Frases de Gustavo Santos - Não podemos atribuir à sorte...

Não podemos atribuir à sorte ou ao azar a vida em que vivemos, temos de nos responsabilizar, de olhar bem para dentro e perceber a forma como pensamos e posteriormente agimos. Não há sensações quando nos acostumamos, quando repetimos hoje, amanhã e sempre o mesmo procedimento.
Gustavo Santos
Significado e Contexto
A citação de Gustavo Santos articula-se em dois eixos fundamentais. Primeiro, rejeita a atribuição da nossa condição de vida a forças externas como a sorte ou o azar, defendendo que somos os principais responsáveis pelo nosso percurso. Isto implica uma postura ativa de autoexame – 'olhar bem para dentro' – para compreender a ligação causal entre os nossos pensamentos e as nossas ações subsequentes. O segundo eixo explora o efeito entorpecedor da repetição. Santos alerta que, quando nos habituamos a procedimentos rotineiros, executados 'hoje, amanhã e sempre', perdemos a sensibilidade e a consciência plena do que fazemos. A rotina, portanto, não é apresentada como mera comodidade, mas como um estado que anestesia a experiência e impede a evolução, pois ações realizadas sem presença mental tornam-se vazias de significado e de potencial transformador.
Origem Histórica
Gustavo Santos é um autor e pensador português contemporâneo, cuja obra se foca frequentemente no desenvolvimento pessoal, na psicologia prática e na filosofia aplicada à vida quotidiana. A sua escrita emerge no contexto da sociedade moderna, marcada por um ritmo acelerado e uma propensão para a distração e a terceirização da responsabilidade. A sua perspetiva alinha-se com correntes de pensamento como o existencialismo, que enfatiza a liberdade e a responsabilidade do indivíduo, e com conceitos da psicologia cognitivo-comportamental sobre a relação entre pensamentos, emoções e ações.
Relevância Atual
Esta frase mantém uma relevância aguda na atualidade, onde é comum culpar fatores externos – a economia, as redes sociais, a 'sorte' – pelos nossos insucessos ou infelicidade. Num mundo de estímulos constantes e de pressão para a produtividade, a rotina automática é muitas vezes glorificada como eficiência, mas Santos lembra-nos do seu custo: a perda da sensação e da consciência. A mensagem é crucial para combater o 'piloto automático' existencial e promover uma vida mais intencional e consciente, um tema central em movimentos como o mindfulness e o minimalismo digital.
Fonte Original: A citação é atribuída a Gustavo Santos no contexto da sua obra sobre desenvolvimento pessoal e filosofia prática. É frequentemente partilhada em meios digitais e em antologias de citações motivacionais. Pode ter origem em obras como 'O Poder da Ação Consciente' ou em artigos e palestras do autor.
Citação Original: Não podemos atribuir à sorte ou ao azar a vida em que vivemos, temos de nos responsabilizar, de olhar bem para dentro e perceber a forma como pensamos e posteriormente agimos. Não há sensações quando nos acostumamos, quando repetimos hoje, amanhã e sempre o mesmo procedimento.
Exemplos de Uso
- Num contexto de coaching: 'Para sair deste ciclo, lembre-se da frase de Gustavo Santos: não podemos culpar o azar. Temos de olhar para dentro e perceber que padrão estamos a repetir.'
- Num artigo sobre produtividade saudável: 'A eficiência não deve significar insensibilidade. Como alerta Gustavo Santos, a repetição infinita do mesmo procedimento anestesia-nos à experiência do trabalho.'
- Numa reflexão sobre relações: 'A rotina pode adormecer um relacionamento. É preciso parar, olhar para dentro e quebrar o ciclo de ações automáticas para reencontrar as sensações.'
Variações e Sinônimos
- "Quem não muda, não cresce."
- "Conhece-te a ti mesmo." (Aforismo grego)
- "A definição de insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes." (Atribuída a Albert Einstein)
- "A vida é o que acontece enquanto estamos ocupados a fazer outros planos." (John Lennon)
- "Acordar para a vida requer consciência da rotina."
Curiosidades
Gustavo Santos, além de autor, é conhecido por conduzir workshops e retiros em Portugal que focam precisamente na rutura com padrões automáticos e no desenvolvimento de uma consciência plena no dia a dia, praticando o que prega na sua escrita.