Frases de Manoel de Oliveira - Há (em Portugal) realizadores

Frases de Manoel de Oliveira - Há (em Portugal) realizadores...


Frases de Manoel de Oliveira


Há (em Portugal) realizadores muitíssimo bons, e devia ser mais desenvolvido e exportado em força, o que dava entrada de dinheiro! Eu dizia, na proporção de um país pequeno, pobre e na situação em que está, que o nosso cinema merecia uma ajuda para que os filmes corressem mundo e fossem também uma entrada económica de resultados.

Manoel de Oliveira

A citação de Manoel de Oliveira revela uma visão dupla sobre o cinema português: uma arte de excelência que esconde um potencial económico por explorar. É um apelo à valorização da cultura como motor de desenvolvimento nacional.

Significado e Contexto

Esta citação de Manoel de Oliveira, proferida provavelmente na década de 2000, reflete uma preocupação dupla: o reconhecimento da qualidade artística do cinema português ('realizadores muitíssimo bons') e a constatação da sua subutilização como recurso económico. Oliveira argumenta que o cinema nacional, apesar das limitações do país ('pequeno, pobre'), merece investimento público não apenas como expressão cultural, mas como atividade geradora de receitas através da exportação. A frase sintetiza uma visão pragmática onde a arte e a economia se complementam, defendendo que o apoio estatal ao cinema traria retornos financeiros através da circulação internacional das obras.

Origem Histórica

Manoel de Oliveira (1908-2015) foi o cineasta português mais longevo e internacionalmente reconhecido, com uma carreira que atravessou quase todo o século XX e início do XXI. Esta citação surge num contexto de debate sobre o financiamento público ao cinema em Portugal, país que historicamente enfrentou desafios económicos e onde a indústria cinematográfica sempre dependeu significativamente de subsídios estatais. Oliveira, apesar da sua estética muitas vezes experimental, demonstrava consciência das realidades materiais da produção cinematográfica.

Relevância Atual

A frase mantém total atualidade no debate sobre políticas culturais em Portugal e na União Europeia. Com o crescimento das plataformas de streaming e a globalização do entretenimento, a exportação de conteúdo audiovisual tornou-se mais viável e lucrativa. A defesa de Oliveira antecipou conceitos modernos como 'economia criativa' e 'soft power', onde a cultura é vista como um ativo estratégico para a imagem e economia nacionais. A discussão sobre financiamento público versus retorno económico continua central nas políticas culturais portuguesas.

Fonte Original: Provavelmente de uma entrevista ou declaração pública de Manoel de Oliveira, possivelmente relacionada com debates sobre o Orçamento de Estado ou políticas para o cinema na década de 2000. Não está identificada com uma obra específica, mas reflete posições que expressou em várias ocasiões.

Citação Original: Há (em Portugal) realizadores muitíssimo bons, e devia ser mais desenvolvido e exportado em força, o que dava entrada de dinheiro! Eu dizia, na proporção de um país pequeno, pobre e na situação em que está, que o nosso cinema merecia uma ajuda para que os filmes corressem mundo e fossem também uma entrada económica de resultados.

Exemplos de Uso

  • Num debate sobre o Orçamento de Estado para a Cultura, um deputado citou Oliveira para defender aumento do financiamento ao cinema como investimento económico.
  • Num artigo sobre a internacionalização do audiovisual português, o jornalista usou a citação para ilustrar a visão estratégica de Oliveira.
  • Numa aula de Economia da Cultura, o professor apresentou a frase como exemplo precoce da defesa das indústrias criativas.

Variações e Sinônimos

  • A cultura é um investimento, não uma despesa.
  • O cinema português tem qualidade para conquistar o mundo.
  • A arte nacional pode ser uma alavanca económica.
  • Exportar cultura é gerar riqueza e prestígio.

Curiosidades

Manoel de Oliveira começou a fazer cinema na era do mudo e continuou a realizar filmes até aos 106 anos, sendo o cineasta mais idoso em atividade na história do cinema mundial. A sua longevidade permitiu-lhe testemunhar e comentar quase um século de evolução do cinema português.

Perguntas Frequentes

Por que Manoel de Oliveira defendia apoio estatal ao cinema?
Oliveira via o cinema como uma arte de excelência em Portugal que, com investimento adequado, poderia gerar retornos económicos através da exportação, beneficiando a economia nacional.
Esta citação ainda é relevante para o cinema português atual?
Sim, totalmente. O debate sobre financiamento público, exportação de conteúdos e o papel económico da cultura continua atual, especialmente com o crescimento das plataformas digitais.
O cinema português é realmente 'exportado em força' hoje?
Houve progressos significativos, com filmes portugueses em festivais internacionais e plataformas globais, mas muitos defendem que ainda há potencial por explorar, como Oliveira previa.
Que filmes de Oliveira exemplificam esta visão?
Filmes como 'O Estranho Caso de Angélica' ou 'Um Filme Falado' mostram a qualidade artística que, segundo Oliveira, merecia maior projeção internacional com apoio adequado.

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