Frases de William Somerset Maugham - A arte, um dos grandes valores...

A arte, um dos grandes valores da vida, deve ensinar aos homens: humildade, tolerância, sabedoria e magnanimidade.
William Somerset Maugham
Significado e Contexto
A citação de William Somerset Maugham propõe uma visão elevada e pedagógica da arte. Para o autor, a arte transcende a sua função estética ou decorativa, assumindo um papel formativo essencial na vida humana. Ao afirmar que a arte 'deve ensinar', Maugham atribui-lhe uma missão ética: ser um veículo para cultivar qualidades fundamentais para uma vida plena e para uma sociedade harmoniosa. A humildade surge como reconhecimento das nossas limitações perante a grandeza da criação humana e natural. A tolerância é a capacidade de aceitar diferentes perspetivas e experiências, muitas vezes apresentadas pela arte. A sabedoria refere-se ao conhecimento profundo da condição humana, e a magnanimidade é a generosidade de espírito para perdoar e compreender. Esta perspetiva coloca o espectador, leitor ou ouvinte numa posição ativa de aprendizagem. A experiência artística, segundo esta visão, não é passiva; exige reflexão, abertura e uma vontade de se deixar transformar. A arte, ao apresentar histórias, emoções e dilemas universais, oferece um espelho para nos conhecermos melhor e um janela para compreendermos os outros. Desta forma, Maugham defende que o valor supremo da arte reside no seu poder de nos tornar pessoas melhores, mais completas e mais conectadas com a humanidade.
Origem Histórica
William Somerset Maugham (1874-1965) foi um prolífico escritor britânico do século XX, conhecido por romances como 'O Fio da Navalha' e 'Servidão Humana'. A sua obra é marcada por um agudo sentido de observação da natureza humana, da hipocrisia social e da busca por significado. Viveu num período de grandes convulsões (duas guerras mundiais, mudanças sociais rápidas), o que provavelmente influenciou a sua reflexão sobre os valores que sustentam a civilização. A citação reflete um humanismo secular, comum entre intelectuais da sua época, que via na cultura e nas artes um antídoto para a barbárie e um caminho para o progresso moral.
Relevância Atual
Num mundo contemporâneo frequentemente marcado pelo ruído digital, polarização e superficialidade, a mensagem de Maugham mantém uma relevância crucial. A arte continua a ser um espaço privilegiado para cultivar a empatia (tolerância), questionar certezas absolutas (humildade), refletir sobre escolhas complexas (sabedoria) e praticar a compreensão (magnanimidade). Em contextos educativos, esta citação serve como um poderoso argumento para a integração das artes no currículo, não como disciplinas secundárias, mas como pilares para o desenvolvimento socioemocional e ético dos indivíduos.
Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Maugham em antologias e coleções de citações sobre arte e literatura. Pode ter origem em ensaios ou discursos seus, mas não está claramente identificada com um único romance ou obra específica. É uma das suas reflexões mais citadas sobre a função da arte.
Citação Original: "Art, one of the great values of life, should teach men: humility, tolerance, wisdom and magnanimity."
Exemplos de Uso
- Num debate sobre a importância do financiamento público para museus e teatros, pode citar-se Maugham para defender que a arte é um serviço público que educa para a cidadania.
- Num workshop de escrita criativa, o formador pode usar a citação para incentivar os participantes a pensar no impacto ético e humano das suas histórias.
- Num artigo de opinião sobre combate ao discurso de ódio, pode argumentar-se que a exposição a diversas formas de arte promove a tolerância, como defendia Maugham.
Variações e Sinônimos
- "A verdadeira arte eleva a alma e educa o coração."
- "A literatura existe para nos tornar mais humanos." (ideia similar)
- "Através da beleza, chegamos à bondade." (conceito platónico)
- "A arte é a mentira que nos permite conhecer a verdade." (Picasso, perspetiva complementar sobre o seu papel revelador).
Curiosidades
Somerset Maugham trabalhou como agente secreto para o serviço de inteligência britânico durante a Primeira Guerra Mundial na Rússia e na Suíça. Esta experiência de ver o mundo 'por dentro' pode ter alimentado a sua crença na importância da sabedoria e da tolerância que a arte pode transmitir.


