Frases de William Shakespeare - Não acredites nem nos que ped

Frases de William Shakespeare - Não acredites nem nos que ped...


Frases de William Shakespeare


Não acredites nem nos que pedem emprestado, nem nos que emprestam; porque muitas vezes, perde-se o dinheiro e o amigo...e o empréstimo.

William Shakespeare

Esta citação de Shakespeare alerta para os perigos das transações financeiras entre amigos, sugerindo que o dinheiro emprestado pode custar mais do que o seu valor, destruindo relações preciosas. É um aviso atemporal sobre a fragilidade da amizade quando confrontada com interesses materiais.

Significado e Contexto

Esta citação, atribuída a William Shakespeare, explora a tensão entre relações pessoais e transações financeiras. O autor adverte contra tanto pedir como conceder empréstimos, argumentando que esta prática frequentemente resulta numa dupla perda: o dinheiro e a amizade. Shakespeare sugere que o próprio ato de emprestar se torna uma terceira vítima, pois destrói a confiança e altera dinâmicas relacionais. A frase reflete uma compreensão profunda da psicologia humana, onde dívidas monetárias podem transformar amizades igualitárias em relações de poder desequilibradas, gerando ressentimento mesmo quando as transações são bem-intencionadas.

Origem Histórica

Embora frequentemente atribuída a Shakespeare, a origem exata desta citação não é confirmada nas suas obras canónicas. Pode derivar de adaptações ou atribuições populares póstumas. No contexto histórico do Renascimento inglês, onde Shakespeare viveu (1564-1616), as questões de honra, dívida e relações sociais eram temas recorrentes no teatro elisabetano. A economia monetária estava em expansão, criando novas tensões entre valores tradicionais e realidades financeiras.

Relevância Atual

Esta frase mantém relevância extraordinária na sociedade contemporânea, onde empréstimos entre familiares e amigos continuam a causar conflitos. Num mundo de instabilidade económica e pressões financeiras, o conselho de Shakespeare serve como alerta preventivo. A sabedoria aplica-se também a contextos modernos como empréstimos informais, investimentos conjuntos ou mesmo dinheiro em relações amorosas, mantendo-se um guia ético sobre como proteger relações pessoais de tensões financeiras.

Fonte Original: Atribuição popular não confirmada em obras canónicas de Shakespeare. Frequentemente citada em coletâneas de provérbios e sabedoria atribuída ao autor.

Citação Original: Neither a borrower nor a lender be; For loan oft loses both itself and friend, And borrowing dulls the edge of husbandry.

Exemplos de Uso

  • Um amigo pede dinheiro emprestado para um negócio arriscado, criando tensão na relação quando não pode devolver.
  • Familiares que emprestam grandes quantias para estudos superiores e depois discutem sobre prazos de reembolso.
  • Colegas de trabalho que fazem empréstimos informais e depois evitam-se no local de trabalho devido ao desconforto.

Variações e Sinônimos

  • Quem empresta a um amigo, perde o dinheiro e o amigo
  • Empréstimo entre amigos, inimizade à porta
  • Dinheiro e amizade não se misturam
  • Antes dar do que emprestar a um amigo

Curiosidades

Shakespeare tinha conhecimento direto de questões financeiras - era co-proprietário do Globe Theatre e envolveu-se em vários processos legais relacionados com dívidas e contratos, experiência que pode ter influenciado sua perspetiva sobre dinheiro e relações.

Perguntas Frequentes

Esta citação é realmente de Shakespeare?
A atribuição é popular mas não confirmada nas suas obras principais. A versão mais conhecida aparece frequentemente como adaptação de conselhos similares na literatura.
Qual é o significado principal da frase?
Avisa que empréstimos entre amigos podem destruir tanto o dinheiro como a relação, sugerindo evitar completamente tais transações.
Como aplicar este conselho hoje?
Considerar alternativas como presentes sem expectativa de retorno, empréstimos formais com contratos, ou simplesmente dizer não para preservar a amizade.
Esta frase contradiz valores de generosidade?
Não necessariamente - Shakespeare distingue entre generosidade desinteressada e empréstimos que criam expectativas de retorno, focando nos perigos destes últimos.

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