Frases de Albert Einstein - O nacionalismo é uma doença

Frases de Albert Einstein - O nacionalismo é uma doença ...


Frases de Albert Einstein


O nacionalismo é uma doença infantil; é o sarampo da humanidade.

Albert Einstein

Einstein compara o nacionalismo a uma doença infantil, sugerindo que é uma fase passageira mas perigosa da evolução humana. A metáfora do sarampo evoca algo contagioso e debilitante que a humanidade deveria superar.

Significado e Contexto

Albert Einstein, através desta metáfora médica, critica o nacionalismo extremo como um fenómeno imaturo e perigoso. Ao compará-lo ao sarampo - uma doença comum na infância - sugere que o nacionalismo é uma fase que a humanidade deveria ultrapassar na sua maturidade coletiva. A escolha da palavra 'sarampo' é particularmente significativa: implica que o nacionalismo é contagioso, provoca febre emocional e, embora muitas sociedades o 'contraiam', pode deixar sequelas graves quando não é devidamente gerido. Na perspetiva de Einstein, o nacionalismo cego impede a cooperação global necessária para resolver problemas comuns da humanidade. O físico, que testemunhou as consequências catastróficas do nacionalismo extremo nas duas guerras mundiais, via esta ideologia como um obstáculo ao progresso científico e moral. A sua visão reflete um ideal cosmopolita onde as identidades nacionais não deveriam sobrepor-se à solidariedade humana universal.

Origem Histórica

Einstein proferiu esta frase no contexto do período entre-guerras e da ascensão dos nacionalismos extremos na Europa. Tendo fugido da Alemanha nazi em 1933, o físico judeu-alemão experienciou diretamente as consequências do nacionalismo xenófobo. A citação reflete o seu ativismo pacifista e a sua defesa de um governo mundial que transcendesse os estados-nação, posição que manteve até ao final da vida, mesmo após o desenvolvimento da bomba atómica.

Relevância Atual

Esta frase mantém uma relevância extraordinária no século XXI, onde ressurgem movimentos nacionalistas em várias regiões do mundo. Num contexto de globalização, migrações em massa e desafios transnacionais como as alterações climáticas ou pandemias, a crítica de Einstein ao nacionalismo como obstáculo à cooperação internacional parece mais pertinente do que nunca. A metáfora da doença aplica-se particularmente bem aos discursos políticos que alimentam divisões em vez de promover soluções coletivas.

Fonte Original: A citação aparece em várias compilações de pensamentos de Einstein, mas a origem exata é disputada. É frequentemente atribuída a entrevistas ou correspondência da década de 1930, quando Einstein se tornou um vocal crítico do nacionalismo após a ascensão de Hitler ao poder.

Citação Original: Nationalism is an infantile disease; it is the measles of mankind.

Exemplos de Uso

  • Num debate sobre políticas migratórias, um académico pode citar Einstein para argumentar que o fechamento de fronteiras é um sintoma de 'sarampo político'.
  • Num editorial sobre a guerra na Ucrânia, um jornalista pode usar a frase para criticar os nacionalismos exacerbados de ambos os lados do conflito.
  • Num discurso sobre cooperação climática, um diplomata pode referir-se a Einstein para defender que o nacionalismo económico impede acordos ambientais eficazes.

Variações e Sinônimos

  • O patriotismo é o último refúgio dos canalhas (atribuída a Samuel Johnson)
  • Nenhuma nação é dona de um pedaço da Terra, somos todos inquilinos temporários (provérbio indígena)
  • As fronteiras são feridas sangrentas na face da Terra (adaptado de Mahmoud Darwish)

Curiosidades

Apesar da sua crítica ao nacionalismo, Einstein manteve uma relação complexa com o sionismo, apoiando inicialmente a criação de um lar nacional judeu na Palestina, mas mais tarde defendendo uma solução binacional que respeitasse tanto judeus como árabes.

Perguntas Frequentes

Einstein era contra todos os tipos de nacionalismo?
Einstein distinguia entre nacionalismo saudável (amor à pátria) e nacionalismo agressivo ou exclusivo. A sua crítica dirigia-se principalmente ao segundo, que considerava perigoso e regressivo.
Por que escolheu a metáfora do sarampo especificamente?
O sarampo era, na época, uma doença infantil comum e contagiosa. A analogia sugere que o nacionalismo é uma 'fase' que as sociedades contraem, mas que deveriam superar na maturidade, tal como as crianças superam o sarampo.
Esta citação contradiz o apoio de Einstein a Israel?
Não necessariamente. Einstein via o sionismo como uma resposta à perseguição dos judeus, mas defendia uma solução que respeitasse os direitos de todos. A sua visão evoluiu para um nacionalismo inclusivo, não exclusivo.
Como aplicar esta ideia no mundo atual?
Aplicar a visão de Einstein hoje significaria promover identidades múltiplas e sobrepostas, onde o pertencimento nacional não exclua a solidariedade global, especialmente face a desafios como as alterações climáticas ou pandemias.

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