Frases de António de Oliveira Salazar - Não é de patriota nem de pol

Frases de António de Oliveira Salazar - Não é de patriota nem de pol...


Frases de António de Oliveira Salazar


Não é de patriota nem de político abandonar o futuro às contin­gências da sorte, não criar para uma obra condições de duração e de estabilidade. Por definição só fica feito o que perdura.

António de Oliveira Salazar

Esta citação reflete sobre a responsabilidade de construir um legado duradouro, sugerindo que a verdadeira realização transcende o momento presente para se firmar no tempo. Convida a uma reflexão sobre o que significa deixar uma obra completa e perene.

Significado e Contexto

A citação de António de Oliveira Salazar enfatiza a responsabilidade fundamental de líderes e cidadãos em construir obras que resistam ao teste do tempo. Ao afirmar que 'não é de patriota nem de político abandonar o futuro às contingências da sorte', critica a abordagem oportunista ou de curto prazo na governação e na construção nacional. A frase culmina com a definição operacional de que 'só fica feito o que perdura', estabelecendo a durabilidade como critério último para avaliar o sucesso de qualquer empreendimento significativo. Esta perspectiva reflete uma visão organicista da sociedade e do Estado, onde a estabilidade institucional e a continuidade histórica são valores supremos. Salazar opõe-se explicitamente ao improviso e à dependência de fatores aleatórios ('sorte'), defendendo em vez disso um planeamento meticuloso que garanta condições para a perpetuação das obras. A citação sintetiza assim uma filosofia política que privilegia a permanência sobre a mudança rápida, a solidez sobre a efemeridade.

Origem Histórica

António de Oliveira Salazar (1889-1970) foi professor universitário de Economia e Finanças antes de se tornar ministro das Finanças em 1928 e posteriormente chefe do Governo português de 1932 a 1968, durante o período do Estado Novo. Esta citação provavelmente emerge do seu pensamento político autoritário e conservador, que valorizava a ordem, a tradição e a estabilidade acima de tudo. O contexto histórico é o da construção de um regime que se pretendia perene, baseado em princípios corporativistas, nacionalistas e colonialistas, com forte ênfase na continuidade histórica de Portugal.

Relevância Atual

Esta frase mantém relevância contemporânea em debates sobre sustentabilidade, planeamento urbano, políticas públicas de longo prazo e ética na liderança. Num mundo marcado por ciclos eleitorais curtos, crises ambientais e rápidas mudanças tecnológicas, a questão de como construir instituições e infraestruturas que perdurem ganha nova urgência. A citação também ressoa em discussões sobre legado cultural, património e responsabilidade intergeracional.

Fonte Original: Provavelmente extraída de discursos ou escritos políticos de Salazar, embora a origem exata não seja especificada na citação fornecida. Era comum em sua retórica enfatizar temas de estabilidade, ordem e continuidade.

Citação Original: Não é de patriota nem de político abandonar o futuro às contingências da sorte, não criar para uma obra condições de duração e de estabilidade. Por definição só fica feito o que perdura.

Exemplos de Uso

  • Na gestão ambiental, só se pode considerar bem-sucedida uma política de reflorestação quando as árvores plantadas sobrevivem e crescem por décadas, não apenas nos primeiros anos.
  • Um arquiteto que projeta um edifício com materiais de baixa qualidade, sabendo que precisará de grandes reparações em 10 anos, está a contrariar o princípio de que 'só fica feito o que perdura'.
  • Na educação familiar, os valores transmitidos às crianças que persistem na sua vida adulta exemplificam esta ideia de construção duradoura.

Variações e Sinônimos

  • Obra feita, obra duradoura
  • Mais vale prevenir que remediar
  • Quem semeia ventos colhe tempestades
  • Roma não foi construída num dia
  • Pensar nas gerações futuras

Curiosidades

Salazar era conhecido pela sua vida pessoal extremamente frugal e ascética, vivendo de forma modesta apesar do poder que detinha, o que alguns interpretam como coerência com a sua ênfase na substância sobre a aparência e na permanência sobre o efémero.

Perguntas Frequentes

O que Salazar quis dizer com 'contingências da sorte'?
Referia-se à dependência de fatores aleatórios ou imprevisíveis, defendendo que líderes responsáveis devem criar sistemas estáveis que não dependam do acaso.
Esta citação justifica autoritarismo?
Embora Salazar a usasse no contexto do seu regime autoritário, a ideia de planeamento de longo prazo pode ser separada do autoritarismo e aplicada em contextos democráticos.
Como aplicar este princípio na vida pessoal?
Priorizando decisões e investimentos (tempo, recursos, relações) que tenham impacto positivo duradouro, em vez de satisfações imediatas mas efémeras.
A citação contradiz a inovação e mudança?
Não necessariamente; pode interpretar-se como defesa de inovações bem fundamentadas que criem bases estáveis para o futuro, em oposição a mudanças superficiais ou irrefletidas.

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