Frases de Tomás de Aquino - As coisas que amamos nos dizem

Frases de Tomás de Aquino - As coisas que amamos nos dizem...


Frases de Tomás de Aquino


As coisas que amamos nos dizem quem somos.

Tomás de Aquino

Esta citação revela que as nossas paixões e afetos são espelhos da nossa identidade mais profunda. O que escolhemos amar define a essência do nosso ser.

Significado e Contexto

Esta afirmação de Tomás de Aquino sugere que os nossos afetos e desejos não são meros acidentes, mas expressões fundamentais da nossa natureza. Na tradição filosófica tomista, o amor (entendido como 'amor intelectual' ou vontade ordenada) dirige-se naturalmente ao bem, e aquilo que reconhecemos como bom revela a nossa compreensão do mundo e de nós mesmos. Assim, as 'coisas que amamos' – sejam pessoas, ideais, atividades ou objetos – funcionam como indicadores da nossa hierarquia de valores, do nosso carácter e da nossa visão da realidade. Num contexto educativo, esta ideia convida à introspeção: examinar o que verdadeiramente amamos pode ser um caminho para o autoconhecimento. Se amamos a justiça, revelamos um carácter justo; se amamos o conhecimento, mostramos uma natureza curiosa e racional. O amor, portanto, não é apenas um sentimento, mas uma força formativa que molda e expõe a identidade moral e intelectual de uma pessoa.

Origem Histórica

Tomás de Aquino (1225-1274) foi um frade dominicano, teólogo e filósofo italiano, uma das figuras centrais da Escolástica medieval. A sua obra, especialmente a 'Summa Theologica', integra a filosofia aristotélica com a teologia cristã. Esta citação reflete o seu pensamento sobre a vontade humana, a ética e a natureza do amor como orientado para o bem. No contexto do século XIII, a noção de que o amor define a pessoa estava enraizada na visão de que o ser humano é um agente racional cujas ações (e afetos) revelam a sua essência moral.

Relevância Atual

A frase mantém uma relevância notável hoje, especialmente em áreas como a psicologia, o coaching e o desenvolvimento pessoal. Num mundo onde a identidade é frequentemente questionada ou fragmentada, a ideia de que os nossos amores (interesses, paixões, valores) nos definem oferece uma ferramenta prática para a autoexploração. É usada em contextos de orientação vocacional, terapia e educação para ajudar as pessoas a compreenderem-se melhor através das suas escolhas e preferências autênticas.

Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Tomás de Aquino, mas não está localizada com precisão numa obra específica das suas escritas canónicas (como a 'Summa Theologica' ou 'Summa contra Gentiles'). Pode ser uma paráfrase ou interpretação moderna do seu pensamento sobre a vontade e o amor, difundida em compilações de citações filosóficas.

Citação Original: As coisas que amamos nos dizem quem somos. (A citação é comummente apresentada em português; não há registo de uma versão original em latim ou italiano directamente atribuível a Tomás de Aquino com estas palavras exatas.)

Exemplos de Uso

  • Na psicologia, um terapeuta pode perguntar: 'O que realmente ama fazer?' para ajudar um cliente a descobrir a sua vocação ou valores centrais.
  • Num discurso motivacional, um orador pode usar a frase para encorajar a audiência a seguir as suas paixões como guia para uma vida autêntica.
  • Em educação, um professor pode discutir a citação para refletir sobre como os hobbies e interesses dos alunos revelam as suas personalidades e talentos.

Variações e Sinônimos

  • Diz-me o que amas e dir-te-ei quem és.
  • Os nossos amores definem a nossa essência.
  • Amar é revelar-se.
  • O coração fala mais alto do que as palavras sobre quem somos.
  • Segue o teu coração, ele conhece o caminho.

Curiosidades

Apesar da atribuição comum, muitos especialistas notam que esta citação exacta não aparece nas obras conhecidas de Tomás de Aquino; é possível que seja uma adaptação popular do seu pensamento, mostrando como as suas ideias perduram na cultura mesmo quando transformadas.

Perguntas Frequentes

Tomás de Aquino disse realmente esta frase?
A frase é amplamente atribuída a ele, mas não há evidência directa nas suas obras principais; pode ser uma síntese moderna do seu pensamento sobre amor e identidade.
Como posso aplicar esta citação na minha vida?
Reflicta sobre o que verdadeiramente ama – hobbies, valores, pessoas – para ganhar insights sobre a sua identidade e tomar decisões mais alinhadas consigo mesmo.
Qual é a diferença entre 'amar' e 'gostar' nesta citação?
Aqui, 'amar' implica um compromisso profundo e duradouro, não um mero gosto passageiro; refere-se às paixões centrais que moldam o carácter.
Esta ideia é compatível com a psicologia moderna?
Sim, conceitos como 'valores centrais' e 'autenticidade' na psicologia positiva ecoam esta noção de que as nossas paixões revelam quem somos.

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