Frases de Textos Cristãos - A ganância do ter não só en

Frases de Textos Cristãos - A ganância do ter não só en...


Frases de Textos Cristãos


A ganância do ter não só engoliu o ser e a convivência pacífica, mas até privou a maior parte dos homens do ter indispensável, para acumular nas mãos de uns poucos o que a todos pertence.

Textos Cristãos

Esta citação denuncia como a busca desenfreada pela posse material não só corrói a essência humana e a harmonia social, como também cria uma escassez artificial, concentrando o que é de todos nas mãos de uns poucos.

Significado e Contexto

A citação articula uma crítica profunda à idolatria do materialismo. O 'ter' refere-se à acumulação de bens e riqueza como fim em si mesmo, um processo que 'engoliu o ser' – ou seja, subjugou e corrompeu a verdadeira natureza humana, os valores espirituais e a busca por significado. Simultaneamente, destruiu a 'convivência pacífica', pois uma sociedade orientada para a competição e a acumulação individual gera conflito, inveja e divisão. O paradoxo final é que esta ganância, em vez de garantir o 'ter' a todos, priva a maioria do essencial para a vida digna, concentrando recursos e oportunidades numa minoria. Assim, transforma bens que, por natureza ou direito, 'pertencem a todos' (como os recursos naturais ou o fruto do trabalho coletivo) em propriedade exclusiva de poucos.

Origem Histórica

A citação é atribuída genericamente a 'Textos Cristãos', o que a situa na vasta tradição do pensamento social cristão. Este pensamento, com raízes nos Evangelhos e nos Padres da Igreja, desenvolveu uma crítica constante à avareza e à injustiça económica. A frase ecoa fortemente temas presentes na Doutrina Social da Igreja Católica, formalizada a partir do final do século XIX com a encíclica 'Rerum Novarum' do Papa Leão XIII (1891), que denunciava a exploração dos trabalhadores e a concentração de riqueza. O tom é também congruente com teologias da libertação e com escritos de figuras como São Basílio ou São João Crisóstomo, que criticavam a acumulação de riqueza em face da pobreza alheia.

Relevância Atual

A frase mantém uma relevância aguda no mundo contemporâneo. A crescente desigualdade económica global, a crise climática (ligada à exploração excessiva de recursos comuns), a financeirização da economia e a cultura do consumismo são manifestações modernas do fenómeno descrito. A ideia de que a busca pelo lucro máximo pode corroer o tecido social, a saúde mental (o 'ser') e o acesso a necessidades básicas como habitação, saúde e educação ('o ter indispensável') para muitos, é um debate central nas discussões sobre justiça social, economia sustentável e os limites do sistema económico vigente.

Fonte Original: A citação não está atribuída a uma obra específica única. É uma síntese ou paráfrase de ideias centrais recorrentes na tradição do pensamento social cristão, podendo ser encontrada em compilações de citações temáticas ou em textos de reflexão teológica e ética.

Citação Original: A ganância do ter não só engoliu o ser e a convivência pacífica, mas até privou a maior parte dos homens do ter indispensável, para acumular nas mãos de uns poucos o que a todos pertence.

Exemplos de Uso

  • Num debate sobre justiça fiscal, pode-se usar a citação para argumentar que a evasão fiscal das grandes corporações 'priva o ter indispensável' aos serviços públicos.
  • Num artigo sobre slow living ou minimalismo, a frase ilustra a crítica ao consumismo que 'engole o ser' ao definir a identidade pelas posses.
  • Num discurso sobre a crise climática, pode-se referir que a exploração desregrada dos recursos naturais é 'acumular nas mãos de uns poucos o que a todos pertence'.

Variações e Sinônimos

  • A raiz de todos os males é o amor ao dinheiro.
  • É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.
  • A avareza é a mãe de todos os vícios.
  • Quem tem fome tem pressa. (Frase associada a movimentos de justiça social)
  • A desigualdade é o fruto da ganância institucionalizada.

Curiosidades

Apesar de a frase ser anónima e de síntese, o seu conteúdo reflete uma tensão histórica dentro do Cristianismo entre a aceitação da propriedade privada e uma crítica radical à riqueza, tensão essa presente desde as comunidades cristãs primitivas, que partilhavam todos os bens, até às modernas encíclicas papais.

Perguntas Frequentes

Esta citação é contra a propriedade privada?
Não necessariamente. A crítica central é contra a *ganância* e a acumulação excessiva que nega aos outros o acesso ao essencial. A Doutrina Social da Igreja defende a propriedade privada, mas sublinha a sua 'função social' e o destino universal dos bens.
Quem é o autor exato desta frase?
A autoria é indeterminada. A frase é uma paráfrase eloquente de ideias coletivas da tradição ética e social cristã, não sendo citada de um autor ou texto canónico específico.
Como se relaciona esta ideia com o capitalismo moderno?
A frase oferece uma lente crítica para analisar fenómenos como a concentração de riqueza, a externalização de custos sociais e ambientais, e a mercantilização de aspetos da vida que antes não eram transacionados, vistos como uma 'ganância do ter' que prejudica o 'ser' coletivo.
O que significa 'o que a todos pertence'?
Refere-se ao conceito de 'bem comum' ou 'destino universal dos bens'. Inclui recursos naturais, conhecimento, cultura, e os frutos do progresso social que, em última análise, devem beneficiar a humanidade como um todo, não sendo legítimo o seu monopólio absoluto por parte de poucos.

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