Frases de Stendhal - A boa música nunca se engana,

Frases de Stendhal - A boa música nunca se engana,...


Frases de Stendhal


A boa música nunca se engana, e vai direita, buscar ao fundo da alma o desgosto que nunca devora.

Stendhal

Esta citação de Stendhal revela como a música autêntica tem o poder de tocar as profundezas da alma humana, acedendo a tristezas que permanecem latentes. Ela sugere que a arte verdadeira não engana, mas sim ilumina as emoções mais recônditas.

Significado e Contexto

Stendhal, através desta citação, explora a relação íntima entre a música e as emoções humanas. A expressão 'a boa música nunca se engana' refere-se à autenticidade da arte musical genuína, que, ao contrário de outras formas de expressão, possui uma verdade intrínseca que ressoa directamente com o ouvinte. A ideia de que a música 'vai direita, buscar ao fundo da alma o desgosto que nunca devora' sugere que a música tem a capacidade única de aceder a tristezas profundas e latentes – aquelas que não consumiram completamente a pessoa, mas que permanecem adormecidas no seu íntimo, esperando ser despertadas pela força evocativa da melodia e harmonia.

Origem Histórica

Stendhal (pseudónimo de Marie-Henri Beyle) foi um escritor francês do século XIX, associado ao Romantismo e ao Realismo. Viveu numa época de grandes transformações sociais e políticas, como a Revolução Francesa e as Guerras Napoleónicas, que influenciaram a sua visão sobre a individualidade e as emoções humanas. A sua obra frequentemente explora a psicologia das personagens, a paixão e a busca pela autenticidade, reflectindo os ideais românticos de introspecção e expressão emocional profunda.

Relevância Atual

Esta frase mantém-se relevante hoje porque captura a essência universal da experiência musical. Num mundo moderno onde a música é omnipresente – desde playlists personalizadas a bandas sonoras cinematográficas – a ideia de que a música pode tocar emoções profundas e não expressas continua a ressoar. Ela fala à importância da arte como um meio de conexão emocional e auto-descoberta, especialmente em sociedades onde as pessoas muitas vezes reprimem ou ignoram os seus sentimentos mais sombrios.

Fonte Original: A citação é atribuída a Stendhal, mas a sua origem exacta (livro, carta ou outro escrito) não é amplamente documentada em fontes comuns. É frequentemente citada em antologias e reflexões sobre música e literatura.

Citação Original: La bonne musique ne se trompe pas, et va droit à l'âme chercher le chagrin qui la dévore.

Exemplos de Uso

  • Um psicólogo pode usar esta citação para explicar como a musicoterapia ajuda os pacientes a aceder a emoções reprimidas.
  • Num artigo sobre bandas sonoras de filmes, para descrever como uma melodia triste intensifica uma cena emocional.
  • Numa palestra sobre arte e saúde mental, para ilustrar o poder da música na expressão de sentimentos complexos.

Variações e Sinônimos

  • A música é a linguagem das emoções.
  • A arte revela o que as palavras não conseguem expressar.
  • A verdadeira música toca a alma.

Curiosidades

Stendhal é também conhecido por ter dado nome à 'Síndrome de Stendhal', uma condição psicológica em que indivíduos experimentam tonturas, desorientação ou até alucinações quando expostos a uma overdose de beleza artística, especialmente em locais como Florença.

Perguntas Frequentes

O que significa 'desgosto que nunca devora' na citação?
Refere-se a tristezas ou mágoas profundas que estão presentes na alma, mas que não consumiram completamente a pessoa – emoções latentes que a música pode trazer à superfície.
Por que Stendhal associou a música a emoções tão profundas?
Stendhal, influenciado pelo Romantismo, via a arte como um meio de explorar a psicologia humana e as emoções autênticas, acreditando que a música, pela sua natureza abstracta, podia aceder a camadas mais profundas da consciência.
Esta citação aplica-se apenas à música clássica?
Não, a ideia é universal e aplica-se a qualquer género musical autêntico que ressoe emocionalmente com o ouvinte, desde o fado ao jazz ou à música popular contemporânea.

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