Frases de Caio Fernando Abreu - Odeio circo. Aliás, odeio tud

Frases de Caio Fernando Abreu - Odeio circo. Aliás, odeio tud...


Frases de Caio Fernando Abreu


Odeio circo. Aliás, odeio tudo que me encanta e depois vai embora.

Caio Fernando Abreu

Esta citação captura a dor paradoxal do encantamento efémero, revelando como a beleza passageira pode gerar uma aversão profunda à própria transitoriedade da vida.

Significado e Contexto

A citação 'Odeio circo. Aliás, odeio tudo que me encanta e depois vai embora' expressa uma profunda contradição emocional. Por um lado, reconhece o poder do encantamento - a capacidade de algo ou alguém nos cativar intensamente. Por outro, revela uma aversão defensiva a essa mesma experiência, precisamente porque é passageira. Esta frase vai além de uma simples crítica ao circo; transforma-se numa metáfora universal sobre como lidamos com a transitoriedade das coisas belas, das relações e dos momentos felizes. O autor sugere que, para se proteger da dor da perda, prefere rejeitar antecipadamente aquilo que sabe ser temporário, criando uma barreira emocional contra a inevitabilidade da despedida.

Origem Histórica

Caio Fernando Abreu (1948-1996) foi um escritor brasileiro da geração pós-moderna, cuja obra reflete intensamente sobre a solidão urbana, as relações humanas e a busca de identidade num mundo em transformação. Viveu durante períodos de repressão política no Brasil e explorou temas como a marginalidade, o desejo e a efemeridade das conexões humanas. Esta citação encapsula o tom melancólico e introspectivo característico da sua escrita, que frequentemente aborda a fragilidade dos laços afetivos na sociedade contemporânea.

Relevância Atual

Esta frase mantém uma relevância extraordinária na era digital, onde experiências, relacionamentos e conteúdos são cada vez mais efémeros. Num mundo de stories que desaparecem, matches temporários e tendências passageiras, a reflexão de Abreu ressoa com a ansiedade contemporânea sobre a permanência. A aversão ao que 'vai embora' reflecte a dificuldade moderna em estabelecer conexões profundas num ambiente de constante transição, tornando-se um comentário perspicaz sobre a cultura do descartável e a nostalgia digital.

Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Caio Fernando Abreu, embora a origem exata dentro da sua obra seja difícil de precisar. Aparece em diversas antologias e colectâneas das suas frases mais marcantes, sendo consistentemente associada ao seu estilo literário e temáticas recorrentes.

Citação Original: Odeio circo. Aliás, odeio tudo que me encanta e depois vai embora.

Exemplos de Uso

  • Expressar a relutância em iniciar novos relacionamentos por medo do fim inevitável
  • Descrever a resistência a modas passageiras ou tendências efémeras nas redes sociais
  • Explicar a preferência por experiências duradouras em vez de momentos intensos mas breves

Variações e Sinônimos

  • Amo o que fica, desprezo o que passa
  • Tudo que brilha não é ouro, mas tudo que encanta acaba
  • Prefiro a constância à intensidade passageira
  • O efémero encanta, mas o permanente acalma

Curiosidades

Caio Fernando Abreu era conhecido por escrever cartas extraordinárias aos amigos, onde muitas das suas reflexões mais profundas - incluindo pensamentos sobre a transitoriedade - foram primeiro expressas antes de aparecerem nas suas obras publicadas.

Perguntas Frequentes

O que significa realmente 'odeio tudo que me encanta e depois vai embora'?
Significa uma defesa emocional contra a dor da perda, onde se rejeita antecipadamente aquilo que, sendo maravilhoso mas temporário, causaria sofrimento ao desaparecer.
Por que Caio Abreu menciona especificamente o circo?
O circo serve como metáfora perfeita: é espetacular, mágico e encantador, mas é temporário, itinerante e desaparece depois do espetáculo, simbolizando a beleza efémera.
Esta citação reflecte apenas sentimentos negativos?
Não, revela uma complexidade emocional: reconhece a capacidade de encantamento, mas escolhe a autoproteção, mostrando como a vulnerabilidade pode levar a respostas aparentemente contraditórias.
Como aplicar esta reflexão na vida quotidiana?
Reconhecendo que a aversão ao temporário pode limitar experiências valiosas, mas também entendendo a necessidade de equilibrar abertura emocional com autoproteção saudável.

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