Tenho ciúmes mesmo. Deus mandou dividir

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Frases de Ciúmes


Tenho ciúmes mesmo. Deus mandou dividir o pão, não as pessoas.


Esta citação revela uma profunda reflexão sobre a natureza possessiva do amor humano, contrastando-a com um princípio espiritual de partilha. Sugere que, enquanto os bens materiais devem ser divididos, os laços afetivos despertam em nós um sentimento de exclusividade.

Significado e Contexto

A citação 'Tenho ciúmes mesmo. Deus mandou dividir o pão, não as pessoas.' expressa uma tensão entre um sentimento humano universal – o ciúme – e um princípio ético ou religioso de generosidade. A primeira parte, 'Tenho ciúmes mesmo', assume com franqueza uma emoção muitas vezes vista como negativa ou irracional. A segunda parte estabelece um contraste criativo: invoca a ideia bíblica de partilhar o pão (um bem material e essencial) para argumentar que tal mandamento não se aplica às pessoas, que não devem ser 'divididas' ou partilhadas como objetos. O significado profundo reside na defesa da exclusividade e da unicidade nas relações afetivas profundas, sugerindo que o amor romântico ou o vínculo profundo reivindica uma posse não material, mas emocional, que é incompatível com a partilha.

Origem Histórica

A citação é atribuída ao humorista, escritor e dramaturgo brasileiro Jô Soares (1938-2022). Conhecido pela sua sagacidade, ironia fina e comentários sociais perspicazes, Jô Soares frequentemente misturava observações do quotidiano com um toque filosófico ou humorístico. Esta frase provavelmente surgiu num dos seus monólogos televisivos, programas de entrevistas ou nos seus livros, refletindo o seu estilo característico de abordar temas complexos de forma aparentemente simples e engraçada.

Relevância Atual

Esta frase mantém uma relevância acentuada na sociedade contemporânea, onde conceitos como poliamor, relações abertas e a redefinição dos tradicionais modelos relacionais são frequentemente debatidos. Ela serve como um ponto de partida para discutir os limites do ciúme (é natural ou tóxico?), a natureza da posse no amor e o equilíbrio entre a exclusividade de um relacionamento e a liberdade individual. Num mundo de conexões superficiais através das redes sociais, a frase lembra o valor da profundidade e da dedicação exclusiva que muitas pessoas ainda procuram nas suas relações íntimas.

Fonte Original: Atribuída a Jô Soares, provavelmente de um dos seus programas de televisão (como 'O Programa do Jô') ou de um dos seus livros de crónicas e anedotas. Não há uma obra específica identificada como fonte única.

Citação Original: Tenho ciúmes mesmo. Deus mandou dividir o pão, não as pessoas. (A citação é originalmente em Português do Brasil)

Exemplos de Uso

  • Num debate sobre relacionamentos modernos, alguém pode usar a frase para defender a monogamia e a exclusividade emocional como um valor pessoal.
  • Pode ser citada de forma humorística quando um amigo brinca sobre 'partilhar' a atenção da sua cara-metade numa saída de grupo.
  • Num contexto de auto-reflexão, uma pessoa pode usar a frase para justificar e aceitar os seus próprios ciúmes, reconhecendo-os como uma expressão do seu apego.

Variações e Sinônimos

  • O coração não se divide, partilha-se.
  • Amor não é pão para ser repartido.
  • Ciúme é o imposto que se paga pelo amor exclusivo.
  • Pode-se dividir a casa, mas não o coração.

Curiosidades

Jô Soares era um grande admirador da literatura e da cultura, e muitas das suas frases de efeito, como esta, demonstram a sua capacidade de condensar observações psicológicas complexas numa fórmula curta e memorável, muitas vezes com uma pitada de humor negro ou ironia.

Perguntas Frequentes

Quem é o autor desta citação?
A citação é atribuída ao humorista, escritor e apresentador brasileiro Jô Soares.
Qual é o significado principal da frase?
A frase defende que o ciúme é um sentimento natural no amor, contrastando a partilha de bens materiais (como o pão) com a exclusividade desejada nas relações afetivas profundas.
Esta citação promove o ciúme como algo positivo?
Não necessariamente. Ela reconhece e assume o ciúme como um sentimento humano real, usando um argumento criativo (a referência bíblica) para o justificar. Cabe ao intérprete refletir se essa justificação é válida ou não.
Em que contextos esta frase é usada hoje?
É usada em discussões sobre relacionamentos, monogamia, ética do amor e em reflexões pessoais ou humorísticas sobre posse e partilha emocional.

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