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Frases de Victor Hugo


Mentir é maldade absoluta. Não é possivel mentir pouco ou muito; quem mente, mente. A mentira é a própria face do demônio.

Victor Hugo

Victor Hugo apresenta a mentira como um mal absoluto, sem gradações possíveis. A sua visão poética equipara a falsidade à própria essência demoníaca, sugerindo que cada mentira carrega em si a totalidade da corrupção moral.

Significado e Contexto

Victor Hugo, nesta citação, defende que a mentira não admite gradações - não existe 'mentira pequena' ou 'mentira grande'. Para o autor, o ato de mentir é intrinsecamente mau, uma corrupção completa da verdade que mancha o carácter de quem a pratica. A comparação com 'a face do demónio' reforça a ideia de que a falsidade representa o oposto radical da bondade e da autenticidade, situando-a no domínio do mal puro e absoluto. Esta perspectiva reflete uma visão binária da moral, onde a verdade e a mentira são polos opostos e inconciliáveis. Hugo parece sugerir que cada mentira, independentemente da sua magnitude aparente, contém em si a semente da total desonestidade. No contexto educativo, esta ideia convida à reflexão sobre a integridade pessoal e as consequências éticas das nossas palavras, mesmo nas situações mais corriqueiras.

Origem Histórica

Victor Hugo (1802-1885) escreveu durante o século XIX, um período marcado por profundas transformações sociais e políticas na França. A sua obra, frequentemente comprometida com causas humanitárias e justiça social, reflete uma preocupação constante com a moralidade e a condição humana. Esta citação pode ser enquadrada no seu pensamento romântico, que valorizava a autenticidade emocional e via na falsidade uma traição aos ideais de verdade e liberdade.

Relevância Atual

Num mundo contemporâneo inundado por desinformação, 'fake news' e discursos manipulativos, a reflexão de Victor Hugo mantém uma relevância pungente. A sua defesa intransigente da verdade serve como um antídoto contra a banalização da mentira nas redes sociais, na política e nas relações interpessoais. A ideia de que 'quem mente, mente' desafia-nos a rejeitar justificativas convenientes para a falsidade, promovendo uma cultura de transparência e responsabilidade.

Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Victor Hugo, mas a sua origem exata (obra específica) não é consensual entre os estudiosos. Pode derivar da sua vasta produção literária ou de discursos, refletindo temas centrais da sua filosofia.

Citação Original: Mentir est une méchanceté absolue. Il n'est pas possible de mentir un peu ou beaucoup ; qui ment, ment. Le mensonge est la face même du démon.

Exemplos de Uso

  • Na educação de crianças, esta citação pode ilustrar que uma 'mentirinha' inocente ainda é uma mentira, com consequências para a confiança.
  • Em ética jornalística, serve para sublinhar que qualquer desvio da verdade, por menor que seja, compromete a credibilidade.
  • No debate público, relembra que a manipulação de factos, mesmo para 'bons fins', corrompe o discurso democrático.

Variações e Sinônimos

  • 'Uma mentira tem pernas curtas.' (provérbio popular)
  • 'A verdade liberta.' (referência bíblica)
  • 'Quem diz uma mentira, inventa cem.' (ditado tradicional)
  • 'A honestidade é a melhor política.' (máxima ética)

Curiosidades

Victor Hugo, além de escritor, foi um político ativo e defensor de causas sociais. A sua casa em Guernsey, onde viveu exilado, é hoje um museu que preserva o seu legado literário e humano.

Perguntas Frequentes

Victor Hugo considerava todas as mentiras igualmente graves?
Sim, pela citação, Hugo via a mentira como um mal absoluto, sem distinção de gravidade - qualquer falsidade representava uma corrupção completa da verdade.
Esta visão é realista no mundo atual?
Embora radical, a perspectiva desafia a tendência moderna para relativizar a mentira, lembrando-nos do valor intransigente da honestidade nas relações humanas.
Há exceções à regra, como mentiras para proteger alguém?
Victor Hugo não parece admitir exceções na citação, mas o debate ético continua vivo, opondo o dever de verdade ao princípio de não-maleficência.
Que obras de Victor Hugo exploram este tema?
Temas de verdade, justiça e moralidade percorrem obras como 'Os Miseráveis' e 'O Corcunda de Notre-Dame', onde a autenticidade dos personagens é central.

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