Frases de Tomás de Aquino - Dê-me, Senhor, agudeza para e...

Dê-me, Senhor, agudeza para entender, capacidade para reter, método e faculdade para aprender, sutileza para interpretar, graça e abundância para falar. Dê-me, Senhor, acerto ao começar, direção ao progredir e perfeição ao concluir.
Tomás de Aquino
Significado e Contexto
Esta citação, frequentemente atribuída a Tomás de Aquino, representa uma súplica pela orientação divina em todo o processo intelectual. A prece estrutura-se em três momentos fundamentais: a preparação (agudeza para entender, capacidade para reter), o processo (método para aprender, sutileza para interpretar, graça para falar) e a conclusão (acerto ao começar, direção ao progredir, perfeição ao concluir). Reflete a visão escolástica que harmoniza fé e razão, onde o conhecimento humano necessita da iluminação divina para alcançar a verdade. A petição por 'sutileza para interpretar' revela a importância da hermenêutica no pensamento medieval, enquanto 'graça e abundância para falar' sublinha a necessidade de comunicar eficazmente o conhecimento adquirido. A estrutura tripartida (começar, progredir, concluir) espelha a metodologia escolástica de disputatio, onde cada argumento seguia um processo rigoroso de formulação, desenvolvimento e síntese final.
Origem Histórica
Tomás de Aquino (1225-1274) foi um frade dominicano italiano, teólogo e filósofo da Alta Idade Média, principal expoente da escolástica. Viveu num período de redescoberta dos textos aristotélicos e de síntese entre filosofia grega e teologia cristã. Embora esta prece seja frequentemente associada ao seu nome, não consta das suas obras principais como a 'Summa Theologica'. Provavelmente circulou como uma oração atribuída a ele, refletindo o espírito do seu método intelectual que valorizava a razão iluminada pela fé.
Relevância Atual
Esta frase mantém relevância contemporânea por abordar desafios universais do processo de aprendizagem e criação. Num mundo de sobrecarga informativa, a petição por 'método' e 'capacidade para reter' ressoa com as necessidades modernas de gestão do conhecimento. A ênfase na interpretação sutil é crucial numa era de desinformação, enquanto o pedido de perfeição na conclusão alinha-se com padrões atuais de excelência profissional e académica. Educadores, estudantes e profissionais encontram nesta prece um modelo atemporal para abordar projetos intelectuais.
Fonte Original: Atribuída tradicionalmente a Tomás de Aquino, mas não consta das suas obras canónicas. Provavelmente uma oração circulada entre académicos medievais e posteriormente associada ao seu nome.
Citação Original: Da mihi, Domine, sedium tuarum assistricem sapientiam, ut mecum sit et mecum laboret, ut sciam quid acceptum sit coram te omni tempore. (Versão latina alternativa frequentemente associada)
Exemplos de Uso
- Um estudante pode recitar mentalmente esta prece antes de iniciar uma tese de mestrado, invocando método para a pesquisa e perfeição na redação final.
- Um formador poderá usar a frase como epígrafe num manual sobre técnicas de aprendizagem, destacando a importância da interpretação sutil.
- Num contexto empresarial, um gestor de projeto pode adaptar a prece como mantra para a equipa, focando no 'acerto ao começar' e 'perfeição ao concluir'.
Variações e Sinônimos
- "A sabedoria começa na admiração" - Sócrates
- "Conhece-te a ti mesmo" - inscrição no Oráculo de Delfos
- "A educação é a arma mais poderosa que podes usar para mudar o mundo" - Nelson Mandela
- "A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original" - Albert Einstein
Curiosidades
Apesar da fama desta prece, muitos estudiosos notam que Tomás de Aquino raramente escrevia em primeira pessoa nas suas obras teológicas principais. A atribuição pode derivar da tradição oral dos mosteiros medievais, onde orações similares eram partilhadas entre académicos.