Frases de Raul Seixas - Eu sou a vela que acende, eu s

Frases de Raul Seixas - Eu sou a vela que acende, eu s...


Frases de Raul Seixas
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Eu sou a vela que acende, eu sou a luz que se apaga, eu sou a beira do abismo, eu sou o tudo e o nada.

Raul Seixas

Esta citação de Raul Seixas captura a essência da dualidade humana, onde a luz e a escuridão coexistem numa dança existencial. Representa a constante oscilação entre a criação e o vazio, o ser e o não-ser.

Significado e Contexto

A citação de Raul Seixas explora profundamente o conceito de dualidade existencial através de metáforas contrastantes. 'A vela que acende' e 'a luz que se apaga' representam os ciclos de vida e morte, criação e destruição, que são inerentes à condição humana. A 'beira do abismo' simboliza o limiar entre a existência e o nada, enquanto 'o tudo e o nada' sintetiza a paradoxal natureza do ser, que contém simultaneamente plenitude e vacuidade. Esta construção poética reflete influências filosóficas como o existencialismo e o pensamento oriental sobre a não-dualidade. Seixas articula a ideia de que o indivíduo não é apenas um ou outro extremo, mas a própria tensão entre opostos. A frase sugere que a verdadeira identidade humana reside nesta capacidade de abarcar contradições, sendo simultaneamente ativo e passivo, presente e ausente, significativo e insignificante.

Origem Histórica

Raul Seixas (1945-1989) foi um cantor, compositor e escritor brasileiro conhecido como o 'Pai do Rock Brasileiro'. A citação emerge do contexto cultural dos anos 1970-80 no Brasil, período marcado pela ditadura militar e por movimentos de contracultura. Seixas era influenciado por filosofias alternativas, literatura beatnik e pensamento libertário, criando obras que misturavam crítica social com reflexão existencial.

Relevância Atual

Esta frase mantém relevância contemporânea por abordar questões universais de identidade e existência num mundo cada vez mais polarizado. Na era digital, onde as pessoas frequentemente apresentam versões curradas de si mesmas, a citação lembra a complexidade e contradição humanas. Ressoa com discussões modernas sobre saúde mental, autenticidade e a busca por significado num mundo aparentemente caótico.

Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Raul Seixas em contextos de entrevistas e declarações filosóficas, embora não tenha uma origem documentada em álbum específico. Integra-se no universo conceptual do artista, refletindo temas presentes em canções como 'Metamorfose Ambulante' e 'Sociedade Alternativa'.

Citação Original: Eu sou a vela que acende, eu sou a luz que se apaga, eu sou a beira do abismo, eu sou o tudo e o nada.

Exemplos de Uso

  • Em discussões sobre identidade: 'Como Raul Seixas disse, somos o tudo e o nada - não precisamos nos definir rigidamente.'
  • Em contextos terapêuticos: 'Aceitar que podemos ser contraditórios, como a vela que acende e apaga, é parte do crescimento.'
  • Na criação artística: 'Esta obra explora aquela beira do abismo entre a criação e o vazio.'

Variações e Sinônimos

  • 'Sou fogo e sou gelo' (adaptação de paradoxos)
  • 'Entre o ser e o não-ser' (referência filosófica)
  • 'Luz nas trevas, trevas na luz' (dualidade taoista)
  • 'O centro do vazio e a periferia do tudo' (expressão similar)

Curiosidades

Raul Seixas era conhecido por criar sua própria filosofia chamada 'Sociedade Alternativa', que misturava elementos de alquimia, ocultismo e anarquismo, influenciando diretamente o conteúdo filosófico de suas letras.

Perguntas Frequentes

Qual é o significado principal da citação de Raul Seixas?
A citação expressa a dualidade existencial humana, onde cada pessoa contém simultaneamente opostos como criação/destruição e plenitude/vazio.
Em que contexto histórico Raul Seixas criou esta frase?
Surge no Brasil dos anos 1970-80, período de ditadura militar e movimentos contraculturais que incentivavam reflexões existenciais e críticas sociais.
Como esta citação se relaciona com outras obras de Seixas?
Reflete temas constantes em sua obra, como a busca por identidade autêntica e a crítica às convenções sociais, presentes em canções como 'Metamorfose Ambulante'.
Por que esta frase continua relevante hoje?
Aborda questões universais de identidade num mundo complexo, ressoando com discussões contemporâneas sobre autenticidade, saúde mental e significado existencial.

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