Frases de Thomas Fuller - Quem peca é homem; quem chora

Frases de Thomas Fuller - Quem peca é homem; quem chora...


Frases de Thomas Fuller


Quem peca é homem; quem chora por causa do pecado é santo; quem dele se vangloria é demónio.

Thomas Fuller

Esta citação de Thomas Fuller traça uma hierarquia moral entre a falibilidade humana, a virtude da contrição e a perversidade do orgulho no pecado. Revela como a atitude perante os próprios erros define o carácter mais do que os erros em si.

Significado e Contexto

A citação estabelece três níveis de resposta moral ao pecado. O primeiro nível, 'homem', reconhece a falibilidade inerente à condição humana, onde errar é natural. O segundo nível, 'santo', eleva-se através do arrependimento genuíno e da dor moral, transformando o erro em crescimento espiritual. O terceiro nível, 'demónio', representa a corrupção moral máxima, onde o indivíduo não apenas peca, mas celebra ou se orgulha da sua transgressão, perdendo a noção do bem e do mal. Fuller sugere que a essência da moralidade não está na ausência de erros, mas na atitude que se assume perante eles.

Origem Histórica

Thomas Fuller (1608-1661) foi um clérigo e historiador inglês do século XVII, conhecido pelas suas obras de carácter moral e religioso, como 'The Holy State and the Profane State'. Viveu durante um período conturbado na Inglaterra, marcado pela Guerra Civil Inglesa e conflitos religiosos, o que influenciou as suas reflexões sobre ética, virtude e comportamento humano. As suas citações são frequentemente aforísticas e moralizantes, reflectindo os valores cristãos da época.

Relevância Atual

Esta frase mantém relevância hoje por abordar temas universais como responsabilidade pessoal, arrependimento e a cultura do cancelamento versus redenção. Num mundo onde os erros são frequentemente expostos publicamente, a citação convida a reflectir sobre como lidamos com as falhas próprias e alheias. A distinção entre arrependimento e orgulho no erro é crucial em debates sobre ética, política e relações interpessoais.

Fonte Original: A citação é atribuída a Thomas Fuller, provavelmente das suas obras de moralidade, como 'The Holy State and the Profane State' (1642) ou colecções de provérbios. Não há uma referência exacta documentada, sendo comum em antologias de citações.

Citação Original: He that sins is a man; he that grieves for it is a saint; he that boasts of it is a devil.

Exemplos de Uso

  • Na política, um líder que comete um erro mas assume a responsabilidade demonza humanidade, enquanto quem o nega ou glorifica perde credibilidade.
  • Nas redes sociais, quem se arrepende publicamente de um comentário ofensivo pode redimir-se, mas quem se orgulha da polémica é visto como tóxico.
  • Na vida pessoal, reconhecer uma falha num relacionamento e pedir desculpa fortalece laços, mas justificar-se arrogantemente destrói confiança.

Variações e Sinônimos

  • Errar é humano, perdoar é divino.
  • O orgulho precede a queda.
  • Quem confessa o pecado, desarma a ira.
  • O remorso é o princípio da emenda.

Curiosidades

Thomas Fuller era conhecido pela sua memória prodigiosa; diz-se que conseguia recitar de cor toda a Bíblia. Esta habilidade reflecte-se nas suas obras, repletas de citações e provérbios memoráveis.

Perguntas Frequentes

O que significa 'quem dele se vangloria é demónio'?
Significa que glorificar ou orgulhar-se do próprio pecado é uma atitude moralmente corrupta, equivalente à maldade associada a um demónio, pois nega qualquer valor ético.
Thomas Fuller era teólogo?
Sim, Fuller era clérigo anglicano e historiador, e as suas obras misturam teologia, moralidade e observações sociais do século XVII.
Esta citação aplica-se apenas a contextos religiosos?
Não, a citação tem uma dimensão ética universal, aplicável a qualquer situação onde se avalia a responsabilidade moral perante erros, seja em política, negócios ou vida pessoal.
Há outras citações semelhantes de Thomas Fuller?
Sim, Fuller é autor de muitos aforismos, como 'A good friend is my nearest relation' ou 'He that falls into sin is a man; that grieves at it, is a saint; that boasteth of it, is a devil.'

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