Frases de Aristóteles - Tolerância e apatia são as �

Frases de Aristóteles - Tolerância e apatia são as �...


Frases de Aristóteles


Tolerância e apatia são as últimas virtudes de uma sociedade moribunda.

Aristóteles

Esta citação de Aristóteles alerta-nos para o perigo de confundir a tolerância com a indiferença. Quando uma sociedade deixa de se importar ativamente com os seus valores, está a assinar a sua própria sentença de morte.

Significado e Contexto

Aristóteles, nesta citação, estabelece uma distinção crucial entre a verdadeira tolerância e a apatia. A tolerância, enquanto virtude, implica um juízo ativo e um esforço consciente para respeitar diferenças dentro de um quadro ético. A apatia, por outro lado, representa uma indiferença passiva, uma falta de envolvimento com os assuntos da comunidade. A frase sugere que quando uma sociedade começa a confundir estas duas atitudes, substituindo o compromisso ético pela simples não-ação, está a perder a sua vitalidade e a caminhar para o seu fim. A 'sociedade moribunda' é aquela que já não cultiva as virtudes ativas necessárias para a sua preservação e florescimento, contentando-se com uma pseudo-virtude de inação.

Origem Histórica

Aristóteles (384-322 a.C.) foi um filósofo grego, aluno de Platão e tutor de Alexandre, o Grande. Viveu na Atenas clássica, um período de intenso debate político e filosófico sobre a melhor forma de organizar a sociedade (a 'polis'). A sua vasta obra, incluindo 'Ética a Nicómaco' e 'Política', explora profundamente os conceitos de virtude, justiça e o bom funcionamento da comunidade. Esta citação reflete a sua preocupação com a saúde ética da cidade-estado e a ideia de que a excelência humana ('areté') requer ação e discernimento, não mera passividade.

Relevância Atual

A citação mantém uma relevância pungente nos dias de hoje. Num mundo de sobrecarga de informação e de debates polarizados, é fácil cair numa apatia disfarçada de tolerância – a ideia de que 'tudo vale' pode mascarar uma simples falta de interesse ou de coragem para defender valores fundamentais. A frase alerta-nos para os perigos do relativismo extremo e da indiferença cívica, convidando a uma reflexão sobre o que significa ser verdadeiramente tolerante numa democracia: requer envolvimento, diálogo e a defesa ativa de princípios, não a mera aceitação passiva de tudo.

Fonte Original: A atribuição desta citação específica a Aristóteles é comum em coleções de citações e discursos, mas a sua origem exata numa obra específica do filósofo é difícil de verificar com absoluta certeza. Pode ser uma paráfrase ou interpretação de ideias presentes na sua 'Política' ou na 'Ética a Nicómaco', onde discute a degradação dos regimes políticos e a importância das virtudes ativas para a comunidade.

Citação Original: A citação é geralmente apresentada em português. A versão em grego antigo não é amplamente atestada para esta formulação exata.

Exemplos de Uso

  • Num debate sobre liberdade de expressão, pode usar-se para argumentar que a verdadeira tolerância exige defender o direito ao discurso, mesmo quando discordamos, e não apenas ignorar os discursos de ódio por apatia.
  • Em análises políticas, para criticar a apatia dos eleitores ou a falta de reação da sociedade civil perante corrupção ou injustiças, sugerindo que essa passividade é um sinal de declínio.
  • Em contextos educacionais, para discutir a diferença entre respeitar a diversidade de opiniões (tolerância ativa) e simplesmente não se importar com nada (apatia), e como esta última pode corroer o tecido social.

Variações e Sinônimos

  • A indiferença é o peso morto da história.
  • O preço da liberdade é a vigilância eterna. (Atribuída a Thomas Jefferson, tema similar de envolvimento ativo)
  • O mal triunfa quando os bons nada fazem. (Atribuída a Edmund Burke)
  • A pior luta é a que não se trava.

Curiosidades

Aristóteles fundou o Liceu, uma escola rival da Academia de Platão. Enquanto o seu mestre focava o mundo das Ideias, Aristóteles era um empirista, estudando o mundo natural e a sociedade concreta. Esta citação reflete essa orientação prática para os assuntos humanos.

Perguntas Frequentes

Aristóteles era contra a tolerância?
Não. Aristóteles distinguia a verdadeira tolerância (uma virtude ativa e ponderada) da mera apatia ou indiferença. A sua crítica é à passividade que se disfarça de virtude.
Esta citação aplica-se às democracias modernas?
Sim, perfeitamente. Alertar para a apatia cívica, o desinteresse político e o relativismo moral que podem enfraquecer os pilares de uma sociedade democrática é uma leitura atualíssima da frase.
Onde posso ler mais sobre estas ideias em Aristóteles?
As obras 'Ética a Nicómaco' (sobre virtude e felicidade) e 'Política' (sobre a organização da cidade) são os melhores pontos de partida para compreender o seu pensamento sobre a vida em sociedade e as virtudes necessárias para a sustentar.
A 'sociedade moribunda' refere-se a um colapso físico?
Não necessariamente físico, mas moral e cívico. Refere-se à perda de vitalidade ética, de participação ativa e de compromisso com o bem comum, o que leva à estagnação e à incapacidade de enfrentar desafios.

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