Frases de Moliere - Odeio essas almas pulsilânime

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Frases de Moliere


Odeio essas almas pulsilânimes que, por muito preverem consequências, nada ousam empreender.

Moliere

Esta citação de Molière critica aqueles que, aprisionados pelo medo das consequências, nunca ousam agir. É um apelo à coragem e à ação, mesmo face à incerteza.

Significado e Contexto

A citação de Molière critica as pessoas 'pusilânimes', um termo que descreve indivíduos de ânimo fraco, tímidos ou covardes. O autor argumenta que a excessiva previsão de consequências negativas paralisa a ação, impedindo qualquer iniciativa ou empreendimento. Esta ideia reflete uma visão humanista que valoriza a coragem e a capacidade de assumir riscos como elementos essenciais para o progresso pessoal e coletivo. Molière sugere que o medo do fracasso ou das repercussões pode ser mais limitador do que o próprio fracasso, defendendo que a inação é, em si, uma forma de derrota. Num contexto mais amplo, a frase pode ser interpretada como uma crítica à indecisão crónica e à falta de ambição. Molière, através do seu teatro, frequentemente satirizava os vícios e fraquezas humanas, e aqui dirige-se àqueles que, por excesso de cautela ou pessimismo, deixam escapar oportunidades. A mensagem incentiva a equilibrar a prudência com a audácia, lembrando que uma vida sem riscos pode ser uma vida sem conquistas significativas.

Origem Histórica

Molière (1622-1673) foi um dramaturgo, actor e encenador francês, uma figura central do teatro clássico do século XVII. A sua obra, muitas vezes comédias de carácter, criticava os costumes e vícios da sociedade da época, incluindo a hipocrisia, a avareza e a cobardia. Esta citação reflecte os valores do classicismo francês, que enfatizava a razão, mas também a acção heróica, influenciada pelo humanismo renascentista. O contexto histórico é o do absolutismo de Luís XIV, onde a corte valorizava a coragem e a iniciativa, embora Molière satirizasse frequentemente as suas elites.

Relevância Atual

Esta frase mantém-se relevante hoje porque a sociedade moderna, com a sua sobrecarga de informação e análise de riscos, pode fomentar a paralisia pela análise. Em contextos como o empreendedorismo, a inovação ou até nas decisões pessoais, muitas pessoas hesitam devido ao medo do fracasso ou das críticas. A citação serve como um lembrete para não deixar que o excesso de precaução impeça a acção, incentivando a coragem e a resiliência num mundo incerto.

Fonte Original: A citação é atribuída a Molière, mas a origem exacta na sua obra não é universalmente documentada em fontes primárias facilmente acessíveis. É frequentemente citada em antologias e coleções de frases célebres, podendo derivar de adaptações ou interpretações das suas peças, que criticam a fraqueza de carácter.

Citação Original: Je hais ces âmes pusillanimes qui, pour trop prévoir les conséquences, n'osent rien entreprendre.

Exemplos de Uso

  • No mundo dos negócios, muitos evitam lançar startups por medo de falhar, exemplificando as 'almas pusilânimes' de Molière.
  • Em decisões pessoais, como mudar de carreira, quem adia indefinidamente por prever problemas pode ser visto como pusilânime.
  • Na política, líderes que não actuam face a crises por temerem repercussões são criticados com esta frase.

Variações e Sinônimos

  • Quem não arrisca, não petisca.
  • Mais vale tentar e falhar do que não tentar de todo.
  • A dúvida é o inimigo da ação.
  • Coragem não é a ausência de medo, mas a conquista dele.

Curiosidades

Molière, cujo nome real era Jean-Baptiste Poquelin, morreu em palco durante uma representação da sua peça 'O Doente Imaginário', mostrando dedicação até ao fim, em contraste com as almas pusilânimes que criticava.

Perguntas Frequentes

O que significa 'pusilânime'?
Pusilânime é um adjectivo que descreve alguém com ânimo fraco, covarde ou tímido, derivado do latim 'pusillanimis'.
Por que é que Molière critica quem prevê consequências?
Molière não critica a previsão em si, mas o excesso que leva à paralisia, defendendo que a ação é necessária apesar dos riscos.
Esta citação aplica-se à vida moderna?
Sim, aplica-se a situações como empreendedorismo ou decisões pessoais, onde o medo do fracasso pode impedir iniciativas.
Em que obra de Molière aparece esta frase?
A origem exacta não é clara, mas a frase é atribuída a ele e reflecte temas comuns nas suas peças, como a crítica à fraqueza humana.

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