dá-me uma criança e eu moldá-la-ei para ser o que quiser.
  • O comportamento é uma função do ambiente.
  • Somos produtos das nossas circunstâncias.
  • O hábito faz o monge.

Curiosidades

John B. Watson foi forçado a abandonar a carreira académica em 1920 devido a um escândalo de divórcio, passando depois a aplicar os princípios do behaviorismo no mundo da publicidade, com grande sucesso.

Perguntas Frequentes

John Watson negava completamente o livre-arbítrio?
Sim, na sua forma mais radical, o behaviorismo de Watson era determinista. Ele acreditava que, dado o conhecimento completo do histórico de estímulos e respostas de uma pessoa, o seu comportamento futuro seria previsível, não deixando espaço para um livre-arbítrio independente do ambiente.
Esta visão é ainda aceite pela psicologia moderna?
O behaviorismo radical de Watson foi superado. A psicologia moderna reconhece a importância crucial do ambiente e da aprendizagem, mas integra também fatores biológicos, cognitivos (pensamentos, emoções) e sociais. O seu legado permanece nas terapias comportamentais e no estudo da aprendizagem.
Qual a diferença entre esta frase e 'O homem é o produto do meio'?
São conceitos semelhantes, mas a frase de Watson é mais específica e mecanicista. Enquanto 'produto do meio' pode incluir influências culturais e sociais amplas, Watson focava-se estritamente no comportamento observável como uma resposta direta a estímulos ambientais controláveis.

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