Frases de Honoré de Balzac - Um vício custa mais caro que

Frases de Honoré de Balzac - Um vício custa mais caro que ...


Frases de Honoré de Balzac


Um vício custa mais caro que manter uma família.

Honoré de Balzac

Esta citação de Balzac confronta o custo oculto dos vícios com o investimento visível na família, sugerindo que as dependências pessoais podem corroer os alicerces mais preciosos da vida. Revela como o aparente praego imediato esconde um preço humano e económico devastador.

Significado e Contexto

A citação de Honoré de Balzac estabelece uma comparação económica e moral entre duas formas de gasto: os vícios e a manutenção de uma família. Enquanto os vícios representam despesas egoístas e frequentemente destrutivas - seja em dinheiro, tempo ou saúde - a família simboliza um investimento responsável e construtivo. Balzac sugere que, apesar de a família poder parecer um encargo financeiro significativo, os vícios têm um custo total superior quando se consideram as consequências emocionais, sociais e económicas a longo prazo. Num nível mais profundo, a frase questiona a nossa percepção do 'custo'. Manter uma família envolve despesas visíveis e socialmente reconhecidas, enquanto os vícios frequentemente escondem os seus verdadeiros preços - desde a deterioração da saúde até à perda de oportunidades profissionais e relacionais. Balzac, conhecido por retratar a sociedade francesa do século XIX com realismo implacável, aponta para a ironia de que muitas pessoas consideram a família um fardo, enquanto subestimam os custos reais dos seus vícios pessoais.

Origem Histórica

Honoré de Balzac (1799-1850) foi um dos principais escritores do realismo literário francês, autor da monumental 'A Comédia Humana'. Viveu numa época de transformações sociais e económicas na França pós-revolucionária, onde a ascensão da burguesia e novas formas de consumo criaram tensões entre valores tradicionais e comportamentos modernos. A sua obra frequentemente explora temas de ambição, decadência moral e conflitos entre paixões individuais e responsabilidades familiares.

Relevância Atual

Esta frase mantém uma relevância impressionante no século XXI, especialmente em sociedades de consumo onde os vícios assumem novas formas - desde dependências digitais e de compras até substâncias legais e ilegais. Num contexto de crises económicas e pressões financeiras, a reflexão de Balzac alerta para a necessidade de priorizar investimentos relacionais sobre gastos pessoais destrutivos. A frase também ressoa em debates contemporâneos sobre saúde mental, educação financeira e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Fonte Original: A citação é atribuída a Honoré de Balzac, mas não está identificada com precisão numa obra específica dentro da sua vasta bibliografia. Faz parte do corpus de aforismos e observações sociais que circulam associados ao autor.

Citação Original: Um vício custa mais caro que manter uma família.

Exemplos de Uso

  • Em educação financeira: 'Antes de criticar os custos da educação dos filhos, lembre-se do que Balzac disse: um vício custa mais caro que manter uma família.'
  • Em terapia familiar: 'A frase de Balzac ajuda famílias a perceberem que os vícios de um membro podem consumir recursos que beneficiariam todos.'
  • Em debates sobre políticas públicas: 'Quando discutimos apoios sociais, devemos considerar que investir em famílias previne custos maiores com dependências.'

Variações e Sinônimos

  • Os vícios empobrecem mais que as obrigações
  • Um hábito destrutivo vale mais que um lar
  • Cuidar da família é mais barato que perder-se em vícios
  • Provérbio similar: 'Quem tem vícios, tem muitos senhores'

Curiosidades

Balzac era conhecido pelos seus próprios excessos - trabalhava até 15 horas por dia bebendo café em quantidades extraordinárias (chegava a beber 50 chávenas diárias), o que possivelmente contribuiu para a sua morte prematura aos 51 anos. Esta contradição entre a sua observação sagaz sobre vícios e os seus próprios hábitos extremos acrescenta complexidade à citação.

Perguntas Frequentes

Balzac referia-se apenas a vícios financeiros?
Não, embora o contexto económico seja importante, Balzac referia-se a vícios num sentido amplo - incluindo dependências emocionais, comportamentos compulsivos e hábitos que consomem recursos de forma destrutiva.
Esta citação aplica-se apenas ao século XIX?
Absolutamente não. A observação mantém relevância atual, especialmente considerando novos tipos de dependência (digitais, de consumo) e as pressões económicas contemporâneas sobre as famílias.
Onde posso encontrar esta citação nas obras de Balzac?
A citação circula como aforismo atribuído a Balzac, mas não está localizada com precisão numa obra específica. Faz parte das muitas observações sociais que lhe são atribuídas além das suas obras literárias principais.
Como usar esta citação em educação?
Pode ser usada em aulas de literatura para discutir realismo francês, em educação financeira para falar de prioridades de gastos, ou em educação cívica para debater responsabilidades familiares e sociais.

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