Frases de Manoel de Oliveira - Não, não olho para o que fiz

Frases de Manoel de Oliveira - Não, não olho para o que fiz...


Frases de Manoel de Oliveira


Não, não olho para o que fiz. Olho para o que vou fazer. Esta é a minha ocupação. Quando me perguntam sempre qual é o filme que gosta mais, respondo: é o que vou fazer agora.

Manoel de Oliveira

Esta citação de Manoel de Oliveira revela uma filosofia de vida focada no futuro e na criação contínua, onde o passado serve apenas como alicerce para o que está por vir. É um testemunho da eterna renovação artística e da busca incessante pela próxima obra.

Significado e Contexto

A citação de Manoel de Oliveira expressa uma postura existencial e artística profundamente orientada para o futuro. O cineasta rejeita a contemplação nostálgica das obras concluídas, posicionando a sua energia e identidade no ato constante de criação que está por vir. Esta perspectiva transforma o 'fazer' num estado permanente de ocupação, onde o valor reside no processo e na potencialidade, não nos feitos passados. Num tom educativo, podemos interpretar isto como uma defesa da evolução contínua, onde cada projeto terminado é um degrau para o próximo, mantendo viva a chama da curiosidade e do desafio artístico.

Origem Histórica

Manoel de Oliveira (1908-2015) foi um cineasta português com uma carreira extraordinariamente longa e prolífica, tendo realizado filmes até aos 106 anos. Esta citação reflete a sua mentalidade única, mantendo-se ativo e criativo numa idade avançada, num contexto histórico onde muitos artistas se dedicam a revisitar a sua obra. O seu percurso atravessou o século XX e XXI, marcado por uma constante reinvenção e fidelidade ao seu processo criativo, independentemente das modas ou do reconhecimento.

Relevância Atual

Esta frase mantém uma relevância acentuada na atualidade, onde a pressão pelo sucesso imediato e a cultura do 'legado' podem paralisar a criação. Inspira profissionais de todas as áreas a focarem-se no próximo desafio, a aprender com o passado sem nele ficarem presos, e a ver o trabalho como um caminho em constante desenvolvimento. É um antídoto contra a auto-complacência e um estímulo à inovação contínua.

Fonte Original: Provavelmente de uma entrevista ou declaração pública de Manoel de Oliveira, frequente em reportagens e perfis biográficos sobre o cineasta ao longo das décadas.

Citação Original: Não, não olho para o que fiz. Olho para o que vou fazer. Esta é a minha ocupação. Quando me perguntam sempre 'qual é o filme que gosta mais', respondo: é o que vou fazer agora.

Exemplos de Uso

  • Um empreendedor, ao lançar um novo produto, pode citar Oliveira para explicar que o foco está no próximo projeto, não nos sucessos passados.
  • Num contexto de coaching ou desenvolvimento pessoal, a frase ilustra a importância de estabelecer novos objetivos e manter a mente orientada para a frente.
  • Um artista pode usar esta ideia para descrever o seu processo criativo, onde a obra em curso é sempre a mais importante e desafiadora.

Variações e Sinônimos

  • "O importante não é o que fizemos, mas o que vamos fazer."
  • "Viver é estar permanentemente a começar." (Eugène Ionesco)
  • "O futuro é a minha única distração." (Variação temática)
  • "Não olhes para trás com raiva, nem para a frente com medo, mas à volta com atenção." (James Thurber - conceito relacionado)

Curiosidades

Manoel de Oliveira é considerado o cineasta com a carreira mais longa da história do cinema, tendo realizado o seu primeiro filme em 1931 e o último em 2014, aos 105 anos. Esta citação ganha uma dimensão especial considerando a sua produtividade nonagenária e centenária.

Perguntas Frequentes

O que significa 'ocupação' na citação de Manoel de Oliveira?
Significa a sua atividade principal, missão ou razão de ser. Não é um mero emprego, mas um estado de espírito e ação dedicado à criação futura.
Esta citação aplica-se apenas a artistas?
Não. A filosofia é universal: incentiva qualquer pessoa a focar-se nos próximos objetivos e projetos, seja no trabalho, estudos ou vida pessoal, valorizando o processo contínuo de crescimento.
Por que é que Manoel de Oliveira não valorizava os seus filmes passados?
Não se trata de desvalorizar, mas de não ficar preso a eles. A sua energia estava direcionada para a criação em curso, considerando cada nova obra como uma oportunidade de superação e descoberta.
Esta frase promove o esquecimento do passado?
Não promove o esquecimento, mas uma relação saudável com ele. O passado é a base de experiência, mas o olhar e a ação devem estar voltados para o futuro, evitando a estagnação na nostalgia ou nos sucessos antigos.

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