Frases de Wilhelm Leibniz - Amar é ser levado a ter praze

Frases de Wilhelm Leibniz - Amar é ser levado a ter praze...


Frases de Wilhelm Leibniz


Amar é ser levado a ter prazer na perfeição, no bem, ou na felicidade do objeto amado.

Wilhelm Leibniz

Leibniz propõe uma visão do amor como movimento ativo que encontra alegria na excelência do outro. Esta definição transcende o sentimento para se tornar uma celebração da bondade e plenitude alheias.

Significado e Contexto

A citação de Leibniz define o amor não como um simples sentimento ou desejo possessivo, mas como uma orientação ativa da vontade. Para o filósofo, amar verdadeiramente implica regozijar-se com a excelência, a virtude e a felicidade da pessoa amada, colocando o seu bem acima do interesse egoísta. Esta conceção enquadra-se na sua visão otimista do universo, onde o amor se torna uma força harmonizadora que aproxima os seres da perfeição divina. Leibniz distingue assim o amor genuíno do mero apego ou paixão. Enquanto estas podem ser cegas ou interesseiras, o amor leibniziano é esclarecido: reconhece e celebra objetivamente o bem no outro. Esta ideia conecta-se com a sua noção de 'caridade sábia', onde o prazer sentido não é um gozo egoísta, mas uma participação alegre na realização e na bondade alheias.

Origem Histórica

Wilhelm Leibniz (1646-1716) foi um polímata alemão, um dos principais racionalistas do século XVII, ao lado de Descartes e Spinoza. A citação reflete a sua filosofia moral, profundamente influenciada pelo pensamento escolástico, pelo racionalismo e pela teodiceia. Viveu numa época de transição entre o Barroco e o Iluminismo, onde se debatia a natureza das paixões humanas e a relação entre razão e emoção. A sua obra 'Novos Ensaios sobre o Entendimento Humano' e os seus escritos éticos abordam frequentemente temas como a liberdade, a felicidade e a natureza do amor.

Relevância Atual

Esta definição mantém-se relevante por oferecer uma perspetiva antídoto para visões individualistas e consumistas do amor. Num mundo onde relações são por vezes vistas como transacionais, Leibniz recorda-nos que o amor genuíno envolve alegria desinteressada pelo crescimento e felicidade do outro. Ressoa em áreas como a psicologia positiva (estudo das forças humanas), a ética do cuidado e a educação emocional, que valorizam a empatia e a celebração do sucesso alheio.

Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída aos seus escritos éticos e metafísicos, possivelmente presente em cartas ou obras como 'Princípios da Natureza e da Graça' ou nos seus 'Ensaios de Teodiceia', onde explora a bondade divina e a natureza do bem.

Citação Original: Aimer, c'est être porté à prendre plaisir dans la perfection, dans le bien, ou dans le bonheur de l'objet aimé.

Exemplos de Uso

  • Num relacionamento saudável, os parceiros genuinamente celebram as conquistas profissionais um do outro, sentindo prazer no seu sucesso.
  • Um professor que ama o seu ofício sente alegria genuína ao ver os seus alunos atingirem a excelência académica e pessoal.
  • O amor parental manifesta-se quando os pais se alegram profundamente com a felicidade e o desenvolvimento harmonioso dos seus filhos, sem ciúmes ou competição.

Variações e Sinônimos

  • O amor é a alegria pela felicidade do outro (Baruch Spinoza).
  • Amar é querer o bem do outro por ele mesmo (tomada da filosofia clássica).
  • O verdadeiro amor regozija-se com a verdade (adaptação bíblica/cristã).
  • Quem ama de verdade, alegra-se com o brilho alheio.

Curiosidades

Leibniz, para além de filósofo, foi um génio matemático que desenvolveu, independentemente de Newton, o cálculo infinitesimal. A sua busca por harmonia e perfeição na matemática reflete-se na sua definição ética do amor.

Perguntas Frequentes

Leibniz considerava o amor um sentimento ou uma ação?
Para Leibniz, o amor é primariamente uma disposição ativa da vontade (ser 'levado a ter prazer'), mais do que um mero sentimento passivo. Envolve uma escolha orientada para o bem do outro.
Como esta definição se relaciona com a filosofia otimista de Leibniz?
A ideia de que o amor se deleita na perfeição alinha-se com a sua crença de que vivemos no 'melhor dos mundos possíveis', onde o bem e a harmonia são fundamentais. O amor é uma força que participa nessa ordem perfeita.
Esta visão do amor exclui o amor romântico ou apaixonado?
Não exclui, mas eleva-o. Leibniz não nega a paixão, mas sugere que o amor mais autêntico inclui um componente racional e moral de alegria desinteressada pelo bem-estar do amado, transcendendo o puro desejo.
Qual a diferença entre esta definição e o conceito de amor em Espinosa?
Enquanto Espinosa define o amor como 'alegria acompanhada pela ideia de uma causa exterior', focando a experiência subjetiva, Leibniz enfatiza mais o objeto do amor (a perfeição/bem do outro) e a orientação ativa para o celebrar.

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