Frases de Franklin D. Roosevelt - A única coisa que devemos tem...

A única coisa que devemos temer é o próprio medo.
Franklin D. Roosevelt
Significado e Contexto
Esta citação, proferida por Franklin D. Roosevelt no seu primeiro discurso de posse como presidente dos Estados Unidos em 1933, transmite uma mensagem profunda sobre a natureza humana e a liderança. Ela sugere que o medo em si – especialmente o medo irracional, paralisante ou exagerado – é mais perigoso do que os problemas concretos que enfrentamos, pois pode impedir-nos de tomar as ações necessárias para resolver esses mesmos problemas. Num tom educativo, podemos entender que Roosevelt não estava a minimizar as dificuldades reais da Grande Depressão, mas sim a enfatizar que a atitude mental coletiva de pânico e desespero era um obstáculo adicional que precisava de ser superado para que a nação pudesse recuperar. A frase convida a uma distinção entre o perigo objetivo e a reação emocional ao perigo. Enquanto o perigo pode exigir cautela e planeamento, o medo excessivo ou desproporcionado pode levar à inação, à tomada de decisões precipitadas ou à propagação do desânimo. Assim, a citação é um apelo à coragem, à racionalidade e à confiança, elementos essenciais para enfrentar crises, sejam elas económicas, pessoais ou sociais. É uma lição sobre como a nossa perceção e gestão emocional podem definir o nosso sucesso perante a adversidade.
Origem Histórica
A frase foi proferida por Franklin Delano Roosevelt no seu primeiro discurso inaugural, a 4 de março de 1933, num contexto de profunda crise económica conhecida como a Grande Depressão. Os Estados Unidos enfrentavam taxas de desemprego superiores a 25%, falências bancárias em cadeia e uma grave deflação. O discurso, transmitido por rádio para milhões de americanos, visava restaurar a confiança pública e marcar o início do 'New Deal', um conjunto de programas governamentais para recuperação económica. Roosevelt escolheu estas palavras para confrontar diretamente o clima de medo e desespero que dominava o país, posicionando-se como um líder que compreendia os receios do povo, mas que os desafiava a não se deixarem dominar por eles.
Relevância Atual
A frase mantém uma relevância extraordinária hoje porque o medo continua a ser uma emoção poderosa e universal, amplificada por fatores como a globalização, as crises de saúde pública (como a pandemia de COVID-19), a instabilidade económica, as mudanças climáticas e a desinformação nas redes sociais. Em contextos pessoais, aplica-se ao enfrentar o medo do fracasso, da rejeição ou da mudança. Socialmente, relembra-nos que o pânico coletivo ou a polarização baseada no medo podem ser mais destrutivos do que os problemas que os originam. É uma ferramenta valiosa em coaching, psicologia e liderança para encorajar a resiliência e a ação ponderada.
Fonte Original: Primeiro Discurso Inaugural de Franklin D. Roosevelt (4 de março de 1933).
Citação Original: "The only thing we have to fear is fear itself."
Exemplos de Uso
- Num contexto de crise empresarial, um líder pode usar a frase para motivar a equipa a focar-se em soluções em vez de se deixar paralisar pela incerteza do mercado.
- Um terapeuta pode citá-la para ajudar um cliente a perceber que a sua ansiedade social é, por vezes, um obstáculo maior do que a interação social em si.
- Num discurso sobre alterações climáticas, um ativista pode adaptar a frase para argumentar que o medo da mudança não deve impedir a adoção de medidas necessárias.
Variações e Sinônimos
- "O medo é o maior inimigo."
- "Quem tem medo não avança." (provérbio popular)
- "O único limite é o medo que criamos."
- "A coragem não é a ausência de medo, mas o triunfo sobre ele." (atribuída a Nelson Mandela)
- "Não deixes que o medo te impeça de viver."
Curiosidades
Franklin D. Roosevelt sofria de poliomielite, que o deixou paralítico das pernas em 1921. Muitos historiadores acreditam que a sua experiência pessoal de superar uma adversidade física tão grande influenciou a sua perspetiva sobre o medo e a resiliência, tornando a mensagem do discurso ainda mais pessoal e poderosa.


