Frases de Lampião - Premero de tudo, querendo Deus

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Frases de Lampião


Premero de tudo, querendo Deus, Justiça! Juiz e delegado que não fizer justiça só tem um jeito: passar ele na espingarda!

Lampião

Esta citação reflete a busca desesperada por justiça num contexto de ausência do Estado, onde a violência surge como último recurso perante a falência das instituições. Revela uma filosofia de autotutela que mistura fé divina com ação humana extrema.

Significado e Contexto

Esta citação de Lampião expressa uma visão radical sobre a administração da justiça no contexto do sertão nordestino brasileiro do início do século XX. A frase começa com uma invocação divina ('querendo Deus'), sugerindo que a justiça é um desejo superior, mas rapidamente evolui para uma ameaça violenta contra autoridades corruptas ou ineficazes. A menção à 'espingarda' simboliza a tomada da justiça nas próprias mãos quando as instituições falham, refletindo a realidade de uma região onde o Estado era frequentemente ausente ou opressor. A citação encapsula a filosofia do 'banditismo social', onde figuras como Lampião eram vistas por alguns como justiceiros que combatiam a exploração dos pobres. A estrutura da frase - começando com um apelo religioso e terminando com uma solução violenta - revela a complexidade moral do cangaço: uma mistura de fé, desespero e revolta contra um sistema percebido como injusto. Não é apenas uma ameaça, mas uma declaração sobre quem tem o direito de administrar justiça quando as autoridades legítimas falham.

Origem Histórica

Lampião (Virgulino Ferreira da Silva, 1897-1938) foi o mais famoso líder do cangaço no Nordeste brasileiro. Esta citação provém do contexto do cangaço (banditismo rural) que floresceu entre 1870-1940, período marcado por secas severas, desigualdades sociais extremas e presença limitada do Estado. As autoridades locais (juízes e delegados) eram frequentemente corruptas ou aliadas dos grandes proprietários, levando muitos sertanejos a verem os cangaceiros como uma forma alternativa de justiça.

Relevância Atual

Esta frase mantém relevância como símbolo da luta contra a injustiça institucional e da frustração popular com sistemas judiciais percebidos como corruptos ou ineficientes. Em contextos contemporâneos, ressoa em discussões sobre justiça social, vigilante justice e a relação entre cidadãos e Estado. Serve também como reflexão sobre os limites da violência como resposta à injustiça e sobre as condições que levam comunidades a buscar soluções extra-legais.

Fonte Original: Atribuída a Lampião em diversos relatos históricos e folclóricos sobre o cangaço. Frequentemente citada em estudos sobre banditismo social no Brasil.

Citação Original: Premero de tudo, querendo Deus, Justiça! Juiz e delegado que não fizer justiça só tem um jeito: passar ele na espingarda!

Exemplos de Uso

  • Em debates sobre corrupção judicial, alguns citam Lampião para ilustrar a frustração histórica com a justiça brasileira.
  • A frase é usada metaforicamente em discussões sobre resistência popular contra autoridades opressoras.
  • Estudiosos do direito referem-se a esta citação ao analisar conceitos de autotutela e justiça popular.

Variações e Sinônimos

  • Justiça com as próprias mãos
  • A lei do mais forte
  • Olho por olho, dente por dente
  • Quem não deve não teme
  • A justiça tarda mas não falha

Curiosidades

Lampião era analfabeto, mas ditava cartas e mensagens que se tornaram parte do folclore brasileiro. Sua figura histórica é controversa: visto como bandido por uns e como justiceiro social por outros.

Perguntas Frequentes

Lampião realmente disse esta frase?
A atribuição é consistente com relatos históricos e com a imagem pública de Lampião, embora existam variações na transcrição exata.
O que significa 'passar na espingarda'?
Expressão do sertão que significa executar ou matar com uma arma de fogo, especificamente uma espingarda (espécie de espingarda).
Esta citação justifica a violência?
A citação reflete uma realidade histórica de desespero, não uma justificação moral. Estudiosos analisam-na como sintoma de falhas sociais, não como princípio ético.
Por que Lampião invoca Deus antes de ameaçar violência?
Reflete a religiosidade sincrética do sertão, onde a fé e a violência coexistiam como respostas a um mundo percebido como injusto e abandonado.

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