Frases de Jules Renard - É uma hipocrisia esforçarmo-

Frases de Jules Renard - É uma hipocrisia esforçarmo-...

A frase contrapõe o esforço moral à ideia de uma bondade inata, adotando um tom provocador e cínico. Sugere que a virtude autêntica não se fabrica por empenho externo, mas se revela como traço originário.

Significado e Contexto

A afirmação articula uma crítica à tentativa deliberada de ser bom, qualificando-a como hipocrisia: o esforço aparece como uma fachada se a bondade não for algo que já exista na pessoa. O enunciado provoca uma reflexão sobre autenticidade moral — distinguir entre atos sinceros de bondade e comportamentos performativos que visam apenas a aparência de virtude. Numa perspetiva filosófica, a frase coloca-se no centro do debate natureza versus educação (ou determinismo moral versus transformação ética). Em termos estilísticos, é um aforismo: breve, paradoxal e deliberadamente desconcertante, concebido para suscitar discussão mais do que oferecer uma doutrina sistemática.

Perguntas Frequentes

O que quer dizer a frase de Renard?
Que esforçar‑se para ser bom pode ser visto como hipocrisia se a bondade não for autêntica ou inata; é uma provocação sobre a origem da virtude.
Quem foi Jules Renard?
Um escritor francês (1864–1910), autor de Poil de Carotte e do Journal, famoso pelo estilo irónico e aforístico.
A frase defende o determinismo moral?
Não necessariamente; é antes um aforismo provocador que abre o debate entre determinismo e transformação ética, sem apresentar uma argumentação filosófica completa.
Como aplicar esta reflexão hoje?
Usá‑la como instrumento crítico para distinguir ações autênticas de virtude performativa e para avaliar políticas educativas e sociais quanto à sua eficácia na formação do carácter.

Fonte Original: Atribuída a Jules Renard; aparece frequentemente em compilações de aforismos e no seu Journal. As versões e traduções variam, pelo que a referência exata a um volume ou data concreta nem sempre é consensual.


Frases de Jules Renard


É uma hipocrisia esforçarmo-nos para ser bons; temos de nascer bons ou então não vale a pena metermo-nos nisso.

Jules Renard


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