Frases de Jean de La Bruyère - O tempo, que fortalece as amiz

Frases de Jean de La Bruyère - O tempo, que fortalece as amiz...


Frases de Jean de La Bruyère


O tempo, que fortalece as amizades, enfraquece o amor.

Jean de La Bruyère

Esta citação de La Bruyère explora a dualidade do tempo nas relações humanas, sugerindo que enquanto as amizades se consolidam com os anos, o amor romântico tende a desvanecer-se.

Significado e Contexto

Esta afirmação de Jean de La Bruyère contrasta duas formas fundamentais de afeto humano. Por um lado, sugere que as amizades beneficiam da passagem do tempo, pois a convivência prolongada, as experiências partilhadas e a confiança acumulada tendem a solidificar os laços de camaradagem. Por outro, propõe que o amor romântico ou passional se desgasta com o tempo, perdendo a intensidade inicial, a novidade e o ardor que o caracterizam no seu início. Esta visão reflete uma perspetiva clássica sobre a natureza efémera da paixão versus a permanência da amizade racional.

Origem Histórica

Jean de La Bruyère (1645-1696) foi um moralista francês do século XVII, pertencente ao período clássico. A sua obra principal, 'Os Caracteres ou Os Costumes deste Século' (1688), é uma coleção de máximas e retratos satíricos da sociedade francesa da época, especialmente da corte de Luís XIV. La Bruyère observava criticamente os vícios, as virtudes e as dinâmicas sociais, refletindo sobre a natureza humana de forma aguda e por vezes cínica.

Relevância Atual

Esta frase mantém-se relevante porque continua a suscitar debate sobre a natureza duradoura dos diferentes tipos de amor. Na psicologia contemporânea e nas discussões sobre relações, questiona-se se o amor romântico pode evoluir para algo mais estável ou se está condenado a esmorecer. A dicotomia entre paixão efémera e amizade duradoura é um tema recorrente na literatura, cinema e autoajuda moderna.

Fonte Original: A citação é retirada da obra 'Les Caractères ou les Mœurs de ce siècle' (Os Caracteres ou Os Costumes deste Século), publicada em 1688.

Citação Original: Le temps, qui fortifie les amitiés, affaiblit l'amour.

Exemplos de Uso

  • Em discussões sobre relacionamentos de longa data, alguém pode citar La Bruyère para explicar porque é que muitos casamentos perdem a paixão inicial mas mantêm o respeito mútuo.
  • Num ensaio sobre a amizade, pode-se usar esta frase para contrastar a estabilidade das amizades de infância com a volatilidade de alguns romances.
  • Um terapeuta conjugal pode referir-se a esta ideia para normalizar a transição da paixão para um amor mais companheiro ao longo dos anos.

Variações e Sinônimos

  • O amor é fogo; a amizade, luz.
  • As paixões são ventos; as amizades, âncoras.
  • O tempo é o grande provador das amizades e o grande consumidor dos amores.
  • A amizade é um amor que nunca morre.

Curiosidades

La Bruyère nunca casou e pouco se sabe sobre a sua vida amorosa, o que levou alguns estudiosos a especular que a sua visão sobre o amor poderia ser mais teórica do que experiencial, baseada na observação da sociedade cortesã.

Perguntas Frequentes

La Bruyère acreditava que o amor sempre desaparece com o tempo?
Não necessariamente. A citação é uma generalização observacional sobre tendências. La Bruyère, como moralista, descrevia padrões sociais, não leis absolutas. O contexto da obra sugere uma crítica à superficialidade de certos amores passionais da sua época.
Esta frase aplica-se a todos os tipos de amor?
Provavelmente refere-se principalmente ao amor romântico ou paixão (eros). La Bruyère parece contrastá-lo com a philia (amizade). O amor familiar ou o amor maduro (ágape) podem não se encaixar totalmente nesta dicotomia.
Como é que esta visão se relaciona com o século XVII?
Reflete o racionalismo e o classicismo da época, que valorizavam a razão, a moderação e a durabilidade. A paixão desenfreada era muitas vezes vista com desconfiança, enquanto a amizade baseada na virtude era idealizada.
Existem exceções à regra proposta por La Bruyère?
Sim, muitas. Relações amorosas que evoluem para amizades profundas ou que mantêm a paixão ao longo dos anos contrariam esta máxima. A psicologia moderna mostra que o amor romântico pode transformar-se, não necessariamente desaparecer.

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