Frases de Stendhal - É mesquinho passarmos a vida

Frases de Stendhal - É mesquinho passarmos a vida ...


Frases de Stendhal


É mesquinho passarmos a vida a dizer de que maneira os outros foram grandes.

Stendhal

Esta citação convida-nos a refletir sobre a pequenez de passarmos a vida a julgar a grandeza alheia, em vez de cultivarmos a nossa própria essência. É um apelo à ação pessoal e à autenticidade.

Significado e Contexto

A citação de Stendhal critica a tendência humana de passar o tempo a analisar e comentar a grandeza dos outros, considerando essa atitude 'mesquinha'. O termo 'mesquinho' sugere algo pequeno, limitado e de pouco valor. Stendhal defende que este comportamento é um desperdício de energia e uma forma de evitar o confronto com a nossa própria potencialidade. Em vez de nos projetarmos nos feitos alheios, devemos concentrar-nos em desenvolver a nossa própria grandeza através da ação e da autenticidade. A frase pode ser lida como um convite ao individualismo saudável e à autorrealização, temas caros ao autor e ao movimento romântico.

Origem Histórica

Stendhal (pseudónimo de Marie-Henri Beyle, 1783-1842) foi um escritor francês do século XIX, associado ao Realismo e ao Romantismo. Viveu numa época de grandes transformações políticas e sociais, como a Revolução Francesa e o Império Napoleónico. O seu trabalho é marcado por uma análise psicológica profunda dos personagens e uma crítica à hipocrisia social. Esta citação reflete o seu ceticismo em relação às convenções e à moralidade superficial da sociedade, enfatizando a importância da experiência individual e da paixão.

Relevância Atual

A frase mantém uma relevância acentuada na era das redes sociais e da cultura da celebridade, onde é comum passarmos horas a comentar, julgar e idolatrar a vida e os feitos de outras pessoas. Stendhal alerta-nos para o perigo de vivermos vicariamente através dos outros, negligenciando o nosso próprio potencial. Num mundo com excesso de informação e comparação social, a mensagem é um antídoto contra a passividade e um incentivo à ação e à autenticidade pessoal.

Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Stendhal, mas a sua origem exata (obra específica, carta ou diário) não é consensual entre os estudiosos. É citada em várias antologias e coleções de aforismos atribuídos ao autor.

Citação Original: É mesquinho passarmos a vida a dizer de que maneira os outros foram grandes.

Exemplos de Uso

  • Em contextos de coaching ou desenvolvimento pessoal, para incentivar a autofoco em vez da comparação constante.
  • Na crítica à cultura das redes sociais, que muitas vezes promove a observação passiva da vida alheia.
  • Em discussões sobre liderança, para destacar a importância da ação própria em vez de se limitar a comentar os feitos de outros líderes.

Variações e Sinônimos

  • Quem muito fala dos outros, pouco faz por si.
  • Antes criticar os outros, olha para ti mesmo.
  • A inveja é a homenagem que a mediocridade presta ao talento.
  • Não julgues para não seres julgado.

Curiosidades

Stendhal escolheu o seu pseudónimo em homenagem à cidade alemã de Stendal, berço do historiador de arte Johann Joachim Winckelmann, que admirava. Era conhecido pela sua escrita rápida e por muitas vezes ditar os seus romances enquanto caminhava.

Perguntas Frequentes

O que significa 'mesquinho' nesta citação?
Significa algo pequeno, limitado, de escasso valor ou até mesquinho no sentido moral, referindo-se a uma atitude tacanha e pouco nobre.
Stendhal era contra admirar os outros?
Não necessariamente. A crítica é dirigida ao ato de 'passar a vida' apenas a comentar a grandeza alheia, de forma passiva, em detrimento da ação e do desenvolvimento pessoal.
Esta citação promove o individualismo?
Promove um individualismo focado na autorrealização e na ação, não no egoísmo. É um convite a valorizar a própria jornada em vez de viver através dos feitos dos outros.
Em que obra de Stendhal aparece esta frase?
A origem exata não é totalmente clara. É uma citação atribuída ao autor, frequentemente encontrada em coleções de seus pensamentos e aforismos, mas sem uma localização precisa numa obra principal como 'O Vermelho e o Negro' ou 'A Cartuxa de Parma'.

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