Frases de Carlos Drummond de Andrade - Essa ferida, meu bem, às veze...

Essa ferida, meu bem, às vezes não sara nunca, às vezes sara amanhã.
Carlos Drummond de Andrade
Significado e Contexto
A citação 'Essa ferida, meu bem, às vezes não sara nunca, às vezes sara amanhã' explora a complexidade temporal da cura emocional. Drummond utiliza a metáfora da 'ferida' para representar traumas, perdas ou mágoas que afectam o ser humano, contrastando duas possibilidades extremas: a permanência indefinida da dor e a sua súbita resolução. Esta dualidade reflecte a imprevisibilidade da experiência humana, onde factores psicológicos, circunstanciais e temporais interagem de formas únicas para cada indivíduo. Num contexto educativo, esta frase serve para discutir como a literatura aborda temas universais como a resiliência e a vulnerabilidade. Sugere que não existe um padrão linear para superar o sofrimento, desafiando noções simplistas de recuperação e incentivando uma compreensão mais nuanceada das emoções humanas. A expressão 'meu bem' acrescenta um tom íntimo, transformando a reflexão numa conversa pessoal sobre dor partilhada.
Origem Histórica
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) foi um dos maiores poetas brasileiros do século XX, integrante da segunda geração modernista. A sua obra, marcada por ironia, lirismo e reflexão existencial, frequentemente abordou temas como a solidão, o tempo e as contradições humanas. Embora a citação específica não esteja claramente atribuída a um único poema conhecido, reflecte o estilo característico de Drummond da fase madura, onde combinava linguagem coloquial com profundidade filosófica, influenciado pelo contexto histórico de transformações sociais no Brasil pós-modernismo.
Relevância Atual
Esta frase mantém relevância contemporânea por abordar questões de saúde mental e bem-estar emocional, temas cada vez mais debatidos na sociedade actual. Num mundo onde se valoriza a rapidez e eficiência, a citação lembra que processos emocionais não seguem prazos previsíveis, validando experiências de quem sofre de ansiedade, depressão ou luto prolongado. Além disso, ressoa em contextos de crises globais, relacionamentos interpessoais e superação pessoal, servindo como ponto de partida para discussões sobre empatia e paciência no processo de cura.
Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Carlos Drummond de Andrade, mas não está confirmada num poema ou livro específico conhecido. Pode derivar de obras menores, correspondência ou ser uma adaptação popular do seu estilo.
Citação Original: Essa ferida, meu bem, às vezes não sara nunca, às vezes sara amanhã.
Exemplos de Uso
- Após uma perda familiar, alguém pode usar a frase para explicar que a dor do luto varia diariamente.
- Num contexto terapêutico, pode ilustrar como traumas emocionais têm tempos de cura imprevisíveis.
- Em discussões sobre relacionamentos, aplica-se a mágoas que persistem ou se resolvem repentinamente.
Variações e Sinônimos
- O tempo cura todas as feridas
- A dor é passageira, mas às vezes fica
- Cada um tem o seu tempo para sarar
- Nem todas as cicatrizes são visíveis
Curiosidades
Carlos Drummond de Andrade trabalhou grande parte da vida como funcionário público, enquanto produzia uma obra literária que o tornou um ícone cultural no Brasil, mostrando como a poesia pode florescer em contextos aparentemente comuns.


