Frases de António Augusto Teixeira de Vasconcellos - Arrepender-se das boas acçõe...

Arrepender-se das boas acções é sacrificar a consciência ao egoísmo da paixão.
António Augusto Teixeira de Vasconcellos
Significado e Contexto
A citação de António Augusto Teixeira de Vasconcellos aborda um paradoxo moral subtil: o arrependimento de acções intrinsecamente boas. Segundo o autor, tal arrependimento representa uma traição à própria consciência, que naturalmente aprova actos virtuosos, em favor de um egoísmo movido por paixões momentâneas ou interesses pessoais. Isto sugere que a virtude, quando genuína, não deve ser motivo de remorso; se o é, revela que priorizamos desejos efémeros sobre valores éticos duradouros. Num contexto educativo, esta ideia convida à reflexão sobre a integridade pessoal. A frase sublinha a importância de alinhar acções com princípios morais sólidos, resistindo à tentação de renegar o bem por conveniência. É um lembrete de que a consciência serve como guia, e ignorá-la em prol da paixão pode levar a um vazio ético, onde até os actos mais nobres são postos em causa por impulsos egoístas.
Origem Histórica
António Augusto Teixeira de Vasconcellos (1816-1878) foi um escritor, jornalista e político português do século XIX, activo durante o período do Romantismo e das transformações liberais em Portugal. A sua obra, muitas vezes de carácter filosófico e moral, reflecte preocupações com a ética individual e social num contexto de mudança política. Embora a fonte exacta desta citação não seja amplamente documentada, insere-se na tradição literária portuguesa que explorava temas como a consciência, o dever e as paixões humanas, comum em autores da época.
Relevância Atual
Esta frase mantém relevância hoje por abordar dilemas éticos contemporâneos, como o 'remorso do benfeitor' em situações de ajuda humanitária ou o arrependimento por actos honestos num mundo que por vezes valoriza o sucesso a qualquer custo. Num era de redes sociais e pressões sociais, lembra-nos a importância de agir conforme a consciência, sem ceder a paixões efémeras como a ganância ou o medo do julgamento alheio. É um guia para a autenticidade moral em tempos de incerteza.
Fonte Original: A fonte exacta não é amplamente identificada em bases de dados públicas, mas atribui-se à obra geral de António Augusto Teixeira de Vasconcellos, possivelmente de seus escritos filosóficos ou jornalísticos do século XIX.
Citação Original: A citação já está em português (PT-PT), conforme fornecida: 'Arrepender-se das boas acções é sacrificar a consciência ao egoísmo da paixão.'
Exemplos de Uso
- Um voluntário que se arrepende de ter doado tempo a uma causa, cedendo à pressão de amigos que priorizam o lazer.
- Um empregado que lamenta ter denunciado uma irregularidade ética no trabalho, por medo de represálias, colocando o interesse próprio acima da integridade.
- Um indivíduo que se culpa por ter sido honesto numa negociação, preferindo ter mentido para obter vantagem financeira imediata.
Variações e Sinônimos
- 'Quem se arrepende do bem feito, troca a virtude pelo vício.'
- 'A consciência clara não conhece remorso.' (ditado popular)
- 'Sacrificar a moral à paixão é perder a própria alma.'
- 'O arrependimento das boas acções é sinal de fraqueza de carácter.'
Curiosidades
António Augusto Teixeira de Vasconcellos, além de escritor, foi um activo defensor do liberalismo em Portugal e colaborou em vários jornais do século XIX, usando a escrita para promover ideais éticos e políticos, o que pode ter inspirado citações como esta.