Frases de Sophia de Mello Breyner Andresen - Se as crianças aprendessem po

Frases de Sophia de Mello Breyner Andresen - Se as crianças aprendessem po...


Frases de Sophia de Mello Breyner Andresen
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Se as crianças aprendessem poemas de cor em pequenas, se fosse uma parte integrante do ensino e até, se elas tivessem de dizer um poema de cor para serem admitidas a qualquer universidade, as pessoas passavam a falar melhor. Porque falar é próprio de todas as pessoas, não é só do médico, do engenheiro e onde se aprende a falar realmente é na poesia.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Sophia de Mello Breyner Andresen defende que a poesia não é apenas arte, mas uma ferramenta essencial para desenvolver a capacidade de comunicação humana. A memorização e recitação de poemas desde a infância cultivariam uma expressão mais rica e acessível a todos.

Significado e Contexto

A citação de Sophia de Mello Breyner Andresen propõe uma visão transformadora do papel da poesia na educação. Ela argumenta que a memorização e recitação de poemas desde a infância não são meros exercícios literários, mas práticas fundamentais para desenvolver a capacidade de comunicação. Ao sugerir que isso poderia ser um requisito para ingresso universitário, a autora eleva a poesia a uma competência essencial, equiparando-a ao conhecimento técnico de médicos ou engenheiros. A ideia central é que a poesia, com seu ritmo, vocabulário preciso e estrutura, ensina a articular pensamentos com clareza e beleza, tornando a fala uma habilidade democratizada e não exclusiva de elites profissionais. Num contexto educativo, esta perspetiva desafia a tendência contemporânea de valorizar sobretudo as disciplinas técnicas e científicas. Sophia defende que a poesia cultiva a sensibilidade linguística, enriquecendo a expressão oral no quotidiano. A 'fala' a que se refere não é apenas a comunicação funcional, mas a capacidade de transmitir emoções, ideias e nuances, algo que a poesia, pela sua natureza condensada e metafórica, ensina de forma única. Esta abordagem poderia, na visão da autora, criar sociedades mais articuladas e culturalmente conscientes.

Origem Histórica

Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX, premiada com o Prémio Camões em 1999. A sua obra é marcada por um profundo humanismo, defesa da liberdade e uma ligação íntima com o mar e a cultura clássica. Esta citação reflete o seu compromisso com a educação e a cultura como pilares da sociedade, num contexto pós-25 de Abril em Portugal, onde se discutiam reformas educativas. Sophia era conhecida por defender o valor civilizacional das humanidades, opondo-se a visões utilitaristas do ensino.

Relevância Atual

Esta frase mantém uma relevância acentuada hoje, num mundo onde a comunicação digital e as 'fake news' muitas vezes banalizam a linguagem. A proposta de Sophia alerta para a erosão da expressão oral rica e precisa, sugerindo que a poesia pode ser um antídoto. Em contextos educativos, ressoa com debates sobre a importância das artes no currículo e o desenvolvimento de 'soft skills' como a comunicação. Além disso, num era de inteligência artificial, a citação lembra que a fala autenticamente humana, carregada de emoção e subtileza, é insubstituível e deve ser cultivada desde cedo.

Fonte Original: A citação é atribuída a Sophia de Mello Breyner Andresen em entrevistas ou discursos públicos sobre educação e cultura. Não está identificada num livro específico, mas reflete ideias consistentes na sua obra e intervenção cívica.

Citação Original: Se as crianças aprendessem poemas de cor em pequenas, se fosse uma parte integrante do ensino e até, se elas tivessem de dizer um poema de cor para serem admitidas a qualquer universidade, as pessoas passavam a falar melhor. Porque falar é próprio de todas as pessoas, não é só do médico, do engenheiro e onde se aprende a falar realmente é na poesia.

Exemplos de Uso

  • Em debates sobre reformas educativas, para defender a inclusão da poesia no currículo desde o ensino básico.
  • Em workshops de comunicação, para ilustrar como a poesia pode melhorar a dicção e a expressão oral em profissionais.
  • Em campanhas de promoção da leitura, para destacar os benefícios cognitivos e sociais da memorização de textos poéticos.

Variações e Sinônimos

  • A poesia é a gramática da emoção.
  • Quem lê poesia, fala com a alma.
  • A educação pela beleza das palavras.
  • Memorizar versos é exercitar a mente e a voz.

Curiosidades

Sophia de Mello Breyner Andresen foi a primeira mulher portuguesa a receber o Prémio Camões, o mais importante galardão literário da língua portuguesa, em 1999. Era também conhecida pela sua defesa intransigente da democracia e dos direitos humanos.

Perguntas Frequentes

Por que é que Sophia de Mello Breyner defendia a memorização de poemas?
Porque acreditava que a poesia, com a sua estrutura rítmica e vocabular rico, ensina a articular pensamentos com clareza e beleza, melhorando a comunicação oral de forma acessível a todos.
Esta citação aplica-se apenas a crianças?
Não, embora Sophia enfatize a infância como fase crucial, a ideia estende-se a qualquer idade, pois a poesia pode sempre refinara expressão oral e a sensibilidade linguística.
Como posso usar esta citação num contexto educativo moderno?
Pode servir para argumentar a favor da integração da poesia no currículo escolar, não como disciplina isolada, mas como prática transversal para desenvolver competências de comunicação e pensamento crítico.
A proposta de exigir um poema para entrada na universidade é realista?
É mais uma provocação simbólica de Sophia para destacar o valor da poesia, sugerindo que as humanidades devem ter peso igual ao das ciências na formação integral do indivíduo.

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