Frases de Ailton Krenak - ⁠A minha provocação sobre

Frases de Ailton Krenak - ⁠A minha provocação sobre ...


Frases de Ailton Krenak


⁠A minha provocação sobre adiar o fim do mundo é exatamente sempre poder contar mais uma história. Se pudermos fazer isso, estaremos adiando o fim.

Ailton Krenak

A frase propõe que a narrativa é um gesto de resistência: ao contar mais uma história prolongamos a presença e a esperança. Contar é, assim, um modo de adiar um fim percebido como definitivo.

Significado e Contexto

A afirmação equaciona a narrativa com uma prática de sobrevivência simbólica: cada história prolonga a continuidade cultural e mantém vivas as possibilidades de futuro. Em termos filosóficos, trata-se de uma visão que vê o tempo e o destino não como inevitabilidades, mas como moldáveis por atos comunitários de sentido.

Origem Histórica

Ailton Krenak é um líder indígena, pensador e ativista brasileiro do povo Krenak, conhecido pelo seu trabalho em defesa dos direitos indígenas e do ambiente. A ideia circula sobretudo a partir do seu livro 'Ideias para adiar o fim do mundo' (2019) e dos discursos públicos em que articula crítica ao modelo de crescimento e apelo à preservação de saberes e modos de vida.

Relevância Atual

A frase mantém-se atual porque articula problemas contemporâneos — mudança climática, perda de biodiversidade, erosão cultural — com uma solução simbólica e prática: a continuação de narrativas que sustentam identidade, mobilizam ação e preservam memória. Em contextos educativos e de ativismo, funciona como lema para iniciativas que unem cultura e ação ambiental.

Fonte Original: Principalmente do livro 'Ideias para adiar o fim do mundo' (2019) de Ailton Krenak; também aparece em entrevistas e palestras em que o autor desenvolve essa proposta.

Citação Original: A minha provocação sobre adiar o fim do mundo é exatamente sempre poder contar mais uma história. Se pudermos fazer isso, estaremos adiando o fim.

Exemplos de Uso

  • Em aulas de literatura e cidadania para discutir como a narrativa constrói identidades e alternativas ao pessimismo.
  • Em campanhas ambientais como lema que liga memória cultural e ação coletiva contra a perda de ecossistemas.
  • Em oficinas de contação de histórias em comunidades para fortalecer transmissão de saberes locais e resiliência social.

Variações e Sinônimos

  • Enquanto houver histórias, haverá futuro.
  • Contar é adiar um fim.
  • A narrativa prolonga a vida coletiva.
  • A memória contada sustém a esperança.
  • Mais uma história, mais um dia para o mundo.

Curiosidades

O título do seu livro transformou-se em expressão usada por ativistas culturais e ambientais; Krenak tornou-se uma voz simbólica que liga a defesa dos povos indígenas à reflexão sobre o futuro do planeta.

Perguntas Frequentes

O que significa "adiar o fim do mundo" nesta frase?
Significa usar a narrativa e a transmissão de saberes como formas de resistência e de manutenção de possibilidades futuras contra narrativas de colapso inevitável.
Como posso usar esta citação em contexto educativo?
Use-a como ponto de partida para debates sobre cultura, memória e sustentabilidade, projetos de storytelling comunitário ou atividades interdisciplinares ligar literatura e ciências ambientais.
A frase tem relação com o ativismo ambiental?
Sim. Liga a preservação de culturas e saberes tradicionais à ação em prol do ambiente, sugerindo que manter narrativas vivas ajuda a motivar práticas sustentáveis.
De onde vem esta citação?
Provém do trabalho e dos discursos de Ailton Krenak, especialmente explorada no livro 'Ideias para adiar o fim do mundo' (2019).

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