Frases de Sophia de Mello Breyner Andresen - O poema não é o caos, perceb

Frases de Sophia de Mello Breyner Andresen - O poema não é o caos, perceb...


Frases de Sophia de Mello Breyner Andresen
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O poema não é o caos, percebe? O poema é arrancado ao caos e traz ainda a sua ressonância, os seus ecos. Eu não sei se é isso que o faz um bom poema. Sei que nos poemas de que eu gosto há sempre essa dimensão.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Esta citação revela a essência da criação poética como um ato de extração do belo e do significativo a partir do caos primordial. A poesia não nega o caos, mas transforma-o em ressonância que ecoa na alma humana.

Significado e Contexto

A citação de Sophia de Mello Breyner descreve o processo criativo poético como uma extração do caos. O 'caos' representa a realidade bruta, desordenada e complexa da existência humana. O poeta não cria a partir do nada, mas sim 'arranca' ao caos elementos que podem ser organizados em linguagem poética. A 'ressonância' e os 'ecos' referem-se à capacidade do poema de manter uma ligação com essa realidade caótica original, transmitindo sua intensidade e complexidade de forma transformada. Esta visão sugere que a verdadeira poesia não é uma fuga da realidade, mas sim uma confrontação artística com ela, mantendo sempre um vínculo orgânico com as forças primordiais que a originaram.

Origem Histórica

Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX, premiada com o Prémio Camões em 1999. Viveu durante o Estado Novo português, período que influenciou sua obra marcada por valores de liberdade, justiça e beleza. Esta citação reflete sua concepção neorrealista e humanista da poesia, desenvolvida principalmente entre as décadas de 1940 e 1970, quando Portugal vivia sob regime autoritário e a poesia servia como resistência cultural.

Relevância Atual

Esta frase mantém relevância contemporânea porque descreve um processo criativo universal aplicável a diversas formas de arte. Num mundo cada vez mais complexo e caótico, a ideia de extrair significado e beleza do desordem ressoa profundamente. A citação oferece uma perspetiva valiosa sobre como a arte pode ajudar a navegar a confusão moderna, transformando o caos digital, social e existencial em experiências significativas. É particularmente relevante para discussões sobre saúde mental, criatividade e o papel da arte na sociedade atual.

Fonte Original: Esta citação provém provavelmente de entrevistas ou escritos ensaísticos de Sophia de Mello Breyner, uma vez que a autora frequentemente refletia sobre o processo criativo em seus textos não-ficcionais. Não está identificada com uma obra poética específica, mas representa seu pensamento estético consolidado.

Citação Original: A citação já está em português (PT-PT), que era a língua nativa da autora.

Exemplos de Uso

  • Um artista plástico descreve seu processo como 'arrancar formas ao caos das emoções', ecoando a visão de Sophia.
  • Num workshop de escrita criativa, o facilitador usa a citação para explicar como transformar experiências caóticas em poesia.
  • Um psicólogo cita Sophia ao discutir como a terapia ajuda pacientes a 'extrair sentido do caos emocional'.

Variações e Sinônimos

  • A arte nasce do caos organizado
  • Da confusão brota a claridade poética
  • O poeta é um minerador do caos
  • A beleza emerge do tumulto
  • Ordem extraída do desordem

Curiosidades

Sophia de Mello Breyner era bisneta do poeta e tradutor dinamarquês Jan Andresen, o que pode explicar sua sensibilidade poética transcultural. Além de poetisa, foi ativista política contra o regime salazarista e uma das primeiras mulheres portuguesas eleitas para a Assembleia Municipal de Lisboa.

Perguntas Frequentes

O que significa 'arrancado ao caos' na citação?
Significa que o poema não surge do nada, mas é extraído ativamente da realidade complexa e desordenada que nos rodeia, através do trabalho criativo do poeta.
Por que Sophia de Mello Breyner menciona 'ressonância' e 'ecos'?
Estes termos sugerem que o poema mantém uma ligação orgânica com o caos original, transmitindo sua intensidade e complexidade de forma transformada, como um eco que perdura.
Esta visão da poesia é exclusiva de Sophia?
Não, mas Sophia expressa-a de forma particularmente clara. A ideia de arte como organização do caos aparece em vários pensadores, desde os gregos antigos até modernos como Nietzsche.
Como aplicar esta ideia à escrita moderna?
Podemos ver o processo de escrita como transformação de experiências caóticas (digitais, emocionais, sociais) em textos com significado, mantendo a autentidade da experiência original.

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