Frases de Legião Urbana - Nos perderemos entre monstros ...

Nos perderemos entre monstros da nossa própria criação.
Legião Urbana
Significado e Contexto
Esta frase da banda brasileira Legião Urbana aborda a ideia de que as inovações e criações humanas, quando mal direcionadas ou descontroladas, podem transformar-se em ameaças que nos dominam. O termo 'monstros' simboliza não apenas criaturas mitológicas, mas qualquer resultado negativo das nossas ações - desde a poluição ambiental até à dependência tecnológica ou sistemas sociais opressivos. A expressão 'perderemos' sugere um destino inevitável se não refletirmos sobre as consequências do nosso progresso, enfatizando a perda de controlo sobre aquilo que nós próprios gerámos. Num contexto mais amplo, a citação questiona a noção de progresso linear, alertando que avanços tecnológicos, económicos ou sociais podem gerar problemas maiores do que os que resolvem. É uma crítica à arrogância humana que acredita poder dominar tudo o que cria, ignorando que as inovações têm vida própria e impactos imprevisíveis. Esta ideia conecta-se com debates contemporâneos sobre inteligência artificial, alterações climáticas e desigualdade social, onde as 'criações' humanas se tornaram desafios globais.
Origem Histórica
Legião Urbana foi uma banda brasileira de rock formada em 1982, liderada por Renato Russo, conhecida pelas letras poéticas e críticas sociais. A frase provém da música 'Faroeste Caboclo', lançada em 1987 no álbum 'Que País É Este'. O contexto histórico do Brasil nos anos 80, marcado pela redemocratização após a ditadura militar, crises económicas e transformações sociais, influenciou as letras da banda, que frequentemente abordavam conflitos entre tradição e modernidade, justiça e corrupção.
Relevância Atual
A frase mantém extrema relevância hoje, especialmente em debates sobre tecnologia descontrolada (como algoritmos que perpetuam discriminação), crises ambientais resultantes da industrialização, e sistemas políticos que geram desigualdade. Num mundo onde a inovação acelera, serve como lembrete para avaliar os custos éticos e sociais do progresso, ecoando preocupações com sustentabilidade e responsabilidade coletiva.
Fonte Original: Música 'Faroeste Caboclo' do álbum 'Que País É Este' (1987) da banda Legião Urbana.
Citação Original: Nos perderemos entre monstros da nossa própria criação.
Exemplos de Uso
- A dependência de redes sociais ilustra como nos perdemos entre monstros da nossa própria criação digital.
- As alterações climáticas são um exemplo claro de monstros da nossa própria criação industrial.
- A automatização de empregos levanta questões sobre se criamos monstros tecnológicos que nos substituirão.
Variações e Sinônimos
- Criamos os nossos próprios demónios
- O feitiço volta-se contra o feiticeiro
- Colhemos o que semeamos
- A inovação tem um preço oculto
Curiosidades
Renato Russo, vocalista da Legião Urbana, escreveu 'Faroeste Caboclo' com mais de 9 minutos, uma das músicas mais longas do rock brasileiro, contando uma história épica que inclui esta frase filosófica.


