Frases de Arthur Schopenhauer - Em geral, chamamos de destino

Frases de Arthur Schopenhauer - Em geral, chamamos de destino ...


Frases de Arthur Schopenhauer


Em geral, chamamos de destino as asneiras que cometemos.

Arthur Schopenhauer

Esta citação de Schopenhauer convida-nos a refletir sobre como, por vezes, atribuímos ao destino a responsabilidade por escolhas que foram, na verdade, nossas. É uma provocação filosófica que questiona a nossa tendência para externalizar a culpa.

Significado e Contexto

A citação 'Em geral, chamamos de destino as asneiras que cometemos' é uma crítica mordaz à tendência humana de atribuir eventos negativos ou consequências indesejadas a forças externas, como o destino, a sorte ou o acaso, em vez de assumir a responsabilidade pelas próprias ações. Schopenhauer, conhecido pelo seu pessimismo filosófico, sugere que muitas das nossas desgraças não são obra de um destino cego, mas sim o resultado direto de erros, más decisões ou falta de juízo – as 'asneiras' que cometemos. Esta perspetiva desafia a noção de vítima do destino, colocando o foco no agente e na sua capacidade (ou incapacidade) de agir com sabedoria. Num tom educativo, podemos entender esta frase como um convite à autorreflexão e ao autoconhecimento. Antes de culparmos circunstâncias externas por um fracasso ou infortúnio, Schopenhauer encoraja-nos a examinar criticamente as nossas próprias escolhas e ações. Não nega a existência de fatores fora do nosso controlo, mas salienta que frequentemente amplificamos o seu impacto através dos nossos erros. É uma lição sobre humildade intelectual e responsabilidade pessoal, relevante tanto na vida privada como na tomada de decisões profissionais ou sociais.

Origem Histórica

Arthur Schopenhauer (1788-1860) foi um filósofo alemão do século XIX, conhecido pela sua obra principal 'O Mundo como Vontade e Representação'. Viveu numa época marcada pelo idealismo alemão (de Hegel, por exemplo), contra o qual se posicionou de forma crítica. O seu pensamento, influenciado por Kant e pelas filosofias orientais como o budismo, é caracterizado por um profundo pessimismo em relação à condição humana, vendo a vida como dominada por uma vontade cega e insaciável que gera sofrimento. Esta citação reflete a sua visão de que o ser humano é, em grande medida, responsável pelo seu próprio infortúnio através da ignorância e dos desejos irracionais.

Relevância Atual

Esta frase mantém uma relevância acentuada na atualidade, onde é comum, nas esferas pessoal, política ou social, atribuir-se falhas a fatores externos – como a 'sorte', a 'crise' ou 'os outros' – em vez de se promover uma cultura de responsabilidade e aprendizagem com os erros. Nas redes sociais e no discurso público, a vitimização pode ser uma estratégia para evitar a accountability. A citação serve como um antídoto filosófico, lembrando-nos que o crescimento pessoal e coletivo passa pelo reconhecimento e correção das nossas 'asneiras'. É também pertinente em contextos de coaching, desenvolvimento pessoal e educação, onde se enfatiza a mentalidade de crescimento sobre a mentalidade fixa.

Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Schopenhauer, embora a sua origem exata dentro da sua vasta obra (como aforismos ou escritos menores) não seja sempre especificada em fontes populares. Pode ser encontrada em compilações dos seus pensamentos e aforismos, que circulam amplamente.

Citação Original: Em geral, chamamos de destino as asneiras que cometemos. (A citação é originalmente em português, sendo uma tradução do alemão. Em alemão, poderia ser semelhante a: 'Im allgemeinen nennt man Schicksal die Dummheiten, die man begeht.')

Exemplos de Uso

  • Num contexto empresarial: 'A empresa faliu, e o CEO culpou o mercado, mas, na verdade, foi uma série de más decisões de investimento – como diz Schopenhauer, chamamos de destino as asneiras que cometemos.'
  • Na vida pessoal: 'Ele diz que teve azar no amor, mas será que não foram as suas atitudes precipitadas que afastaram as pessoas? É a velha máxima: destino são as asneiras que cometemos.'
  • Em análise política: 'O governo atribui a crise económica a fatores externos, mas muitos analistas apontam para políticas equivocadas – um caso clássico de chamar destino às asneiras.'

Variações e Sinônimos

  • 'O homem é o artífice do seu próprio destino' (provérbio popular)
  • 'Colhemos o que semeamos' (princípio bíblico e popular)
  • 'Quem com ferro fere, com ferro será ferido' (ditado sobre consequências)
  • 'O azar é a desculpa dos incompetentes' (frase atribuída a Napoleão)
  • 'Fazemos as nossas escolhas, e as nossas escolhas fazem-nos a nós' (ideia similar em filosofia)

Curiosidades

Schopenhauer era conhecido pelo seu temperamento difícil e por viver uma vida relativamente isolada, com uma rotina rigorosa. Tinha um grande cão, um caniche chamado Atma (que significa 'alma do mundo' em sânscrito), que o acompanhava frequentemente, e este animal era tão importante para ele que, no seu testamento, deixou instruções para que o cão fosse cuidado após a sua morte.

Perguntas Frequentes

O que Schopenhauer quis dizer com 'asneiras' nesta citação?
Schopenhauer refere-se a erros, más decisões, ações irrefletidas ou falta de juízo que cometemos por ignorância, paixão ou estupidez, e que têm consequências negativas.
Esta citação nega a existência do destino?
Não necessariamente. Schopenhauer critica a tendência de usar o destino como desculpa para os nossos erros, mas não nega que haja fatores fora do nosso controlo. O foco está na responsabilidade pessoal sobre o que podemos controlar.
Como posso aplicar esta ideia no meu dia a dia?
Pratique a autorreflexão: quando algo corre mal, pergunte-se primeiro que ações suas contribuíram para o resultado, em vez de culpar imediatamente circunstâncias externas. Isso promove aprendizagem e crescimento.
Esta frase é pessimista ou realista?
Pode ser vista como realista, pois enfatiza a responsabilidade humana, mas enquadra-se no pessimismo de Schopenhauer, que via a vida como cheia de sofrimento muitas vezes autoinfligido pela irracionalidade.

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