Frases de Romanos 5:3-4 - E não somente isto, mas tamb�

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Frases de Romanos 5:3-4


E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança.

Romanos 5:3-4

A frase apresenta o sofrimento como processo formativo: cada provação é um agente que transforma a alma, conduzindo de resistência a esperança. É uma visão teleológica do sofrimento onde a dor não é fim, mas etapa rumo à confiança renovada.

Significado e Contexto

O versículo descreve uma progressão causal: a tribulação (θλῖψις) provoca paciência ou perseverança (ὑπομονή), que por sua vez produz prova/teste (δοκιμή), culminando numa esperança firme (ἐλπίς). Teologicamente, aponta que as dificuldades não são meramente negativas, mas instrumentos que moldam caráter e confiança em Deus. Em termos práticos, a sequência sublinha que a esperança madura é fruto de processos, não de circunstâncias isentas de dor. A passagem também enfatiza a dimensão comunitária e pastoral: não se trata apenas de experiência individual, mas de ensinamento para a comunidade crente sobre como interpretar e responder ao sofrimento. Esta leitura integra doutrina (justificação e esperança escatológica) com ética prática (perseverar em fidelidade), mostrando que a esperança cristã é uma esperança ativa, forjada na passagem pelas provas.

Origem Histórica

A autoria tradicional atribui a epístola a Paulo, escrita por volta de 57–58 d.C., dirigida às comunidades cristãs em Roma. O texto surge num contexto em que a igreja primitiva enfrentava tensões internas e pressões externas; Paulo expõe doutrinas-chave — justiça pela fé, reconciliação e esperança escatológica — e oferece encorajamento para perseverança diante de dificuldades. A linguagem encontra ressonâncias na ética greco-romana (por exemplo, valor estoico da resistência), mas reinterpreta esses temas à luz da revelação cristã.

Relevância Atual

A mensagem mantém-se atual porque fornece um quadro para compreensão do sofrimento que se alinha com abordagens modernas de resiliência: ver adversidade como oportunidade de crescimento. Em contextos psicológicos, pastorais e de liderança, a ideia de que a perseverança gera confiança ativa é útil para reformular experiências difíceis como processos formativos. Também alimenta debates sobre sentido do sofrimento, esperança comunitária e práticas de acompanhamento em tempos de crise.

Fonte Original: Epístola aos Romanos, Novo Testamento — capítulo 5, versos 3–4.

Citação Original: οὐ μόνον δὲ τοῦτο, ἀλλὰ καυχώμεθα καὶ ἐν ταῖς θλίψεσιν, εἰδότες ὅτι ἡ θλίψις ὑπομονὴν κατεργάζεται· ἡ δὲ ὑπομονὴ δοκιμήν· ἡ δὲ δοκιμή ἐλπίδα.

Exemplos de Uso

  • Em aulas de educação para a cidadania para explicar como enfrentar desafios pessoais e sociais com resiliência.
  • Em terapia ou aconselhamento pastoral para ajudar alguém a reinterpretar uma crise como etapa de crescimento.
  • Em formação de líderes e equipas para fomentar perseverança em projetos longos ou em ambientes de pressão.

Variações e Sinônimos

  • Da adversidade nasce a força interior.
  • O sofrimento forja a perseverança e gera esperança.
  • O que não destrói torna mais forte.
  • A prova cultiva a resistência; a resistência alimenta a esperança.
  • Da provação surge a paciência e, com ela, confiança no futuro.

Curiosidades

Paulo usa uma cadeia lógica de termos (tribulação → paciência → prova → esperança) que na língua grega é concisa e progressiva; essa construção tornou o versículo frequentemente citado por teólogos e reformadores (por exemplo, Agostinho e Lutero) ao tratar de justificação, perseverança e vida moral. Traduções variam em termos — «tribulações», «aflições» ou «provocações» —, o que altera ligeiramente o foco interpretativo.

Perguntas Frequentes

O que significa "gloriamos nas tribulações"?
Significa adotar uma atitude de confiança e sentido face às dificuldades, reconhecendo-as como ocasião de crescimento espiritual e moral, não como fim em si mesmas.
Quem escreveu esta passagem?
A passagem faz parte da Epístola aos Romanos, tradicionalmente atribuída ao apóstolo Paulo, escrita no século I d.C.
Como aplicar este versículo na vida diária?
Reinterpretando contratempos como etapas de aprendizagem, cultivando paciência ativa e procurando ações concretas que traduzam esperança (apoio comunitário, objetivos realistas, reflexão).
Onde encontro o texto original?
O texto original está no Novo Testamento, Epístola aos Romanos 5:3–4; o original é em grego koiné.

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