Frases de Robert Louis Stevenson - Temos tanta pressa de fazer al

Frases de Robert Louis Stevenson - Temos tanta pressa de fazer al...


Frases de Robert Louis Stevenson


Temos tanta pressa de fazer algo, escrever, amontoar bens e deixar ouvir a nossa voz no silêncio enganador da eternidade que esquecemos a única coisa em relação à qual as outras não são mais do que meras partes: viver.

Robert Louis Stevenson

Esta citação de Stevenson convida-nos a questionar a nossa corrida incessante por realizações e reconhecimento, lembrando-nos que a essência da existência reside na experiência de viver plenamente cada momento.

Significado e Contexto

A citação de Stevenson critica a tendência humana de nos focarmos excessivamente em conquistas materiais, legados e reconhecimento externo, muitas vezes em detrimento da experiência genuína de viver. Ele argumenta que escrever, acumular bens e buscar imortalidade através da fama são apenas 'partes' secundárias, enquanto a verdadeira totalidade – o ato de viver consciente e plenamente – é frequentemente negligenciada. Stevenson sugere que a 'eternidade' que perseguimos através destas ações é um 'silêncio enganador', uma ilusão que nos distrai da realidade tangível e preciosa do presente. Num tom educativo, esta reflexão convida-nos a reavaliar as nossas prioridades. Em vez de nos perdermos na pressa de construir um legado ou de garantir o nosso lugar na história, devemos concentrar-nos na qualidade da nossa experiência quotidiana. Stevenson propõe que viver, no seu sentido mais autêntico – com atenção, presença e apreço pelo momento – é o fundamento sobre o qual todas as outras aspirações devem assentar. É um alerta contra o automatismo e a alienação que podem resultar de uma vida demasiado orientada para objetivos futuros.

Origem Histórica

Robert Louis Stevenson (1850-1894) foi um escritor escocês do período vitoriano, famoso por obras como 'A Ilha do Tesouro' e 'O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde'. Viveu numa era de rápida industrialização, expansão imperial e mudanças sociais profundas, onde valores como progresso material, produtividade e reputação pública eram altamente valorizados. A sua própria saúde frágil (sofria de tuberculose) e a sua busca por climas mais amenos (como em Samoa, onde passou os últimos anos) podem ter influenciado esta perspetiva sobre a importância de viver plenamente face à mortalidade. A citação reflete um certo ceticismo romântico em relação ao frenesim materialista da era vitoriana.

Relevância Atual

Esta frase mantém uma relevância extraordinária no século XXI, onde a cultura da produtividade, a pressão pelas redes sociais, a busca de sucesso profissional e o consumo acelerado muitas vezes nos levam a negligenciar o bem-estar emocional e a conexão com o presente. Num mundo digital e hiperconectado, a 'pressa' de que fala Stevenson intensificou-se, tornando a sua mensagem um antídoto crucial contra o burnout, a ansiedade e a sensação de vazio. Movimentos como o mindfulness, a slow living e a busca por equilíbrio entre vida pessoal e profissional ecoam diretamente esta ideia, destacando a necessidade contemporânea de resgatar a arte de viver.

Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Robert Louis Stevenson, mas a origem exata (livro, ensaio ou carta específica) não é universalmente documentada em fontes canónicas. Pode derivar dos seus escritos pessoais, diários ou correspondência, onde refletia sobre temas existenciais.

Citação Original: We are in such a hurry to do something, to write something, to heap up goods and make our voice heard in the deceptive silence of eternity that we forget the only thing in relation to which all others are but parts: to live.

Exemplos de Uso

  • Num workshop de gestão de stress, o formador cita Stevenson para enfatizar a importância de desacelerar e apreciar o momento presente, em vez de viver apenas para metas futuras.
  • Num artigo sobre equilíbrio vida-trabalho, o autor usa a frase para criticar a cultura do 'always on' e defender mais tempo para lazer e relações pessoais.
  • Numa palestra sobre filosofia de vida, o orador recorre a Stevenson para ilustrar como a busca por riqueza material pode ofuscar a felicidade genuína que vem de experiências simples.

Variações e Sinônimos

  • "Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida." – Séneca
  • "Não contes os dias, faz com que os dias contem." – Muhammad Ali
  • "A vida é o que acontece enquanto estás ocupado a fazer outros planos." – John Lennon
  • "Viver não é esperar que a tempestade passe, é aprender a dançar na chuva." – Provérbio popular

Curiosidades

Stevenson escreveu a maior parte da sua obra enquanto lutava contra doenças crónicas, o que pode ter aguçado a sua perceção da fragilidade da vida e da importância de a viver intensamente, apesar das limitações físicas.

Perguntas Frequentes

O que significa 'o silêncio enganador da eternidade' na citação?
Refere-se à ilusão de que as nossas ações (como escrever ou acumular bens) nos garantem um legado ou imortalidade. Stevenson sugere que esta busca é 'enganadora' porque distrai-nos da realidade efémera e preciosa da vida presente.
Como posso aplicar esta citação no meu dia a dia?
Priorizando momentos de presença e conexão genuína (como passar tempo com familiares, desfrutar da natureza ou praticar um hobby) em vez de focar exclusivamente em tarefas produtivas ou objetivos de longo prazo.
Esta citação contradiz a importância de estabelecer metas?
Não necessariamente. Stevenson não condena a ambição, mas alerta para não subordinarmos completamente a experiência de viver a essas metas. O equilíbrio é chave: metas podem dar direção, mas não devem anular o apreço pelo caminho.
Por que é Robert Louis Stevenson associado a este tema?
Além da sua obra literária, a sua saúde frágil e as suas viagens em busca de bem-estar refletiam uma consciência aguda da mortalidade e do valor do presente, temas que permeiam muitos dos seus escritos pessoais e reflexões.

Podem-te interessar também




Mais vistos