Frases de Textos Judaicos - É melhor estar entre os perse...

É melhor estar entre os perseguidos do que entre os perseguidores.
Textos Judaicos
Significado e Contexto
Esta citação, proveniente da tradição judaica, encapsula um princípio ético fundamental: a superioridade moral de quem sofre injustiça face a quem a inflige. Não glorifica o sofrimento, mas antes valoriza a integridade e a retidão de carácter que muitas vezes acompanham a posição do oprimido. Num sentido mais amplo, serve como um aviso contra a tentação do poder abusivo e como um encorajamento para manter a dignidade mesmo em circunstâncias adversas, sugerindo que a verdadeira honra reside na resistência pacífica ou na recusa em participar em atos de crueldade. A frase também pode ser interpretada como uma reflexão sobre a história do povo judeu, marcada por períodos de perseguição. Ela transmite a ideia de que, apesar do sofrimento, a identidade e os valores mantidos sob pressão são mais valiosos do que os ganhos efémeros obtidos através da dominação. É uma afirmação de resiliência e uma condenação da tirania, enfatizando que o lado moralmente correto de um conflito é, por definição, aquele que é alvo de agressão injusta, não o agressor.
Origem Histórica
A citação é atribuída genericamente aos 'Textos Judaicos', um termo abrangente que pode referir-se ao Talmude, à Mishná, ao Midrash ou a outras obras da literatura rabínica e da sabedoria judaica. Estes textos, compilados ao longo de séculos (principalmente do século II a.C. ao VI d.C.), são centrais para a lei, ética, filosofia e tradição judaicas. O contexto histórico é o de uma comunidade frequentemente minoritária e perseguida, que desenvolveu uma rica tradição de reflexão sobre justiça, sofrimento e resistência moral. A frase reflete esta experiência coletiva e a resposta teológica e ética a ela.
Relevância Atual
A frase mantém uma relevância pungente no mundo contemporâneo, onde persistem conflitos, discriminação e abusos de poder. Serve como um lembrete poderoso para indivíduos e sociedades defenderem os direitos humanos, apoiarem as vítimas de injustiça e questionarem dinâmicas de opressão. Em debates sobre ativismo, justiça social e ética política, esta ideia reforça o valor moral de se colocar ao lado dos vulneráveis. Também ressoa em contextos de 'bullying', assédio moral ou discriminação, incentivando as vítimas a manterem a sua dignidade e os observadores a intervirem.
Fonte Original: A atribuição é genérica a 'Textos Judaicos'. Pode ter origem em passagens do Talmude (por exemplo, em discussões sobre ética e conduta) ou em coleções de provérbios e ditados da sabedoria rabínica. Não é possível identificar um único livro ou tratado sem uma referência mais específica.
Citação Original: טוֹב לִהְיוֹת בֵּין הַנִּרְדָּפִים מִבֵּין הָרוֹדְפִים
Exemplos de Uso
- Num debate sobre ética nos negócios, um gestor pode usar a frase para defender práticas justas, mesmo que a concorrência seja agressiva e antiética.
- Um ativista pelos direitos humanos pode citá-la para explicar porque escolhe defender uma minoria perseguida, em vez de se alinhar com as estruturas de poder dominantes.
- Num contexto educativo, um professor pode apresentá-la para discutir a importância de resistir ao 'bullying' e de apoiar os colegas que são alvo de perseguição.
Variações e Sinônimos
- Mais vale sofrer a injustiça do que cometê-la.
- A honra do oprimido supera a vergonha do opressor.
- É preferível ser vítima do que carrasco.
- Ditado similar: 'Antes morto do que vilão'.
- Provérbio: 'Quem com ferro fere, com ferro será ferido' (embora este enfoque mais a retribuição).
Curiosidades
Uma curiosidade é que esta máxima ecoa noutras tradições religiosas e filosóficas. Por exemplo, no Sermão da Montanha, Jesus proclama 'Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus' (Mateus 5:10), partilhando uma valorização espiritual semelhante da perseguição injusta.


