Frases de Rubem Alves - A escola insiste em estragar a

Frases de Rubem Alves - A escola insiste em estragar a...


Frases de Rubem Alves


A escola insiste em estragar a leitura. Ela deve ser uma coisa solta, vagabunda, sem relatórios.

Rubem Alves

Rubem Alves convida-nos a libertar a leitura das amarras institucionais, propondo-a como um ato de prazer e descoberta pessoal, não uma tarefa obrigatória. É um apelo à experiência íntima e descomprometida com os livros.

Significado e Contexto

Esta citação de Rubem Alves critica a forma como o sistema educativo tradicional transforma a leitura numa atividade burocrática e avaliada, retirando-lhe o carácter de prazer e descoberta pessoal. Ao defender que a leitura deve ser 'solta, vagabunda, sem relatórios', o autor enfatiza a importância do contacto livre e despretensioso com os livros, onde o leitor pode explorar, errar e encontrar significado por si próprio, sem a pressão de objetivos pedagógicos rígidos. Num contexto educativo, esta perspetiva desafia os métodos convencionais de ensino da literatura, sugerindo que a imposição de análises estruturadas e avaliações pode afastar os alunos do verdadeiro encantamento da leitura. Alves defende uma abordagem mais orgânica, onde a curiosidade e o gosto pessoal guiem o processo, promovendo assim uma relação duradoura e significativa com os livros.

Origem Histórica

Rubem Alves (1933-2014) foi um escritor, pedagogo, teólogo e psicanalista brasileiro, conhecido pelas suas reflexões críticas sobre educação e espiritualidade. A sua obra emerge no contexto das discussões pedagógicas do final do século XX, influenciada por pensadores como Paulo Freire, e critica frequentemente a rigidez e a falta de criatividade nos sistemas escolares tradicionais. Esta citação reflete a sua visão humanista e libertária da educação, que valoriza a experiência subjetiva e o desenvolvimento integral do indivíduo.

Relevância Atual

Esta frase mantém-se relevante hoje devido à crescente pressão por resultados quantificáveis na educação, que muitas vezes reduz a leitura a uma competência técnica a ser medida. Num mundo digital com distrações constantes, a defesa de Alves por uma leitura 'solta' ressoa com movimentos que promovem a leitura por prazer, a literacia emocional e a aprendizagem autodirigida. Além disso, a crítica à burocracia escolar continua atual, especialmente em debates sobre currículos rígidos e métodos de avaliação que podem sufocar a criatividade.

Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Rubem Alves em palestras e escritos sobre educação, embora a origem exata possa variar. Está alinhada com as ideias presentes em obras como 'A Escola com que Sempre Sonhei sem Imaginar que Pudesse Existir' e outros textos onde discute pedagogia e leitura.

Citação Original: A escola insiste em estragar a leitura. Ela deve ser uma coisa solta, vagabunda, sem relatórios.

Exemplos de Uso

  • Em programas de incentivo à leitura em bibliotecas públicas, onde os participantes escolhem livros livremente, sem testes ou obrigações.
  • Na prática de 'reading for pleasure' em escolas alternativas, que eliminam relatórios obrigatórios para focar na discussão espontânea.
  • Em clubes de leitura informais, onde os membros partilham impressões pessoais sem análises académicas estruturadas.

Variações e Sinônimos

  • A leitura deve ser um prazer, não uma obrigação.
  • Libertem os livros das amarras da escola.
  • A verdadeira leitura nasce da curiosidade, não do dever.

Curiosidades

Rubem Alves, além de educador, era um contador de histórias apaixonado, e muitas das suas obras para crianças, como 'A Menina e o Pássaro Encantado', refletem esta visão lúdica e livre da leitura que defende na citação.

Perguntas Frequentes

Rubem Alves era contra a escola?
Não, Alves não era contra a escola, mas criticava os métodos tradicionais que burocratizam a aprendizagem, defendendo uma educação mais criativa e centrada no aluno.
Como aplicar esta ideia na educação atual?
Promovendo momentos de leitura livre sem avaliações, criando espaços como cantos de leitura descontraídos, e incentivando a escolha pessoal de livros por parte dos alunos.
Esta citação aplica-se apenas a crianças?
Não, a visão de Alves é universal: defende que a leitura como ato prazeroso e autónomo é válida para todas as idades, evitando a formalização excessiva em qualquer contexto.
Que autores partilham visões semelhantes?
Autores como Paulo Freire, com a 'pedagogia da autonomia', e Daniel Pennac, com o 'Direito do Leitor', partilham ideias sobre a importância da liberdade e do prazer na leitura.

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