Frases de Raul Seixas - Oh morte, tu que és tão fort...

Oh morte, tu que és tão forte, que matas o gato, o rato e o homem.
Raul Seixas
Significado e Contexto
A citação 'Oh morte, tu que és tão forte, que matas o gato, o rato e o homem' apresenta a morte como uma força imparável e democrática que atinge todos os seres vivos, independentemente da sua natureza ou importância. Ao enumerar três criaturas distintas – o gato (animal doméstico), o rato (animal muitas vezes desprezado) e o homem (ser humano) – Raul Seixas sublinha que a morte não faz distinções hierárquicas ou sociais, nivelando todas as formas de vida perante o seu poder inevitável. Num tom educativo, esta frase pode ser interpretada como um lembrete da fragilidade da existência e da necessidade de humildade perante os ciclos naturais. Ao equiparar o destino do homem ao de animais comuns, o autor questiona indirectamente a noção de superioridade humana e convida a uma reflexão sobre o que realmente importa na vida, para além das construções sociais e das ilusões de permanência.
Origem Histórica
Raul Seixas (1945-1989) foi um cantor, compositor e escritor brasileiro, conhecido como o 'Pai do Rock Brasileiro'. A sua obra é marcada por letras filosóficas, críticas sociais e temas existenciais, influenciadas por correntes como o surrealismo, o existencialismo e a contracultura dos anos 1960-1970. Esta citação reflecte o seu estilo provocador e introspectivo, comum numa época de questionamento de valores tradicionais no Brasil pós-ditadura militar.
Relevância Atual
A frase mantém relevância hoje como um antídoto contra a cultura do consumismo e da busca incessante por status, lembrando-nos da finitude partilhada por todos. Num mundo marcado por desigualdades e conflitos, a mensagem de igualdade perante a morte promove uma perspectiva mais humilde e compassiva. Além disso, ressoa com debates contemporâneos sobre ecologia e interdependência entre espécies.
Fonte Original: A citação é atribuída a Raul Seixas no contexto das suas letras e intervenções públicas, embora não esteja identificada num livro ou álbum específico. Faz parte do seu repertório de frases filosóficas frequentemente citadas por fãs e estudiosos.
Citação Original: A citação já está em português (do Brasil), sendo a língua original do autor.
Exemplos de Uso
- Num discurso sobre sustentabilidade: 'Como disse Raul Seixas, a morte não distingue espécies – devemos respeitar todos os seres vivos.'
- Numa reflexão pessoal: 'Esta frase lembra-me que, perante a morte, somos todos iguais, do rato ao homem.'
- Num contexto educativo: 'A citação ilustra a universalidade dos ciclos naturais na aula de filosofia.'
Variações e Sinônimos
- 'A morte é o grande igualador' (ditado popular)
- 'Perante a morte, todos somos iguais' (provérbio adaptado)
- 'Nem rei nem plebeu escapam à morte' (expressão tradicional)
Curiosidades
Raul Seixas era conhecido por criar frases enigmáticas que misturavam humor e profundidade, muitas vezes inspiradas nas suas leituras de autores como Nietzsche e Kafka. Esta citação é frequentemente partilhada em redes sociais como um meme filosófico.


