Frases de Mario Quintana - Se me esqueceres, só uma cois...

Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho.
Mario Quintana
Significado e Contexto
A citação 'Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho' expressa uma visão matura sobre o fim dos laços afectivos. Em vez de pedir para ser lembrado eternamente, o autor aceita a possibilidade do esquecimento, mas solicita que este seja feito com lentidão e cuidado. Isto sugere que as memórias e os afectos merecem um desvanecimento respeitoso, reconhecendo que apagar alguém abruptamente pode ser doloroso ou artificial. A frase convida à reflexão sobre como lidamos com as perdas e transições na vida, valorizando a dignidade nos processos de desapego.
Origem Histórica
Mário Quintana (1906-1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro, conhecido pela sua linguagem simples e profunda, muitas vezes abordando temas como a morte, o tempo e a memória. A citação reflecte o estilo característico de Quintana, que misturava melancolia com uma aceitação serena da vida. Embora a origem exacta da frase não seja especificada em obras principais como 'A Rua dos Cataventos', ela alinha-se com a sua produção literária do século XX, marcada por um humanismo terno e introspectivo.
Relevância Atual
Esta frase mantém-se relevante hoje porque aborda questões universais como o luto, o fim de relacionamentos e a gestão emocional numa era de conexões rápidas e efémeras. Num mundo onde as despedidas podem ser abruptas (como em redes sociais ou rupturas súbitas), a ideia de um esquecimento gradual ressoa como um apelo à humanidade e ao respeito pelos processos emocionais. Serve como um lembrete para valorizar a transição e a paciência nas perdas pessoais.
Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Mário Quintana em antologias e colectâneas de poesia, embora a obra específica possa variar. É comum em compilações como 'Poesias' ou em citações avulsas da sua produção literária.
Citação Original: Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho.
Exemplos de Uso
- Num contexto de término de amizade, pode-se dizer: 'Vamos nos afastar, mas se me esqueceres, que seja devagarinho, com carinho.'
- Em terapia ou autoajuda, para abordar o luto: 'Aceitar a perda é como esquecer devagarinho, respeitando o próprio ritmo.'
- Na literatura moderna, em reflexões sobre memória: 'As saudades não desaparecem de repente; esquecemos devagarinho, como ensinou Quintana.'
Variações e Sinônimos
- 'Deixa-me ir aos poucos, sem pressa.'
- 'O esquecimento é uma arte que se pratica lentamente.'
- 'Dizem que o tempo cura tudo, mas devagar.'
- 'Despedidas merecem paciência e tempo.'
Curiosidades
Mário Quintana nunca recebeu o Prémio Jabuti, um dos mais importantes da literatura brasileira, mas é considerado um dos poetas mais populares e queridos do Brasil, com frases que circulam amplamente em redes sociais e cultura popular.


