Frases de Alphonse de Lamartine - Quantas vezes o coveiro encerr

Frases de Alphonse de Lamartine - Quantas vezes o coveiro encerr...


Frases de Alphonse de Lamartine


Quantas vezes o coveiro encerra, sem o saber, dois corações num mesmo esquife!

Alphonse de Lamartine

Esta citação de Lamartine revela a ironia trágica do destino, onde a morte une de forma involuntária aqueles que a vida separou. Reflete sobre a imprevisibilidade dos finais e as conexões ocultas que transcendem a consciência humana.

Significado e Contexto

Esta citação do poeta romântico Alphonse de Lamartine explora o tema da morte como uma força que, de forma involuntária e inconsciente, une destinos que em vida poderiam estar separados. O 'coveiro' representa o agente anónimo do destino, que sem conhecimento das histórias pessoais, coloca dois corações no mesmo caixão, simbolizando tanto a união forçada pela morte como a ignorância humana perante os desígnios do acaso ou do destino. A frase evoca uma profunda reflexão sobre a fragilidade humana, a imprevisibilidade da vida e a ironia trágica que muitas vezes caracteriza a existência. Lamartine utiliza a imagem do sepultamento para falar sobre conexões invisíveis, destinos cruzados e a maneira como a morte pode criar vínculos paradoxais, questionando assim a noção de controle sobre os nossos próprios caminhos e relacionamentos.

Origem Histórica

Alphonse de Lamartine (1790-1869) foi um dos principais poetas do Romantismo francês, movimento que valorizava a emoção, a natureza e a reflexão sobre a condição humana. A citação reflete temas caros ao Romantismo, como a melancolia, a fatalidade e a contemplação da morte. O século XIX, marcado por revoluções e mudanças sociais, via na poesia um meio de explorar questões existenciais, e Lamartine destacou-se por sua sensibilidade lírica e filosófica.

Relevância Atual

Esta frase mantém relevância hoje por abordar temas universais como o luto, a imprevisibilidade da vida e as conexões humanas inesperadas. Num mundo moderno onde a morte é frequentemente evitada como tema de conversa, a citação convida a uma reflexão sobre a mortalidade e os destinos entrelaçados, ressoando em contextos como tragédias coletivas, histórias de amor não correspondido ou a solidão na era digital.

Fonte Original: A citação é atribuída a Alphonse de Lamartine, possivelmente proveniente de suas obras poéticas ou escritos filosóficos, embora a fonte exata não seja universalmente documentada. É frequentemente citada em antologias de frases célebres e estudos sobre o Romantismo.

Citação Original: "Combien de fois le fossoyeur enferme, sans le savoir, deux cœurs dans la même bière!"

Exemplos de Uso

  • Em discursos sobre tragédias aéreas, onde vítimas de diferentes origens são unidas no mesmo destino.
  • Para descrever casais que, após uma vida de desentendimentos, são sepultados juntos por decisão familiar.
  • Em reflexões sobre a pandemia, onde a morte aproximou pessoas de contextos diversos nos cemitérios.

Variações e Sinônimos

  • "A morte é a grande equalizadora"
  • "O acaso une os destinos"
  • "Na morte, todos são iguais"
  • "O túmulo não faz distinções"

Curiosidades

Lamartine, além de poeta, foi também político e historiador, tendo participado ativamente na Revolução de 1848 em França. Sua obra misturava lirismo com engajamento social, o que pode ter influenciado reflexões como esta sobre a mortalidade e a sociedade.

Perguntas Frequentes

O que significa 'dois corações num mesmo esquife'?
Simboliza a união involuntária de duas pessoas na morte, muitas vezes com histórias ou relacionamentos desconhecidos pelo agente do sepultamento.
Por que Lamartine usou a imagem do coveiro?
O coveiro representa o destino ou o acaso, agindo sem consciência das vidas que toca, enfatizando a ironia e a impessoalidade da morte.
Esta citação é sobre amor ou tragédia?
Ambos: pode referir-se a amantes separados em vida unidos na morte, ou a qualquer tragédia que una destinos de forma inesperada.
Como aplicar esta citação na educação?
Pode ser usada em aulas de literatura para discutir o Romantismo, ou em filosofia para debater temas como destino, mortalidade e ética.

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