Se a Montanha não vai a Maomé, Maomé

Se a Montanha não vai a Maomé, Maomé ...


Frases de Caminhão


Se a Montanha não vai a Maomé, Maomé manda buscá-la!


Esta frase evoca a ideia de que, perante obstáculos aparentemente intransponíveis, a iniciativa humana pode inverter a lógica e tomar as rédeas do destino. É um hino à proatividade e à recusa da passividade.

Significado e Contexto

Esta expressão popular transmite uma poderosa mensagem sobre a ação humana face a adversidades. Metaforicamente, a 'montanha' representa um obstáculo grande, fixo ou uma situação difícil que parece imutável. 'Maomé' simboliza a pessoa ou entidade que enfrenta esse desafio. A essência da frase é que, em vez de esperar passivamente que as circunstâncias mudem por si só (que a montanha se mova), a pessoa deve tomar a iniciativa e agir para alterar a situação, mesmo que isso exija um esforço considerável ('mandar buscá-la'). É um apelo à proatividade, à resolução de problemas e à recusa do conformismo. Num sentido mais amplo, celebra a capacidade humana de adaptação e de impor a sua vontade sobre o meio, incentivando uma postura ativa perante a vida.

Origem Histórica

A atribuição desta frase ao profeta Maomé é apócrifa, ou seja, não consta nos textos sagrados islâmicos (Alcorão ou Hadith autênticos) e é considerada um provérbio de origem ocidental. A primeira aparição registada numa forma semelhante é frequentemente creditada ao filósofo e cientista inglês Francis Bacon, no seu ensaio 'Of Boldness' (Da Ousadia), publicado em 1625. Bacon escreveu: 'Mahomet cald the hill to come to him, And when the hill stood still, he was neuer a whit abashed, but said; If the hill will not come to Mahomet, Mahomet wil go to the hil.' (Maomé chamou a colina para vir até ele, e quando a colina permaneceu imóvel, não ficou minimamente embaraçado, mas disse: Se a colina não vem a Maomé, Maomé irá à colina.). A versão moderna, mais imperativa ('manda buscá-la'), é uma evolução posterior deste provérbio.

Relevância Atual

A frase mantém uma relevância extraordinária no mundo contemporâneo, marcado por rápidas mudanças e desafios complexos. É um mantra para empreendedores, inovadores e qualquer pessoa que enfrente barreiras. Na cultura empresarial, inspira a mentalidade de 'fazer acontecer' e de encontrar soluções criativas. No desenvolvimento pessoal, reforça a importância da responsabilidade individual e da ação em detrimento da queixa ou da espera por condições perfeitas. Num contexto social, pode ser aplicada à advocacia por mudanças, onde, em vez de esperar que as instituições mudem, os cidadãos se mobilizam para as transformar.

Fonte Original: Ensaios de Francis Bacon, especificamente 'Of Boldness' (1625). A frase como é popularmente conhecida hoje é uma adaptação posterior deste texto.

Citação Original: If the hill will not come to Mahomet, Mahomet will go to the hill.

Exemplos de Uso

  • Em gestão de projetos: 'O cliente não nos forneceu os dados? Se a montanha não vai a Maomé... Vamos nós recolhê-los junto dos departamentos.'
  • No aprendizado: 'O curso online ideal não existe? Se a montanha não vai a Maomé, ele cria o seu próprio plano de estudos com recursos gratuitos.'
  • Nas relações pessoais: 'Ele nunca toma a iniciativa para marcar algo? Se a montanha não vai a Maomé, eu convido-o diretamente.'

Variações e Sinônimos

  • Quem não arrisca, não petisca.
  • Ajuda-te a ti mesmo que o céu te ajudará.
  • Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar.
  • A ocasião faz o ladrão. (Sentido oposto de passividade)
  • Quem espera sempre alcança. (Sentido oposto, de paciência)

Curiosidades

Apesar de ser universalmente associada a Maomé, estudiosos do Islão afirmam que não há qualquer registo histórico ou religioso do profeta ter dito ou feito algo sequer semelhante. A associação provavelmente surgiu no imaginário ocidental como uma referência exótica a uma figura de grande determinação.

Perguntas Frequentes

Maomé disse realmente esta frase?
Não. É um provérbio apócrifo de origem ocidental, popularizado a partir de uma referência nos ensaios de Francis Bacon no século XVII. Não tem fundamento nos textos islâmicos.
Qual é a principal lição desta expressão?
A lição central é a valorização da proatividade e da iniciativa pessoal. Ensina que, perante um obstáculo, devemos ser nós a agir para o superar, em vez de esperar que ele desapareça por magia.
Como se aplica esta frase no local de trabalho?
Aplica-se incentivando os colaboradores a tomarem iniciativa, a resolverem problemas por si mesmos, a serem resilientes e a não dependerem exclusivamente de instruções ou condições ideais para avançar.
Existe uma versão correta em português?
A versão mais comum em português é precisamente 'Se a Montanha não vai a Maomé, Maomé vai à montanha' ou a variante mais imperativa '...Maomé manda buscá-la!'. Ambas são aceites.

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