Frases de Cássia Eller - Eu não achava que precisava c

Frases de Cássia Eller - Eu não achava que precisava c...


Frases de Cássia Eller


Eu não achava que precisava cheirar para cantar, mas ia na onda; tinha bastante e sempre mandava uma. Era o frisson da galera, todo mundo ia!

Cássia Eller

Esta citação revela a complexa relação entre a criação artística e os vícios, mostrando como a pressão social pode levar mesmo os maiores talentos a caminhos perigosos. É um testemunho sincero sobre os paradoxos da fama e da autenticidade.

Significado e Contexto

Esta citação de Cássia Eller descreve honestamente a sua experiência com o consumo de drogas no meio musical dos anos 80 e 90. Ela reconhece que não acreditava necessitar de substâncias para cantar, mas acabou por aderir devido à pressão do ambiente e ao desejo de pertencer ao 'frisson da galera'. A frase revela um duplo movimento: por um lado, a consciência da sua própria capacidade artística independente; por outro, a vulnerabilidade à influência grupal e à cultura das drogas que permeava certos círculos musicais da época. Num plano mais profundo, a declaração funciona como um testemunho sobre os mecanismos sociais que normalizam comportamentos destrutivos em ambientes criativos. Eller não romantiza o consumo, mas antes expõe a sua banalização ('tinha bastante e sempre mandava uma') e o efeito de contágio social ('todo mundo ia!'). Esta honestidade brutal torna a citação um documento importante sobre os custos humanos por trás da criação artística em contextos de excesso.

Origem Histórica

Cássia Eller (1962-2001) foi uma das vozes mais importantes da música brasileira, conhecida pela sua interpretação visceral e pelo seu estilo de vida libertário. A citação provém do contexto do rock brasileiro dos anos 80 e 90, período marcado por uma cultura de excessos em resposta tanto à repressão da ditadura militar recente como às novas liberdades da redemocratização. Muitos artistas desta geração, incluindo Eller, frequentavam ambientes onde o consumo de drogas era comum, visto como parte da identidade rebelde e da experiência criativa.

Relevância Atual

Esta frase mantém-se relevante hoje por várias razões. Primeiro, continua a alertar para os perigos da normalização de substâncias em ambientes profissionais e criativos. Segundo, serve como ponto de partida para discussões sobre saúde mental na indústria do entretenimento e a pressão para corresponder a expectativas sociais. Terceiro, no contexto atual de maior abertura sobre vícios e recuperação, o testemunho de Eller ganha nova dimensão como documento histórico sobre uma época específica. Finalmente, a honestidade brutal da artista antecipa conversas contemporâneas sobre autenticidade e vulnerabilidade pública.

Fonte Original: Entrevistas e depoimentos diversos da artista ao longo da sua carreira. A citação é frequentemente citada em biografias e documentários sobre Cássia Eller, como no livro 'Cássia Eller: Só as Mulheres Sangram' e no documentário 'Cássia'.

Citação Original: Eu não achava que precisava cheirar para cantar, mas ia na onda; tinha bastante e sempre mandava uma. Era o frisson da galera, todo mundo ia!

Exemplos de Uso

  • Em discussões sobre pressão de grupo: 'É como dizia Cássia Eller - às vezes vamos na onda mesmo sem acreditar na necessidade'
  • Ao analisar a cultura das drogas em ambientes artísticos: 'A frase de Eller captura perfeitamente a banalização do consumo'
  • Em contextos de prevenção: 'Este testemunho mostra como até os mais talentosos podem ser arrastados por dinâmicas sociais perigosas'

Variações e Sinônimos

  • Seguir a corrente
  • Ir na maré
  • Entrar na roda
  • Quando em Roma, faz como os romanos
  • A ocasião faz o ladrão
  • Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és

Curiosidades

Cássia Eller faleceu subitamente em 2001, aos 39 anos, vítima de um enfarte agudo do miocárdio. A sua morte prematura contribuiu para a mitificação da sua figura e para leituras mais sombrias de declarações como esta, embora não haja relação direta comprovada entre o seu consumo de drogas e o seu falecimento.

Perguntas Frequentes

Cássia Eller era dependente de drogas?
A artista consumiu várias substâncias ao longo da vida, especialmente nos anos 80 e 90, mas sempre manteve uma relação complexa e autoconsciente com elas, como demonstra esta citação.
Qual é o significado de 'frisson da galera'?
Expressão que descreve a excitação coletiva, a euforia de grupo ou a adrenalina partilhada num determinado contexto social, frequentemente associada a comportamentos de risco.
Esta citação glorifica o uso de drogas?
Não. Pelo contrário, a declaração tem um tom confessional e quase sociológico, expondo os mecanismos de pressão social que levam ao consumo, sem romantizar os efeitos.
Por que esta frase é importante para entender Cássia Eller?
Revela a sua honestidade brutal, a sua vulnerabilidade e a sua capacidade de refletir criticamente sobre o meio em que estava inserida, elementos centrais da sua personalidade artística.

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