Frases de Aristóteles - Que vantagem têm os mentiroso

Frases de Aristóteles - Que vantagem têm os mentiroso...


Frases de Aristóteles


Que vantagem têm os mentirosos? A de não serem acreditados quando dizem a verdade.

Aristóteles

A frase sublinha a ironia trágica de quem vive da falsidade: a perda de confiança torna ineficaz qualquer gesto de sinceridade. É um aviso sobre a relação inseparável entre reputação e verdade.

Significado e Contexto

A máxima afirma que a prática da falsidade corrói a confiança do outro de tal modo que, mesmo quando o mentiroso diz a verdade, já não é acreditado. Do ponto de vista social e moral, trata-se de uma observação sobre as consequências cumulativas das ações: a confiança é um capital difícil de recuperar quando perdido.

Origem Histórica

Aristóteles (384–322 a.C.) foi um filósofo grego cujo trabalho abrange lógica, ética e retórica. Embora o conteúdo da frase esteja alinhado com a preocupação aristotélica pelo ethos — o carácter do orador como fonte de persuasão — a citação exacta não é claramente localizada nas obras canónicas de Aristóteles. Frequentemente aparece em compilações de máximas e em atribuições posteriores, o que sugere que pode ser um resumo ou uma paráfrase de ideias aristotélicas em vez de uma citação textual.

Relevância Atual

A frase mantém-se pertinente na era da desinformação e das redes sociais, onde a reputação digital pode ser destruída rapidamente. Em contextos políticos, científicos e pessoais, a perda de credibilidade torna mais difícil distinguir factos de falsidades e compromete a cooperação social e institucional.

Fonte Original: Atribuição incerta: não há referência confirmada numa obra específica de Aristóteles; provavelmente trata-se de um aforismo posterior inspirado nas suas ideias sobre ethos e persuasão.

Citação Original: A forma original não está confirmada em grego clássico; a citação circula como atribuição posterior a Aristóteles.

Exemplos de Uso

  • Um político conhecido por promessas falsas diz algo verídico numa conferência; os media e o público permanecem cépticos devido a promessas quebradas anteriores.
  • Um investigador que falsificou resultados num artigo científico tenta corrigir-se em publicações subsequentes, mas encontra dificuldade em recuperar a confiança da comunidade académica.
  • Uma pessoa que repetidamente mente em relacionamentos pessoais finalmente conta uma verdade importante, mas o parceiro tem dificuldades em acreditar devido ao histórico de enganos.

Variações e Sinônimos

  • Quem mente perde a confiança; quando diz a verdade, não é crido.
  • A mentira corrói a credibilidade; a verdade do mentiroso já não convence.
  • Quem vive de enganos não é acreditado mesmo quando fala com franqueza.
  • A perda de confiança torna ineficaz qualquer afirmação verídica.
  • Quem semeia desconfiança colhe descrédito.

Curiosidades

Embora atribuída a Aristóteles, a frase exemplifica um princípio central da sua Retórica: o ethos (carácter) do orador é essencial para a persuasão. Muitas sentenças curtas e memoráveis que circulam hoje são paráfrases ou interpretações posteriores das ideias clássicas, o que explica as atribuições não verificáveis.

Perguntas Frequentes

Esta frase é realmente de Aristóteles?
A atribuição é incerta: a ideia ecoa o pensamento aristotélico sobre ethos, mas não existe referência confirmada nas obras canónicas.
O que significa em termos práticos?
Significa que a credibilidade perdida por mentiras anteriores impede que a verdade dita pelo mesmo indivíduo seja aceite.
Como aplicar este ensinamento hoje?
Promova transparência e consistência: em contextos pessoais, profissionais e institucionais, manter a confiança evita que futuras verdades sejam desacreditadas.
Por que é relevante para educação e ética?
Porque sublinha a importância de formar carácter e hábitos de honestidade, base para relações de confiança e funcionamento social saudável.

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