Frases de William Shakespeare - O Demónio não soube o que fe...

O Demónio não soube o que fez quando criou o homem político; enganou-se, por isso, a si próprio.
William Shakespeare
Significado e Contexto
Esta citação atribuída a Shakespeare apresenta uma visão profundamente cínica sobre a natureza da política e dos políticos. Através da metáfora do Demónio como criador do homem político, o autor sugere que a atividade política é inerentemente corrupta e enganosa. A frase implica que mesmo o arquiteto deste sistema - o Demónio - se tornou vítima da sua própria criação, sublinhando como o poder político pode distorcer a realidade e iludir todos os envolvidos, incluindo os seus próprios criadores. Num contexto mais amplo, a citação reflete uma desconfiança histórica em relação às instituições políticas e aos seus representantes. Shakespeare, conhecido pelas suas complexas personagens políticas em peças como 'Macbeth' ou 'Júlio César', frequentemente explorava os perigos da ambição desmedida e da corrupção do poder. Esta frase encapsula essa visão ao sugerir que a política, por sua própria natureza, tende a criar sistemas que acabam por enganar até mesmo os seus idealizadores originais.
Origem Histórica
Embora esta citação seja frequentemente atribuída a William Shakespeare, não existe registo oficial dela nas suas obras canónicas. Shakespeare viveu durante o período elisabetano (1564-1616), uma época de intensa atividade política, conspirações e mudanças de poder na Inglaterra. O seu trabalho frequentemente refletia as complexidades políticas da sua época, desde as guerras civis retratadas nas suas peças históricas até às intrigas palacianas nas tragédias. A atribuição desta frase a Shakespeare pode derivar da sua reputação como observador perspicaz da natureza humana e da política.
Relevância Atual
Esta citação mantém uma relevância impressionante nos dias de hoje, especialmente em contextos onde a desconfiança em relação aos políticos e instituições políticas é generalizada. Num mundo de notícias falsas, escândalos políticos e crescente cinismo em relação aos governos, a ideia de que os sistemas políticos podem enganar até os seus próprios criadores ressoa profundamente. Serve como um lembrete atemporal sobre os perigos do poder descontrolado e da importância da vigilância cívica.
Fonte Original: Atribuição popular não confirmada nas obras canónicas de Shakespeare. Pode ser uma citação apócrifa ou uma paráfrase de temas presentes nas suas obras políticas.
Citação Original: The Devil did not know what he did when he made the politician; he deceived himself, therefore.
Exemplos de Uso
- Num debate sobre corrupção política, um comentador pode usar esta frase para ilustrar como os sistemas corruptos acabam por prejudicar até os seus próprios criadores.
- Num artigo sobre ética na política, esta citação pode servir como epígrafe para discutir as consequências imprevistas do poder.
- Num discurso sobre reforma política, um orador pode citar Shakespeare para enfatizar a necessidade de sistemas que previnam o autoengano dos políticos.
Variações e Sinônimos
- O poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente (Lord Acton)
- Na política, o que começa com medo geralmente termina em tolice (Samuel Johnson)
- Os políticos são a mesma em toda a parte. Prometem construir uma ponte mesmo onde não há rio (Nikita Khrushchev)
Curiosidades
Shakespeare criou mais de 100 personagens políticas nas suas obras, desde reis e rainhas até conselheiros e cortesãos, demonstrando um fascínio duradouro pelo poder e pela governação.


